A felicidade está relacionada com a gratuidade e com a gratidão

Lc 6,17.20-26
Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

Reflexão: “Ser feliz”: não há outra meta mais importante na vida de todos nós. De fato, é tão importante que se converteu em um desejo que repetimos de maneira muito frequente e, de forma especial, para as pessoas que mais amamos. Proferimos os votos de felicidade em qualquer evento, em todos os aniversários, no início de cada ano… Não podemos desprezar o excesso de nossas felicitações, por mais rotineiras que nos pareçam. Elas expressam um desejo profundo, talvez o desejo mais íntimo de nós mesmos.

“Que sejas feliz!” Que melhor sentimento que isso podemos desejar a alguém, seja ele(ela) quem for?

A proposta evangélica de felicidade tem algo a nos dizer em nosso momento atual?

A impressão que temos é que a vivência de muitos cristãos está longe de apresentar a Deus como amigo da felicidade humana, fonte de vida, alegria, saúde; na experiência de fé de muitas pessoas, o seguimento de Jesus, muitas vezes, não se associa com a ideia de “felicidade”.  Predomina, em certos ambientes ou grupos cristãos, uma doutrina dolorida e uma catequese afastada da busca humana da felicidade. O cristianismo se apresentou, durante muito tempo, como a religião da cruz, da dor, do sofrimento, da renúncia, da repressão ao prazer e à felicidade neste mundo.

Diante de tal situação, Jesus, no Evangelho de hoje, afirma categoricamente: “Felizes sois vós!”. Jesus, ao “descer à planície”, promulga seu programa “com” vida, fundado não numa ética de “deveres e obrigações”, mas numa ética de “felicidade e ventura”. Aqui está a surpreendente novidade do projeto oferecido por Jesus. Sem sombra de dúvida, o significado das bem-aventuranças e, portanto, do programa de Jesus, é algo mais humano, mais próximo e mais ao alcance de ser entendido e vivido por qualquer pessoa de boa vontade.

O Evangelho, a “boa notícia”, é o tesouro que enche o ser humano de uma felicidade indescritível. Com efeito, a primeira característica que aparece nas bem-aventuranças é que o programa de Jesus para os seus é um programa de felicidade”. Cada afirmação de Jesus começa com a palavra “makárioi”, “ditosos”. Essa palavra, significa, em grego, a condição de quem está livre de preocupações e atribulações cotidianas.

As bem-aventuranças substituem os mandamentos que proíbem por um anúncio que atrai para a felicidade. E a promessa de felicidade não é para depois da morte. Jesus fala da felicidade nesta vida.

Conhecemos duas listas de Bem-aventuranças: a de Lucas e a de Mateus. São bastante distintas, porque uma fala dos pobres e a outra fala dos pobres “em espírito”; uma fala de fome e outra de fome de “justiça”… Costuma-se dizer que as Bem-aventuranças de Lucas são bem-aventuranças “de situação”, e as de Mateus são “de atitude”. Ou seja, enquanto Lucas diz: os que se encontram assim, os que estão nesta situação, são bem-aventurados (os que estão chorando, os que tem fome, os que são pobres…), Mateus diz: os que reagem desta maneira diante dos que choram, dos que são pobres, dos que tem fome… são bem-aventurados. É como a atitude que se toma frente aqueles que Lucas descreveu.

Antes de proclamá-las, Jesus vive intensamente as bem-aventuranças; elas são a expressão daquilo que é mais humano no seu interior; elas são seu auto-retrato. Jesus é o bem-aventurado. Ele personaliza tais atitudes: é o pobre, aquele que se comoveu diante da dor e misérias humanas, que expressa uma fome e sede de plenitude e humanização, que é incompreendido e perseguido por causa dos seus sonhos.

O Jesus que os Evangelhos nos apresentam deixa transparecer, permanentemente, um sentimento sereno e agradecido diante da vida. Ele vive apaixonado pelo Reino do Pai; Ele é um homem aberto e próximo das pessoas, com uma enorme capacidade de relação, de maneira especial diante dos mais pobres e excluídos. Mostra uma infinita confiança nas pessoas que encontra, seja qual for sua situação existencial. Ele é o portador definitivo de boas notícias. O evangelho da salvação chega até às barreiras e fronteiras humanas. Seu tempo é tempo de alegria; é a festa das bodas. Jesus nos convida a entrar na nova vida de felicidade e fraternidade. As bem-aventuranças são o caminho da felicidade.

