Preencha seu coração com amor

Mc 7,1-8.14-15.21-23
Naquele tempo, os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre.

Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?”

Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”.

Em seguida, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai, todos, e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem”.

Reflexão : O Evangelho de hoje nos apresenta o drama dos fariseus e de boa parte dos judeus, porque eles só comiam depois de lavar bem as mãos, segundo a tradição que receberam dos antigos.

Lavar as mãos para fazer as refeições é uma atitude higiênica, e não tenha dúvida de que faz muito bem à saúde! A questão, no entanto, é ficarmos somente no ato de lavar as mãos, pois isso quer dizer lavar o corpo, ou seja, cuidar do exterior para que tudo aparente estar bem, mas não cuidamos daquilo que é o essencial.

Muitas vezes, há um exagero na maneira de ver as coisas! “Temos de lavar bem esse alimento, se não, ele vai ‘nos estragar’”. Sabemos os danos que um alimento não lavado pode causar, por isso é muito importante cuidarmos da higiene, e aqui não discutimos esse fato. O problema da humanidade e de cada um de nós são os extremos da vida, porque cuidamos excessivamente de um lado e, às vezes, relaxamos ou descuidamos do outro.

O Evangelho de hoje nos aponta a necessidade de cuidarmos do nosso interior, pois o que o faz se deteriorar e ficar impuro não é o que comemos, não é aquilo que vem de fora, mas o que já está dentro de nós: os maus pensamentos, os maus sentimentos, a cobiça, o adultério, o sentimento negativo em relação ao outro e a inveja. É dentro do nosso coração que guardamos ressentimentos, mágoas, rancores e acumulamos o ódio.

Precisamos cuidar daquilo que guardamos em nosso interior, porque a beleza humana reflete aquilo que vem de dentro e não de fora. O cuidado que precisamos ter é para não vivermos de cascas nem de aparências. Vivemos na era da maquiagem e do retoque, para darmos atenção só àquilo que as pessoas vão ver em nós. Mas, na verdade, a Palavra de Deus diz que a essência humana está dentro do coração do homem.

Precisamos, cada vez mais, mergulhar no nosso interior e contemplar as belezas que temos dentro do nosso coração, porque, graças a Deus, muita coisa bela foi semeada em nós. No entanto, nossa beleza está se estragando com as coisas velhas e estragadas que deixamos acumular dentro do nosso coração.

Que beleza e que pureza de vida aquela criança que é carregada no colo! Mas, à medida que cresce, o mundo vai jogando coisas velhas dentro daquele coração; então, crescem e alguém diz: “Nem parece aquele menino que eu conheci: tão bonzinho, tão bonito, tão cheio de coisas belas e bonitas!”. A verdade é que o tempo pode nos melhorar, mas ele também pode nos piorar. E não é melhorar a aparência para ser bela segundo os critérios mundanos. O que nos torna piores é não cuidarmos daquilo que está dentro de nós e se acumula dentro do nosso coração.

Hoje, a Palavra de Deus nos convida a irmos no fundo da nossa alma e olharmos o que está dentro de nós para purificar, limpar e renovar. Algumas coisas são importantes: exame de consciência diário, olhar para nossa consciência, rever os nossos atos, as nossas atitudes e práticas, e não abrirmos mão de uma boa confissão para renovar, lavar, purificar e não nos conformarmos com o mal que quer morar em nós.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

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Para eu poder ser feliz, eu preciso fazer o outro feliz

Mateus 19: 16-22

Naquele tempo, alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo”.O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

Reflexão: Na sua resposta Jesus corrige a pergunta do jovem rico. Em vez de usar a palavra “possuir”, Jesus usa a palavra “entrar”: “Se queres entrar na vida eterna…”. Jesus quer lhe dizer: “Deus te oferece a vida, portanto não é que tu possas possuí-la e sim, se quiseres participar nela, observa os mandamentos; se quiser entrar nela pratique a bondade, já que tu me perguntas ‘o que eu devo fazer de bom…’”. A bondade é a própria perfeição possuída por um ser e é a capacidade que possui num ser de dar a outro a perfeição que lhe falta. A bondade é a disposição natural a fazer o bem ou a trabalhar corretamente pelo bem de todos. Bondoso é quem se comporta com bondade. Quem tem bondade é porque tem amor.

