Somos seletivos até para amar

Lucas 10,25-37
Naquele tempo, um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: “Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?”Jesus lhe disse: “Que está escrito na Lei? Como lês?” Ele então respondeu: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e a teu próximo como a ti mesmo!”Jesus lhe disse: “Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás”. Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: “E quem é o meu próximo?”Jesus respondeu: “Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto.Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado.Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: “Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais”.E Jesus perguntou: “Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?” Ele respondeu: “Aquele que usou de misericórdia para com ele”. Então Jesus lhe disse: “Vai e faze a mesma coisa”.

Reflexão: Uma das passagens mais belas das Sagradas Escrituras nos ensinam, de forma muito bela e, ao mesmo tempo, com uma reflexão muito profunda quem é o nosso próximo. São três pessoas religiosas, sejam eles os sacerdotes, os levitas ou os samaritanos e, diante desses três, um homem está caído à beira do caminho; ele foi assaltado, roubado e tido como morto à beira da estrada.

Cada um tinha suas ocupações e preocupações; e quando estamos ocupados e preocupados com a nossa vida, não temos tempo para quem está caído, para quem está prostrado, com problemas e dificuldades. Até quando estamos ocupados com as coisas de Deus, com as reuniões, os trabalhos e aquilo que devemos fazer, não temos tempo de nos ocupar com os que estão caídos à beira da estrada.

É incontável a multidão que está caída à beira da estrada. São jovens que estão prostrados por causa das drogas, são pessoas que estão caídas e prostradas por causa da depressão e por tantas enfermidades emocionais, são muitos dos nossos que estão doentes e enfermos nos leitos dos hospitais, em nossas casas e famílias.

Não podemos negar a grande quantidade de indigentes e famintos, pessoas que não têm o que comer, onde dormir e estão passando as mais diversas necessidades que um ser humano pode suportar. O que fazer? A humanidade está carente de bons samaritanos. Todo cristão deveria ser um bom samaritano, mas, muitas vezes, o nosso ser cristão está mais para o levita e o sacerdote do Evangelho de hoje. Demasiadamente ocupados com as nossas coisas, não temos tempo para cuidar dos próximos de nós e nem dos próximos que estão à beira do caminho.

Somos seletivos até para amar, amamos quem queremos e não amamos quem o Evangelho nos ordena amar. É preciso refletir sobre o Evangelho que escolhemos viver ou o Evangelho que pretendemos viver.

Quem é o nosso próximo? É aquele que usamos de misericórdia para com ele. Em um mundo cercado de misérias como o nosso, estamos ficando mais miseráveis do que o mundo, porque não sabemos usar de misericórdia para com o nosso próximo. Que o Senhor nos converta!

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

 

irmao

Fonte: http://www.lectionautas.com.br/2014/quem-e-o-meu-proximo-lucas-10-25-37/

ORAÇÃO

Espírito Santo peço que ilumine o nosso olhar e assim possamos enxergar o nosso próximo e nos aproximarmos.
Amém!

Fonte: http://www.lectionautas.com.br/2014/quem-e-o-meu-proximo-lucas-10-25-37/

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Para eu poder ser feliz, eu preciso fazer o outro feliz

Mateus 19: 16-22

Naquele tempo, alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se queres entrar na vida, observa os mandamentos”. O homem perguntou: “Quais mandamentos?” Jesus respondeu: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo”.O jovem disse a Jesus: “Tenho observado todas essas coisas. Que ainda me falta?” Jesus respondeu: “Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me”. Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

Reflexão: Na sua resposta Jesus corrige a pergunta do jovem rico. Em vez de usar a palavra “possuir”, Jesus usa a palavra “entrar”: “Se queres entrar na vida eterna…”. Jesus quer lhe dizer: “Deus te oferece a vida, portanto não é que tu possas possuí-la e sim, se quiseres participar nela, observa os mandamentos; se quiser entrar nela pratique a bondade, já que tu me perguntas ‘o que eu devo fazer de bom…’”. A bondade é a própria perfeição possuída por um ser e é a capacidade que possui num ser de dar a outro a perfeição que lhe falta. A bondade é a disposição natural a fazer o bem ou a trabalhar corretamente pelo bem de todos. Bondoso é quem se comporta com bondade. Quem tem bondade é porque tem amor.