Jesus, ao proclamar “bem-aventurados” os pobres, os famintos, os que choram, os que são perseguidos… jamais quis sacralizar a dor humana. Ao contrário, são bem-aventurados, sim, os pobres, porque, vazios de apegos e cheios de esperança, anunciam o sonho de Deus para a humanidade, uma nova sociedade baseada na solidariedade e na partilha; são bem-aventurados, sim, os famintos, porque trazem nas entranhas a fome de liberdade e sabem que o ser humano e o mundo carregam infinitas possibilidades de crescimento; são bem-aventurados, sim, os que choram porque suas lágrimas demonstram que eles ainda não perderam a sensibilidade, que eles sentem o mundo como injusto e que, por isso, são verdadeiramente os únicos a sonharem, a buscarem e a lutarem por um mundo novo; são bem-aventurados, sim, os que são perseguidos porque seguem corajosamente a estrela do Reino e são sinal de grande transformação realizada por Deus.

As bem-aventuranças nos revelam que somos habitados por um impulso que nos torna “buscadores de felicidade”. A sociedade de consumo que invadiu tudo, realça a felicidade como a meta imediata de nossas buscas, algo ao qual temos direito e que depende de fatores externos. Esta felicidade é passageira, pois quando a alcançamos, invade de novo a insatisfação, a inquietude, o ressentimento, a inveja… e de novo empreendemos nossa busca. Assim, pois, a felicidade nos escapa quando a buscamos “fora”, como fim em si mesma, para saciar nosso ego insaciável.

A felicidade nasce dentro de nós: daquilo que sentimos, que valorizamos, que vivemos… Por isso, as bem-aventuranças não são algo externo, mas atitudes que plenificam nossos corações. A chave da felicidade está em permitir que se revele o sentido da luminosidade que se encontra no fundo de nosso ser. O que nos tira a energia e nos torna impotentes é afastar-nos desse princípio vital que é o Divino em cada ser.

Ser o que somos, em serenidade e profundo sentido. A felicidade, tal como a verdade e a beleza, ao se revelar a nós, desata a potencialidade daquilo que somos e de tudo o que é. Nesse sentido, felicidade pode ser entendida como um “estado de espírito”; felicidade é viver sem chegada, sem partida; é experimentar uma sensação de renascimento de satisfação interior… ou sentir despertar em si um potencial de bondade, de compaixão, de solidariedade…muitas vezes desconhecida.

A verdadeira felicidade coincide com a paz interior; é o prazer de descobrir, cada dia, que a vida se inicia novamente em cada amanhecer; é fazer da mesma vida uma grande aventura… Por isso, a felicidade está relacionada com a gratuidade e com a gratidão.

Fonte: https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1588-a-felicidade-escondida-nas-bem-aventurancas

Fonte: https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1588-a-felicidade-escondida-nas-bem-aventurancas

ORAÇÃO

Pai, dá-me um coração sensível às carências do meu próximo, fazendo-me solidário com ele, a ponto de me desapegar do que tenho, para ajudá-lo em suas necessidades. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/felizes-vos-que-agora-estais-chorando-lc-617-20-26/

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A salvação está em aceitar Jesus Cristo e a felicidade é caminhar sempre com Deus

Mc 6,53-56
Naquele tempo, tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.