O texto nos diz que o jovem rico observa todos os mandamentos. Mas ele insiste: “O que ainda me falta?”. Nesta pergunta percebemos algo importante de que por mais que alcancemos algo, sempre falta alguma coisa ou algumas coisas na nossa vida. Por melhores que nós possamos ser, sempre falta alguma coisa na nossa vida ou para nossa vida. Com efeito, nós somos o que somos e o que nos falta. Com efeito, não somos cristãos e sim estamos cristãos, isto é, estamos em processo para ser verdadeiros cristãos a exemplo do próprio Cristo. Em nós há algo que exige de nós muito mais, que nos convida a fazermos um passo adiante, que exige profundidade de relações, relações pessoais com Deus e com os demais homens. O que falta em nós nos dá força para que possamos buscá-lo e pode nos inquietar.
Na sua resposta Jesus diz ao jovem que ele deve desfazer-se de tudo o que tem sem esperança de retorno: “vender tudo e dar o dinheiro aos pobres”. Não somente “vender tudo”, porque o jovem poderia possuir o dinheiro, fruto da venda dos bens. Jesus exige dele muito mais: “dar aos pobres” tudo que é o fruto da venda dos bens. Deixada a segurança da riqueza ele encontrará outra segurança superior (Mt 6,25-34) que é o próprio Jesus que é o Caminho, a verdade e a Vida (cf. Jo 14,6). Por isso, em seguida Jesus acrescenta: “Depois, vem e segue-me”. Jesus chama-o à nova fidelidade, ao amor a todo homem, como o Pai do céu (Mt 5,48). A felicidade plena, a vida em abundância está na partilha, na solidariedade, na compaixão, no amor mútuo… A felicidade não se obtém na sua busca e sim na partilha. Para eu poder ser feliz, eu preciso fazer o outro feliz. Este é o paradoxo da vida autêntica.
… Saber renunciar às coisas materiais é ser rico. Dar ou partilhar é a manifestação da riqueza. Segurar egoisticamente, sem partilha, é a expressão do pobreza interior. Para possuir o Tudo temos que aprender a deixar tudo. Posso possuir as coisas, mas jamais as coisas podem me possuir para que eu possa manter minha liberdade e leveza na vida. O apego exagerado aos bens materiais é um terrível empecilho para o seguimento de Jesus. A dinâmica deste seguimento vai exigindo rupturas sempre mais radicais dos bens deste mundo. É preciso usarmos as coisas que passam e abraçarmos as coisas que não passam. Quem não está livre para fazê-las, ficará na metade do caminho, como o jovem rico no evangelho lido neste dia. O caminho da perfeição passa pela liberdade de coração, em relação aos bens deste mundo, para buscar Deus e solidarizar-se com os mais necessitados. É assim que se chega à vida eterna. Um homem que não cresce diariamente regride um passo cada dia.

“O que devo fazer para entrar na vida eterna” e “O que ainda me falta?”. São duas perguntas que devem ser respondidas por cada um de nós diariamente. Nós somos o que somos e o que nos falta, pois o nosso ideal é bastante alto: “Sejam perfeitos como o Pai do céu é perfeito” (Mt 5,48). Eu estou sendo o que devo ser para chegar a ser o que, na verdade, sou. Eu não posso me distanciar, cada vez mais, daquilo para o qual devo ser.

Fonte: http://vitus-passoadiante.blogspot.com

Fonte: http://leituraorantedapalavra.blogspot.com/2016/08/mt-1916-22-deus-tudo_1.html

ORAÇÃO

Pai, quero estar sempre em comunhão contigo, pois só tu és Bom. Que eu possa, assim, conhecer a tua vontade e colocá-la em prática, pois este é o caminho da salvação.Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/08/homilia-comentario-e-reflexao-do_19.html

Se quisermos realmente que a justiça de Deus aconteça na nossa vida, é não julgarmos uns aos outros

Mt 7,1-5
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não julgueis, e não sereis julgados. Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes. Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.