O texto nos diz que o jovem rico observa todos os mandamentos. Mas ele insiste: “O que ainda me falta?”. Nesta pergunta percebemos algo importante de que por mais que alcancemos algo, sempre falta alguma coisa ou algumas coisas na nossa vida. Por melhores que nós possamos ser, sempre falta alguma coisa na nossa vida ou para nossa vida. Com efeito, nós somos o que somos e o que nos falta. Com efeito, não somos cristãos e sim estamos cristãos, isto é, estamos em processo para ser verdadeiros cristãos a exemplo do próprio Cristo. Em nós há algo que exige de nós muito mais, que nos convida a fazermos um passo adiante, que exige profundidade de relações, relações pessoais com Deus e com os demais homens. O que falta em nós nos dá força para que possamos buscá-lo e pode nos inquietar.
Na sua resposta Jesus diz ao jovem que ele deve desfazer-se de tudo o que tem sem esperança de retorno: “vender tudo e dar o dinheiro aos pobres”. Não somente “vender tudo”, porque o jovem poderia possuir o dinheiro, fruto da venda dos bens. Jesus exige dele muito mais: “dar aos pobres” tudo que é o fruto da venda dos bens. Deixada a segurança da riqueza ele encontrará outra segurança superior (Mt 6,25-34) que é o próprio Jesus que é o Caminho, a verdade e a Vida (cf. Jo 14,6). Por isso, em seguida Jesus acrescenta: “Depois, vem e segue-me”. Jesus chama-o à nova fidelidade, ao amor a todo homem, como o Pai do céu (Mt 5,48). A felicidade plena, a vida em abundância está na partilha, na solidariedade, na compaixão, no amor mútuo… A felicidade não se obtém na sua busca e sim na partilha. Para eu poder ser feliz, eu preciso fazer o outro feliz. Este é o paradoxo da vida autêntica.
… Saber renunciar às coisas materiais é ser rico. Dar ou partilhar é a manifestação da riqueza. Segurar egoisticamente, sem partilha, é a expressão do pobreza interior. Para possuir o Tudo temos que aprender a deixar tudo. Posso possuir as coisas, mas jamais as coisas podem me possuir para que eu possa manter minha liberdade e leveza na vida. O apego exagerado aos bens materiais é um terrível empecilho para o seguimento de Jesus. A dinâmica deste seguimento vai exigindo rupturas sempre mais radicais dos bens deste mundo. É preciso usarmos as coisas que passam e abraçarmos as coisas que não passam. Quem não está livre para fazê-las, ficará na metade do caminho, como o jovem rico no evangelho lido neste dia. O caminho da perfeição passa pela liberdade de coração, em relação aos bens deste mundo, para buscar Deus e solidarizar-se com os mais necessitados. É assim que se chega à vida eterna. Um homem que não cresce diariamente regride um passo cada dia.

“O que devo fazer para entrar na vida eterna” e “O que ainda me falta?”. São duas perguntas que devem ser respondidas por cada um de nós diariamente. Nós somos o que somos e o que nos falta, pois o nosso ideal é bastante alto: “Sejam perfeitos como o Pai do céu é perfeito” (Mt 5,48). Eu estou sendo o que devo ser para chegar a ser o que, na verdade, sou. Eu não posso me distanciar, cada vez mais, daquilo para o qual devo ser.

Fonte: http://vitus-passoadiante.blogspot.com

Fonte: http://leituraorantedapalavra.blogspot.com/2016/08/mt-1916-22-deus-tudo_1.html

ORAÇÃO

Pai, quero estar sempre em comunhão contigo, pois só tu és Bom. Que eu possa, assim, conhecer a tua vontade e colocá-la em prática, pois este é o caminho da salvação.Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/08/homilia-comentario-e-reflexao-do_19.html

Devemos ser bons para acolher a Palavra ou começamos a ser bons quando a acolhemos e a pomos em prática?

Mt 13,18-23

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ouvi a parábola do semeador: Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”.

Reflexão : Neste trecho  do Evangelho é como se Mateus perguntasse às comunidades: “E vocês, como acolhem a palavra de Jesus? Será que vocês ainda mantêm seu compromisso com a justiça do Reino? Que tipo de terreno são vocês? Que obstáculos vocês põem à Palavra?”

O primeiro obstáculo é a superficialidade ou a insensibilidade (estrada de chão batido, onde a semente não nasce). A opção por Jesus não foi suficientemente forte a ponto de “amolecer” a insensibilidade; não atingiu a profundidade, ficou só na superfície. O Maligno rouba e leva embora.

O segundo obstáculo são as perseguições. Diante delas surge facilmente o desânimo. Não se trata, todavia, de qualquer tipo de perseguição. São as perseguições “por causa da Palavra”. É o testemunho que provoca conflito e rejeição, exatamente como se deu com Jesus.

O terceiro obstáculo é caracterizado como “as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza”. Isso denota que o cristão vive num contexto concreto: em meio a estruturas políticas e econômicas que fascinam e seduzem. Elas têm o poder de anestesiar (sufocar), de tornar estéril e ineficaz o poder da Palavra.