Reflexão: Por onde quer que passe, Jesus desperta a curiosidade e, sobretudo, a fé na vida. Diante de Jesus as pessoas experimentam a salvação e a misericórdia de Deus. As pessoas buscam, por onde Jesus passa, tocar, ao menos, na franja do seu manto. Essa observação faz referência às quatro franjas coloridas colocadas na orla do manto (cf. Nm 15,38-39; Dt 22,12; cf. tb. Mc 5,28); a orla da veste representava simbolicamente a pessoa (cf. 1Sm 24,5-6). Cria-se que uma pessoa revestida de poder de curar alguém, como é o caso de Jesus, poderia fazê-lo também através de suas vestes (cf. At 19,11-12), e mesmo através de sua própria sombra (cf. At 5,15). Para o cristão que lê o evangelho importa saber e fazer, ele mesmo, a experiência de que a passagem de Jesus pela vida de alguém desperta a esperança e a fé na vida; permite que ele se encontre com o amor misericordioso de Deus, para quem tudo é possível. Ao se encontrar com o Senhor, cada pessoa experimenta a força da vida que emana dele.
Como é bonito ver a sede de cura que aquele povo tinha, carregavam os doentes acamados, coxos, paraplégicos, todos da forma que estivessem para onde fosse que Jesus estivesse passando e não encontravam dificuldades. Hoje temos tantas igrejas, tantas oportunidades, pessoas se dedicando servindo a DEUS, mesmo assim são poucos que procuram a salvação, por isso não podemos desanimar de ser canal de graça para os irmãos, levando a Palavra do Senhor a todos que tivermos chances mostrando que não adianta procurar refúgio, consolo, abrigo em nada deste mundo, porque a salvação está em aceitar Jesus Cristo e a felicidade é caminhar sempre com DEUS, com isso todas as perguntas e respostas da vida encontraremos na Santa Bíblia.

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2015/02/homilia-comentario-e-reflexao-do.html
http://oratoriosaoluiz.com.br/evangelho-do-dia-jesus-cura-em-genesare-mc-653-56/

Fonte: http://ivandecolombo.com.br/momento-reflexao-com-beto-moreira/

ORAÇÃO

Jesus, Mestre divino, vós sois a vida, o amor. Nós vos louvamos, Senhor, pela vida que nos dais!
Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2015/02/homilia-comentario-e-reflexao-do.html

Quando fazemos a experiência de depender completamente do Amor de Deus nada nos falta

Mc 6,7-13
Naquele tempo, Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando saírdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Reflexão: As instruções que Jesus deu a Seus discípulos nos servem hoje como orientação para a trajetória da nossa vida aqui na terra. Jesus veio instaurar no mundo uma nova maneira de ser e de viver, no amor e na fraternidade sem dependência das coisas materiais que nos escravizam. Por isto, Ele nos ensina a caminhar em unidade com os irmãos, nunca seguindo sozinhos (as), e a nos desapossar de coisas que não são as essenciais para a nossa trajetória. E para que sejamos fiéis seguidores desse Projeto e obedientes ao Evangelho de Cristo nós também somos enviados (as) a caminhar aqui na terra tendo o nosso próximo como companheiro com a consciência de que não podemos viver isolados como uma ilha. Jesus enviou Seus discípulos, dois a dois, pelo mundo a fora levando a Sua paz e anunciando o Seu reino de amor, deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e recomendou-lhes que não “levassem nada para o caminho, a não ser um cajado”. E ordenou-lhes: “nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura”, mas acrescentou “que andassem de sandálias e não levassem duas túnicas”. Jesus também nos dá consciência de que algumas coisas nos são necessárias, outras, são supérfluas. O cajado é a Sua Palavra posta em nossas mãos e acolhida no nosso coração. É Ela quem nos dá perseverança e nos sustenta, orienta os nossos passos e nos faz ir por caminho seguro. O pão, a sacola e o dinheiro são as nossas preocupações, apreensões e inquietações com a nossa sobrevivência, o nosso bem-estar, cuidados que mantemos com o alimento, vestimenta e necessidades do dia a dia. Jesus, no entanto, nos recomenda a usar “sandálias” para que os nossos pés não se machuquem com a dureza da estrada. Significa a vida de oração e adoração na intimidade do Espírito Santo que nos dá respaldo e firmeza para caminhar sem machucar os nossos pés e nos motiva a dar passos e a sair do lugar a fim de enfrentar a vida. Finalmente, Jesus nos diz para não levarmos “duas túnicas”, isto é, o que nós mantemos como reserva para quando nos faltar o principal. Todas estas recomendações nos levam à consciência de que a confiança na Providência do Pai é a melhor poupança que podemos nutrir em nós mesmos. Quando fazemos a experiência de depender completamente do Amor de Deus Pai que se manifestou por meio de Jesus Cristo, verificamos que nada trazemos nas mãos, no entanto, nada nos falta. Dessa forma, nós temos poder até sobre os espíritos impuros, pois a capacidade de Deus habita em nós. Não precisamos também ficar mudando de lugar a todo instante. Jesus nos recomenda para que tenhamos perseverança. Ele não nos envia para longe, Ele quer nos ensinar essa nova mentalidade a partir dos nossos relacionamentos familiares.