Reflexão: Deus é bom, misericordioso, bondoso e amoroso, mas Ele também é justo. A justiça de Deus vem para nos tornar justos, e a primeira coisa, se quisermos realmente que a justiça de Deus aconteça na nossa vida, é não julgarmos uns aos outros. Não julgar é, justamente, o que o verbo está nos dizendo, é pararmos de fazer juízo a respeito da vida dos outros. E fazer juízo da vida dos outros é como um tribunal que se reúne e lança uma sentença sobre a vida das pessoas.

A nossa cabeça está carregada, pesada, os nossos pensamentos não param, porque vivemos, constantemente, julgando uns aos outros. Nós julgamos as atitudes dos outros, as suas ações. Quanto mais nos tornamos juízes dos outros, mais incapazes somos de nos julgarmos, de nos conhecermos, de voltarmos para nós.

O Evangelho está nos dizendo: “Por que você vê o cisco no olho do teu irmão, mas não vê a trave grande no teu olho?” (cf. Mateus 7,5). Em outras palavras: “Por que você não se enxerga? Por que você vive preocupado com a vida dos outros? Por que você só sabe falar da vida de todo mundo e não sabe falar da sua própria vida?”.

Às vezes, vamos conversar com essa ou aquela pessoa, e ela sabe falar da vida do marido, do filho, do vizinho; mas quando é para falar de si mesma, não sai pouca coisa, não sai o essencial ou não se conhece como precisa ser conhecida.

Quando nos conhecermos de verdade, quando entrarmos com profundidade dentro de nós e do nosso coração, quando conhecermos as coisas asquerosas que guardamos, vivemos, pensamos e sentimos, nunca mais seremos capazes de julgar ninguém. Quando julgamos os outros, esse é o primeiro sinal de que não nos conhecemos, de verdade, e vivemos nessa escuridão de vida, vivemos na penumbra, porque somos focados na vida dos outros e não na nossa própria vida.

Se quisermos que a luz de Deus entre no nosso coração, precisamos parar de olhar no retrovisor da vida dos outros, e olhar para o visor da graça que entra com a luz do Céu no nosso coração.

Fonte : https://homilia.cancaonova.com

Só Deus é nosso único e justo Juiz; Ele julga com misericórdia!Fonte: http://www.diocesedebragancapa.org.br/novo/index.php/conteudo/item/708-so-deus-e-nosso-unico-e-justo-juiz-ele-julga-com-misericordia

ORAÇÃO

Jesus, perdoa nossa hipocrisia e a silenciosa violência que infringimos aos nossos irmãos e irmãs!

Como usas de Misericórdia para com nossos males, ajuda-nos a sermos misericordiosos com os outros como o Pai o é com todos! Que não mais julguemos ninguém, sobretudo motivados por conversas infundadas e comentários desleais, que denigrem a boa fama do acusado! Senhor, humaniza nossa conduta e seremos parecidos Contigo, em Tua agradável, respeitosa e acolhedora humanidade! Amém.

Fonte: http://www.diocesedebragancapa.org.br/novo/index.php/conteudo/item/708-so-deus-e-nosso-unico-e-justo-juiz-ele-julga-com-misericordia

O que Deus espera de nós…

Mt 1,16.18-21.24a
Jacó gerou José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Cristo. A origem de Jesus Cristo foi assim: Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo. José, seu marido, era justo e, não querendo denunciá-la, resolveu abandonar Maria em segredo. Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: “José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados”. Quando acordou, José fez conforme o anjo do Senhor havia mandado.

Reflexão: Hoje, a Igreja celebra a solenidade de São José, esposo de Maria. É como um parêntesis alegre dentro da austeridade da Quaresma. Mas a alegria desta festa não é um obstáculo para continuarmos a avançar no caminho de conversão, próprio do tempo quaresmal.Bom é aquele que, elevando o seu olhar, faz esforços para que a sua própria vida se adapte ao plano de Deus. E bom é aquele que, olhando para os outros, procura interpretar sempre no bom sentido todas as ações que realizam e defender o seu bom nome. Nestes dois aspectos de bondade se nos apresenta São José no Evangelho de hoje.Deus tem um plano de amor para cada um de nós, já que «Deus é amor» (1Jo 4,8). Porém, a dureza da vida leva a que algumas vezes não o saibamos descobrir. Logicamente, queixamo-nos e resistimos a aceitar as cruzes.Não deve ter sido fácil para São José ver que Maria «antes de passarem a conviver, se encontrou grávida pela ação do Espírito Santo» (Mt 1,18). Tinha pensado desfazer o acordo matrimonial, mas «secretamente» (Mt 1,19). Contudo, «quando o anjo do Senhor lhe apareceu em sonho» (Mt 1,20) revelando-lhe que tinha de ser pai legal do Menino, aceitou imediatamente «e acolheu sua esposa» (Mt 1,24).A Quaresma é uma boa ocasião para descobrirmos o que é que Deus espera de nós, e reforçar o nosso desejo de o pôr em prática. Peçamos ao bom Deus «por intercessão do Esposo de Maria», que avancemos no nosso caminho de conversão, imitando São José na aceitação da vontade de Deus e no exercício da caridade com o próximo.