O tipo de cristão ideal é identificado com o terreno bom. Ele compreende a Palavra; e, porque assim age, é terra boa. É a única alternativa para o ser cristão. Será que ele compreende a Palavra porque é bom terreno ou é bom terreno enquanto vai compreendendo a Palavra e a faz frutificar? Cuidado, portanto, para não cair no determinismo. Devemos ser bons para acolher a Palavra ou começamos a ser bons quando a acolhemos e a pomos em prática?

Pai, que o teu Espírito Santo me revista de fortaleza, e me predisponha a enfrentar todos os contratempos da vida para produzir os frutos que esperas de mim.

Fonte: http://homiliadopebantu.blogspot.com/2010/07/jesus-explica-parabola-do-semeador-mt.html

Fonte: http://sobralonline.com.br/mestre-nao-te-importa-que-perecamos-mc-435-41/

ORAÇÃO

“Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/parabola-do-semeador-mt-1318-23/

Estamos do lado de fora ou estamos no meio destes que escutam a palavra e a colocam em prática

Mt 12,46-50
Naquele tempo, enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

Reflexão: Hoje esta palavra nos leva a nos questionar onde estamos no seguimento a Jesus, se somos estes que estamos do lado de fora ou estamos no meio destes que escutam a palavra e a colocam em prática.

Que hoje possamos ter a coragem de nos perguntar: Onde estou? Sinto-me parte desta família de Jesus? Como tenho vivido o meu Cristianismo? Sabemos que somos parte desta família se realizamos e fazemos a vontade de Deus, se vivemos segundo a sua palavra. Ser Cristão vai além de participar de missas, de rezar o terço ou de fazer parte de algum grupo da igreja, somos Cristãos quando a nossa vida está no centro da vontade de Deus, quando a nossa vida caminha de mãos dadas com a palavra de Deus e não vivemos uma vida divorciada da fé.

É muito fácil ser cristão dentro da igreja, o desafio ao qual somos chamados é sermos Cristãos dentro da faculdade, no ônibus, na empresa e nos ambientes onde o evangelho não se faz presente. A vida do Cristão é chamada a exalar o perfume de Cristo, quem se encontrar conosco precisa encontrar com a pessoa de Jesus. Que possamos nos questionar profundamente: Como tem sido os meus diálogos com as pessoas? Quem olha pra minha vida vê a Jesus? Que possamos neste momento fazer uma revisão de nosso seguimento e diante do olhar amoroso do Pai perguntar o que precisa ser mudado, o que está faltando para a caminhada tornar-se verdadeiramente cristã.

“Pois quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu, é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.

E qual é vontade de Deus? A palavra de Deus nos diz que a Sua vontade é que todos tenham a vida e a tenham em abundância, somos chamados para a sermos estes doadores da vida, mas não podemos dar qualquer tipo de vida, temos que dar a vida de Deus, vida esta fruto de uma vida íntima com Deus, uma vida de oração diária.

Tem uma frase que Diz: “As palavras convencem, mas os testemunhos arrastam”. Que a nossa vida seja uma constante pregação e que pelo nosso testemunho muitos possam se encontrar com a palavra de Jesus. “Deus não chama os capacitados, mas capacita os chamados”.

Peçamos a Jesus e a Maria, que nos ensine e nos dê a sabedoria de viver a palavra de uma forma que atrai e que leve os outros a conhecer a Deus.

Fonte: http://www.lectionautas.com.br/2013/884/
foto

fonte:http://www.lectionautas.com.br/2013/884/

ORAÇÃO

Hoje, com Maria, irei ao encontro de Jesus, na certeza de que sou da sua família, porque faço a vontade de Deus. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/07/homilia-comentario-e-reflexao-do_23.html

 

“Se eu falasse as línguas dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, eu nada seria”

Jo 15,9-17
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros”.

Reflexão: Jesus insiste que permaneçamos no Seu amor e propõe como mandamento novo o amor: “Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando”.

Assim como Ele – por amor – se tornou nosso amigo de verdade, assim nos convida a fazer o mesmo. Que todos continuemos unidos à Ele por meio do Seu próprio amor. E n’Ele e por Ele, a sermos amigos uns dos outros, a amar-nos uns aos outros. E é importante lembrar que “amar uns aos outros” não é apenas em palavras.

A iniciativa, porém, é de Jesus: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”. A afirmação se refere à proposta mais do que ao mandamento. Isto é: “O amor partiu de Mim, não de vocês”. Desse amor se desprende a vitalidade e a amplidão da sua missão. Baseada nisso, a resposta dos discípulos se torna fecunda em frutos duradouros.