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-mc-67-13-4/

Fonte: http://terapiadecristo.com.br/caminhando-entre-amigos/

ORAÇÃO

Pai Santo, a bagagem que levamos pela vida a fora tenta compensar a nossa falta de fé e torna a caminhada pesada e cansativa. Liberta-nos, Pai amado, das nossas inseguranças, para que sejamos caminhantes leves e alegres nestas estradas que já são do teu reino de Amor, desde que nelas caminhou Jesus de Nazaré, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/07/homilia-comentario-e-reflexao-do_14.html

 

Precisamos deixar que a palavra de Jesus transforme a nossa vida

Lc 4,21-30
Naquele tempo, estando Jesus na sinagoga, começou a dizer: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?” Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

Reflexão: Jesus estava de volta a Jerusalém, na cidade de Nazaré. Ele nasceu em Belém mas foi criado em Nazaré; nessa cidade Ele recebeu toda a instrução, educação e formação. Ele recebeu, de fato, todos os valores que, de modo evangélico, trouxe para nós.

Foi em Nazaré que seus pais O criaram. E, nós, muitas vezes, assumimos o lugar onde fomos criados como se fosse o nosso berço. E, por esse motivo, O chamamos de Jesus de Nazaré, pois foi lá que Ele desenvolveu toda a Sua vida. E, quando já adulto e começando a Sua missão pública, Ele voltou para aquela sinagoga, tomou a Palavra de Deus e a assumiu para Si mesmo.

As pessoas se admiravam com as palavras cheias de sabedoria que brotavam da boca de Jesus. Mas não bastava admirar, era preciso crer, assumir, tomar posse e aceitar a Jesus como Senhor e Salvador.

Muitas vezes, somos como aquelas pessoas: admiramos as coisas de Deus, mas não tomamos posse. E, se não tomarmos posse, se não aceitarmos a Jesus como Senhor e Salvador, se não permitirmos que a Palavra d’Ele nos provoque mudança de vida e conversão, iremos rejeitá-Lo.

Quando o Mestre disse que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria, é porque O receberam como amigo, mas não O receberam como o Senhor; e não receberam a palavra d’Ele para que ela entrasse na vida deles. Por isso, depois de tudo aquilo que Jesus falou, anunciou e proclamou, inclusive sobre a incredulidade deles, eles ficaram furiosos, levantaram-se e expulsaram Jesus da cidade.

Vejam que tragédia, a própria cidade que O viu crescer, os amigos, vizinhos e parentes d’Ele expulsaram-O da cidade. Eles O levaram para um alto monte com a intenção de jogá-Lo no precipício. Então, Ele saiu do meio deles e continuou o Seu caminho.

Jesus quer entrar em nossa casa, na nossa vida e família, no entanto, para transformar a nossa casa, mudar a nossa vida e fazer a diferença, não podemos expulsá-Lo do nosso meio. Não coloquemos Jesus para fora da nossa vida.

A sociedade pagã em que vivemos expulsa Jesus em tantas atitudes, porém, nós que somos os seus discípulos, não podemos fazer o mesmo. Precisamos acolhê-Lo, amá-Lo e deixar que a Palavra d’Ele mude e transforme a nossa vida, senão faremos parte do grupo dos indiferentes que não acolheram a sua mensagem.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

Fonte: http://www.laboratoriodafe.net/2013/02/todos-ficaram-furiosos-na-sinagoga.html

ORAÇÃO

Oração a Jesus de Nazaré

Nós te adoramos como Sabedoria do Pai,Verbo encarnado, Luz do mundo. Nós cremos que foste escolhido e cumpriste a missão de levar boas notícias aos pobres, de anunciar a liberdade aos presos, de dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo da salvação. Pedimos-te perdão por todos os que te rejeitaram e ainda hoje te rejeitam. Nós te acolhemos para que nos dê sabedoria em nossas palavras, em nosso trabalho, em nossa família, em nossos relacionamentos. Só tu tens Palavras de vida! Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/09/homilia-comentario-e-reflexao-do_2.html