Fonte: http://evangeli.net/evangelho/feria/V_06

Fonte: http://sandra-medina.blogspot.com.br/2015/07/a-obediencia-palavra-de-deus.html

 

ORAÇÃO

Senhor Jesus, Tu que és a fonte de toda santidade e fecundidade, fecunda meu coração com a força do Espírito Santo, para que eu seja cada vez mais transformado pela graça. Orienta, Jesus, minha vida, para que eu possa viver cada vez mais unido a Ti, como São José, homem fiel e justo. Dá-me a capacidade de olhar para São José como modelo de alguém que soube cooperar com a graça, colocando os dons e qualidades a serviço da Sagrada Família de Nazaré. Concede-me o dom de ser pessoa justa e temente a Deus, para estar sempre pronto a escutar Teus pedidos e a obedecer-TE. Concede-me também a capacidade de saber lidar com as situações adversas, que escapam à minha compreensão humana. Faze-me entender que nelas também está a Tua vontade. Ajuda-me a ser cada vez mais Teu servo, para que Tua santa vontade se faça em mim completamente. Pela intercessão de São José abençoa cada pai de família. Amém.
Fonte:http://ironispuldaro.com.br/site/evangelho-mateus-116-18-21-24a/

Jesus ensina a viver somente da bondade, do perdão e do amor

Mc 1,21-28
Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou:‘Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir?Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus’. Jesus o intimou: ‘Cala-te e sai dele!’ Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: ‘O que é isto?Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!’ E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galiléia.

Reflexão: Segundo Marcos, a primeira atuação pública de Jesus foi a cura de um homem possuído por um espírito maligno na sinagoga de Cafarnaum. É uma cena de tirar o fôlego, narrada para que, desde o começo, os leitores descubram a força curadora e libertadora de Jesus. É sábado e o povo se encontra reunido na sinagoga para escutar o comentário da Lei explicado pelos escribas. Pela primeira vez, Jesus irá proclamar a Boa Notícia de Deus precisamente no lugar onde se ensina oficialmente ao povo as tradições religiosas de Israel. As pessoas ficam surpresas ao escutá-lo. Têm a impressão de que, até aquele momento, haviam escutado notícias velhas, ditas sem autoridade. Jesus é diferente. Não repete o que ouviu de outros. Fala com autoridade. Anuncia com liberdade e sem medo a um Deus Bom. De repente, um homem “começa a gritar: Vieste para nos destruir?”. Ao escutar a mensagem de Jesus, se sentiu ameaçado. Seu mundo religioso entra em colapso. É-nos dito que está possuído por um “espírito imundo”, hostil a Deus. Que forças estranhas lhe impedem de continuar a escutar Jesus? Que experiências nocivas e perversas lhe bloqueiam o caminho para o Deus Bom que ele anuncia? Jesus não se acovarda. Vê o pobre homem oprimido pelo mal e grita: “Cala-te e sai dele!”. Ordena que se calem essas vozes malignas que não o deixam encontrar-se com Deus nem consigo mesmo. Para recuperar o silêncio que cura o mais profundo do ser humano. O narrador descreve a cura de maneira dramática. Num último esforço para destruí-lo, o espírito “sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu”. Jesus conseguiu libertar o homem de sua violência interior. Colocou fim às trevas e ao medo de Deus. De agora em diante, poderá escutar a Boa Notícia de Jesus. Não poucas pessoas vivem em seu interior de falsas imagens de Deus que as fazem viver sem dignidade e sem verdade. Elas sentem Deus não como uma presença amistosa que convida a viver de modo criativo, mas como uma sombra ameaçadora que controla sua existência. Jesus sempre começa a curar, libertando de um Deus opressor. Suas palavras despertam a confiança e fazem desaparecer os medos. Suas parábolas atraem para o amor a Deus, não para a submissão cega à lei. Sua presença faz crescer a liberdade, não as servidões; suscita o amor à vida, não o ressentimento. Jesus cura porque ensina a viver somente da bondade, do perdão e do amor que não exclui ninguém. Cura porque liberta do poder das coisas, do autoengano e da egolatria.

Fonte: http://padretelmofigueiredo.blogspot.com.br/2012/01/4-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html

Fonte: http://padretelmofigueiredo.blogspot.com.br/2012/01/4-domingo-do-tempo-comum-ano-b.html

ORAÇÃO

Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e de fazer-me servidor do Reino. Amém!
Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/um-ensinamento-novo-e-com-autoridade-mc-121-28/

 

A graça se manifesta no meio de nós

Mt 10,7-15
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito a seu sustento. Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.Ao entrardes numa casa, saudai-a. Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo.

Reflexão:  Reino de Deus é a graça que recebemos da bondade infinita de Deus por nós, e essa graça se manifesta no meio de nós, libertando-nos, restaurando-nos, purificando-nos, renovando e ressuscitando-nos a cada dia.

Essa graça está agindo em nosso meio e deve tomar conta de nós a cada dia da nossa vida. O que nós recebemos de graça, como graça e na graça, devemos levar com gratidão e gratuidade ao coração dos outros.

Precisamos anunciar o Reino de Deus. Como se anuncia o Reino de Deus? Primeiro, cuidando dos doentes, sendo cura para eles. Curar o doente não é simplesmente deixá-lo instantaneamente curado daquela enfermidade. Curamos um doente quando cuidamos dele, oramos por sua cura. Todos os doentes que vêm até mim, peço para que sejam curados. A cura do doente é o cuidado, pois ele nunca foi cuidado como precisava. Então, curai e cuidai dos doentes.

A segunda maneira de anunciar o Reino de Deus é ressuscitando os mortos, pois há muitas pessoas mortas no meio de nós. Muitas vezes, estamos mortos, sem vida, sem alento, sem gosto. Precisamos levar tempero, gosto, sabor para a vida das pessoas.

Outra maneira é purificando os leprosos, e para isso somos os primeiros. A lepra que há em nós é toda as sujeira, são todos os sentimentos e pensamentos, todas as coisas impuras deste mundo. Precisamos não só nos purificar, mas purificar todos que estão ao nosso lado; e, com toda certeza, expulsar os demônios.

Quando anunciamos o Reino dos Céus expulsando os demônios, curando os doentes, purificando os leprosos e ressuscitando os mortos, ele está acontecendo no meio de nós! Não pode ser de outra forma, não podemos simplesmente deixar que a vida aconteça do jeito que está e nos conformarmos com as coisas do jeito que elas estão indo.

O Reino de Deus não pode ser ignorado, ele precisa ser cada vez mais vivido, celebrado, glorificado e exaltado; o Reino precisa estar no meio de nós, foi essa graça que recebemos e nós a levaremos para o mundo.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

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Fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=63212

ORAÇÃO

Pai, faze de mim um instrumento para a construção da paz desejada por Jesus. Paz que se constrói na comunicação dos bens divinos a cada pessoa humana. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/o-reino-dos-ceus-esta-proximo-o-sermao-missionario-mt-107-15/

Cristo vive! Ressuscitou!

Jo 20,1-9

No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.

Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.

Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.

Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.

Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.

De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos.

Reflexão:  Não há descrição da ressurreição. Ninguém testemunhou o fato mais revolucionário da história. Estamos diante de um mistério. Algo aconteceu, é verdade. Olhando de longe, como Maria Madalena, podemos chegar a acreditar em boatos: Os discípulos vieram de noite e levaram o corpo de Jesus (Mt 28.13). Boatos geram incerteza, medo e tristeza.