Vamos dar mais atenção nas pequenas coisas da vida, que é onde Deus fala ao nosso coração

Mc 4,26-34

Naquele tempo: Jesus disse à multidão: ‘O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou’. E Jesus continuou: ‘Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra’. Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos,explicava tudo.
Reflexão:  Jesus nos conta uma série de parábolas para compreendermos o Reino de Deus. Jesus usa de uma linguagem figurada para entendermos uma realidade que é presente. O Reino de Deus está presente no meio de nós.

O Reino de Deus anunciado por Jesus é comparado com alguém que espalha a semente sobre a terra. Veja o trabalho do semeador, aquele que planta diversas coisas que precisamos para a nossa alimentação, ele “joga” uma pequena semente que para o olhar humano é desprezível, não tem valor algum.

A semente é jogada e, de repente, ela vinga. Então, vem os frutos, o alimento, mas tudo era uma pequena semente. O Reino de Deus também é assim, pode ser que, no primeiro momento, não demos importância e seja irrisório, insignificante. Porém, a semente que é cuidada, vai crescer e, ao seu tempo, dará tantos frutos que outras pessoas virão para estarem debaixo dos frutos, da sombra, da árvore que brotou de uma pequena semente.

Cuide da semente! Nós fomos, um dia, uma pequena semente. Nós estávamos lá no ventre da nossa mãe e, com a união do espermatozoide com o óvulo, formou-se a vida. A semente cresceu e deu a vida a nós.

Precisamos tratar do que é pequeno e jamais o tratar como algo sem significado para a vida. Muitas coisas em nossa vida perdem o significado porque não damos valor às pequenas coisas. Uma palavra no meio de tantas confusões faz toda a diferença. Um pequeno detalhe, pequeno carinho, uma pequena atenção que damos para os nossos fazem toda a diferença.

Não fique apenas buscando as coisas grandes, como se fossem as mais importantes da vida. Nada se torna grande da noite para o dia, por exemplo, hoje estamos com essa estatura, porque nossos pais cuidaram de nós, nos alimentaram, então, crescemos, e na vida também é assim. Cuidemos dos pequenos detalhes, a cada dia peguemos a Palavra de Deus, cuidemos dela e deixemos que ela cresça com o tempo.

Nós iremos colher os melhores frutos de Deus se dermos atenção aos pequenos detalhes, às coisas que estamos desprezando, então, prestaremos mais atenção nas pequenas coisas da vida, que é onde Deus fala ao nosso coração.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

Fonte:https://meiaspalavrasbastam.blogspot.com/2015/01/parabolas-da-semente-que-germina-por-si.html

ORAÇÃO

Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tuas parábolas. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2013/01/homilia-comentario-e-reflexao-do_31.html

 

Nós fazemos no dia a dia o que efetivamente Deus deseja?

Mc 3,31-35
Naquele tempo, chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: ‘Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura’. Ele respondeu: ‘Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?’ E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse:’Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe’.”

Reflexão: Os familiares de Jesus estão “do lado de fora” e a multidão está “sentada em torno dele”. Quantas vezes os que parecem mais próximos de Jesus, os que estão constantemente na Igreja, ficam do lado de fora de seu verdadeiro seguimento na vida, da proximidade com ele nas atitudes, e outros, que parecem estar “de fora”, os da multidão, fazem no dia a dia o que efetivamente Deus deseja, e tornam-se semelhantes a Jesus – seu “irmão”, sua “irmã” e sua “mãe”. Contemplando a cena, ver-me nela: onde estou? Quando estou próxima(o) e quando estou longe dele? Quando estou dentro e quando estou fora? Que sabor experimento em cada uma destas situações? Estar é estar inteiros. Contemplar também que aspectos da minha vida se aproximam de Jesus e que aspectos se distanciam dele. À medida em que contemplo, conversar com Ele. Pedir-lhe a graça de não negar nada do que eu sou, mas de tomar nas mãos e apresentar-lhe, para que Ele seduza e integre.