Temos que chegar mais perto. Como comunidade cristã, temos de correr a corrida da fé, em busca da fé e da esperança. Como Pedro e o discípulo amado, corremos em velocidades diferentes. Nossas forças não são iguais; uns conhecem atalhos que outros ignoram. Mas corremos. Buscamos a presença de Jesus Cristo. Este é o nosso objetivo. Buscamos o corpo de Jesus. A corrida da fé em busca da fé nos leva a todos diante do túmulo vazio e escuro. De fora vemos que o corpo de Jesus não está mais ali onde pensávamos encontrá-lo. Inacreditável! Será que estamos vendo certo? Temos que verificar mais de perto ainda. Temos de entrar no túmulo vazio e escuro, temos de passar por ele. Temos de passar com Cristo pela morte (Jo 12.24; Mc 8.34-35). Somente dentro do túmulo se abrirão os nossos olhos: no escuro do túmulo vazio, na ausência do corpo de Cristo, veremos, qual luz no fim do túnel, o brilho da ressurreição. O que fora estava oculto aos nossos sentidos, dentro se evidencia aos olhos da fé. Deus o ressuscitou no terceiro dia!. Crê somente!

Aos nossos sentidos se revela a realidade marcada pela morte em nosso tempo: no rosto dos desempregados, marcados pelo medo e pela incerteza; no rosto de crianças famintas de pão e de carinho; no rosto das moças que vendem sua vida por alguns trocados; no rosto de pessoas corruptas e gananciosas, que não hesitam em usar outros para seu próprio benefício; nas cicatrizes expostas da natureza depredada. Temos que passar pelo vale escuro, pelo túmulo vazio e olhar para além da nossa realidade.

Aos olhos da fé é revelada a possibilidade e a realidade de uma vida renovada, de um mundo renovado integralmente. Como Pedro e o outro discípulo, nós vamos para casa crendo. Saímos do túmulo repletos de fé e esperança. Saímos renovados. Fomos do túmulo à procura do corpo de Jesus e saímos de lá como corpo de Cristo. Nós somos o corpo que sumiu. Pela fé nos foi revelado que nossa única esperança está além do túmulo. Passamos por ele. Morremos com Cristo. Saímos dele. Fomos ressuscitados juntamente com Cristo e elevados acima da morte (Cl 3.1-4). Nosso corpo já não se presta para servir à morte, mas à libertação de todas as formas de morte e sofrimento.

Ocorreu um redirecionamento de nossa existência no mundo. Buscamos os valores que estão além e acima da morte. Não mais violência, corrupção, mentira, falta de dignidade, exploração, mas amor, fé, esperança, bondade, alegria. Sem ver a plenitude e a glória da ressurreição, sabemos que nossa vida está guardada em Deus e cremos na palavra dos apóstolos. Nossa vida não é a glória, mas reflexo da mesma. Para o nosso tempo somos luzes no fim do túnel, que indicam para o sol da ressurreição e da vida renovada, que é Jesus Cristo.

Ao sairmos daqui, o que temos a fazer? Através de nossa maneira de viver vamos explicar, tornar presença, tornar corpo, tornar palpável, vivenciável a nova realidade da ressurreição, para que mais gente se sinta animada a dar o passo de fé para além do túmulo.
Fonte: https://www.cebi.org.br/2017/04/10/reflexao-de-domingo-ressurreicao-de-jesus-joao-20-1-9-nelio-schneider/

Fonte: http://decristorevestidos.blogspot.com.br/2016/03/reflexao-do-evangelho-domingo-de-pascoa.html

ORAÇÃO

Senhor Jesus, te seguimos nos momentos difíceis de tua Paixão e Morte, sem nos envergonhar de tua cruz redentora. Agora queremos viver contigo a verdadeira alegria, a alegria que brota de um coração apaixonado e entregue, a alegria da resurreição. Mas ensina-nos a não fugir da cruz, porque antes do triunfo ocorre a tribulação. E só tomando tua cruz poderemos nos encher dessa alegria que nunca acaba. Amém!

Fonte: http://www.coracaodemaria.org.br/index.php/mega-news/128-mega-latest-news/capela-de-oracoes/capela-de-oracoes/1037-oracao-para-pascoa-via-lucis-caminho-da-luz