Os familiares de Jesus não são rejeitados nesta cena. Ele apenas abre as fronteiras de sua família e abole privilégios. Se não são os laços de sangue, tampouco é a denominação religiosa ou a cultura o que faz ser próximo ou não de Jesus. “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”.

Que Maria, que sabia guardar tudo no coração e procurar o sentido, mesmo quando custava como talvez tenha custado a resposta do Seu Filho, nos ensine a como ela, abrir-nos ao que o Senhor efetivamente quer nos convidar a viver, e a dar-lhe um “sim” suave e firme como o dela.

Fonte: http://www.lectionautas.com.br/2014/dentro-ou-fora-marcos-331-35/

 


Fonte:http://www.laboratoriodafe.net/2013/01/quem-e-minha-mae-e-meus-irmaos.html

ORAÇÃO

Pai, ensina-me a pautar minha vida pela fidelidade à tua vontade, para que eu faça parte de tua família, fundada pela ação de Jesus.

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2013/01/homilia-comentario-e-reflexao-do_28.html

Que Deus abra nossos olhos, para que possamos reconhecer aquilo que é de Deus

Mc 3,22-30
Naquele tempo, os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Beelzebul, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”.

Reflexão:Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno’‘ (Mc 3, 29).

Um tema muito difícil, muitas vezes, de se compreender na leitura do Evangelho de Jesus Cristo é aquilo que nós chamamos de “pecado contra o Espírito Santo”. Na verdade, nós podemos entender isso de diversas maneiras, mas o mais duro é realmente o que Jesus afirma no final, porque todos os pecados serão perdoados ao homem, mas aquele que peca contra o Espírito será culpado de um pecado eterno.

No que consiste pecar contra o Espírito? A pessoa ter conhecimento da verdade, ter ciência de uma coisa, até a graça de Deus tem lhe mostrado que é desse jeito que as coisas acontecem, a pessoa pode até não aceitar, pode até não aderir a essa verdade, mas o que a pessoa não pode é negá-la, blasfemar contra ela. E aí a blasfêmia se torna uma coisa terrível, maligna, diabólica; de fato, uma coisa realmente satânica, porque “blasfemar” significa Deus vendo Deus agir, vendo Deus fazer, vendo Deus acontecer.

Vejam que, no Evangelho de hoje, os mestres da Lei viam o que Jesus operava, que Jesus fazia o bem, Ele não fazia o mal; no entanto, queriam atribuir ao que Cristo fazia como se fosse uma coisa do demônio, um atentado contra a verdade. Os mestres da Lei podiam até não aceitar o Senhor, podiam até ser contrários ao que Ele fazia, podiam até ter resistência à ação de Cristo; mas atribuir o que é de Deus ao demônio é uma blasfêmia, algo gravíssimo, uma sentença definitiva que diz: “Eu não aceito Deus, eu não quero Deus realmente na minha vida!”

Está aí porque Jesus mostra a dureza da Sua mensagem; porque eles viam toda a bondade com que o Senhor fazia tudo, eles viam com que autoridade, com que pureza Ele expulsava os demônios. E como é que pode satanás expulsar satanás; satanás ser contra o próprio satanás. Isso não é possível!

Que Deus tire da casa de todos nós, do meio de nós, todo e qualquer espírito de blasfêmia! Blasfemar contra Deus, ser contra aquilo que nós vemos Deus agir é blasfemar contra o Espírito Santo. É alguém em sã consciência, alguém com plena consciência da verdade, mas querendo simplesmente se abster de Deus, agir contra Deus, negar a ação de Deus no meio de nós.

Que todo o espírito de blasfêmia, todo o espírito negativo que, muitas vezes, está agindo em nosso meio, não se apodere de nenhum de nós, da nossa casa e de nossa família! E que Deus abra nossos olhos, para que possamos reconhecer, de fato, aquilo que é de Deus e o que não é de Deus!

Fonte: http://www.pnsbrasil.com.br/?nid=709&t=reflexao-27-01-2014-marcos-3-22-30-blasfemar-contra-deus-e-negar-o-espirito-santo