Assim como os discípulos, a nossa oração ao Pai também será ouvida, porque é feita em nome de Cristo, isto é, na circulação desse seu “amor-dom”, e não na estreiteza egoísta das nossas visões e intenções. Por isso, precisamos acolher o apelo de I Coríntios 13,1-3:“Se eu falasse as línguas dos homens e as dos anjos, mas não tivesse amor, eu seria como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Se eu tivesse o dom da profecia, se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, se tivesse toda a fé, a ponto de remover montanhas, mas não tivesse amor, eu nada seria. Se eu gastasse todos os meus bens no sustento dos pobres e até me entregasse como escravo, para me gloriar, mas não tivesse amor, de nada me aproveitaria”. Portanto, exige-se de todos nós sermos cristãos de verdade.

Precisamos estabelecer uma relação VERTICAL com Deus, assim como também abraçamos aos irmãos que estão ao nosso lado na HORIZONTAL formando, assim, uma “cruz”. O cristão é uma pessoa diferente porque tem um sorriso sincero. Sua forma de agir e reagir é autêntica: sem exageros, sem bajulações, sem falsidade, sem nenhum interesse, sem medir esforços quando vai prestar uma ajuda, sempre correto nas suas considerações ou avaliações. O seu ‘não’ é sempre um ‘não’ e o seu ‘sim’ é sempre um ‘sim’, pois nunca promete o que não pode cumprir, ou seja, o cristão é aquele verdadeiro amigo não apenas das horas alegres, mas também das horas de dor e sofrimento. Ele é parecido com os nossos pais: observa nossos defeitos, nos alerta sobre os mesmos mas, em seguida, nos perdoa, pois nos aceita como somos na realidade, mas não poupa esforços para nos ajudar e corrigir.

O cristão é aquele que sempre deseja para o outro o mesmo que deseja para si, não se preocupando com lucro ou glória pessoal. Ser cristão é tentar imitar a Cristo, seguindo Seus ensinamentos. Ser cristão é estar na amizade com Cristo. Mas sem querer “guardar” Cristo só para si. O cristão de verdade é aquele que leva Cristo até o seu irmão através de bons exemplos, da explicação da mensagem de Jesus, da correção fraterna e com as mãos estendidas.

É amando ao próximo como a nós mesmos que estaremos cumprindo o mandamento do amor de Deus.

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/05/homilia-comentario-e-reflexao-do_13.html

Fonte: http://www.paroquiadivino.org.br/index.php/amai-vos-uns-aos-outros-jo-159-17/

ORAÇÃO

Pai Santo, faze-nos compreender que o Amor transcende a letra para alcançar o Espírito dos teus Mandamentos. Ensina-nos a viver a simplicidade da tua Lei, a amar como Jesus amou. Nós te pedimos, Pai amado, pelo mesmo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém!

O amor trabalha sempre e não mede esforços para realizar o que deve ser realizado

Jo 5,17-30
Naquele tempo, Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus:

“Em verdade, em verdade, vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz o Filho o faz também. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou.

“Em verdade, em verdade, vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou”.

Reflexão: Jesus é a mais pura expressão do amor de Deus. Se Deus parasse de expressar seu amor, nós não nos sustentaríamos. Jesus trabalha sempre, pois o amor de Deus está sempre a serviço, não nos abandona nunca.

Jesus expõe sua relação íntima com o Pai. Ele faz o que vê o Pai fazer, o Pai o ama e dele não guarda segredos. O Pai se revela completamente ao Filho.

Na minha oração, percebo Jesus nos incluindo nessa relação. Honrando Jesus, honraremos também o Pai. Por Ele conheceremos o Pai e receberemos do Pai a vida, pois a vida está em Jesus e Ele a dá a quem quer.

Será que estamos entre os que Jesus deseja dar a vida? Lembremos que o mesmo Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10b).

Jesus fala também de um julgamento. Como sabemos se seremos aprovados no julgamento de Jesus?

Na minha oração, percebo que o julgamento de Jesus não é como o de nossas cortes jurídicas, pois Ele não dá uma sentença ao final, pelo contrário Ele nos dá uma orientação inicial de ouvirmos sua voz e acreditarmos naquele que O enviou, para termos a vida eterna. Ora, nessa perspectiva, não é exatamente Jesus que nos julga, mas nós mesmos que decidimos participar ou não da vida.

Penso que ouvir a voz de Jesus e honrá-lo está diretamente ligado ao que fazemos, quando nos miramos em seus exemplos para considerar como estamos caminhando.

Pensando nisso, lembro que essa argumentação de Jesus com os judeus se dá logo após Ele curar, em dia de sábado, um homem que já estava doente há trinta e oito anos. Jesus desconsiderou o impedimento legal ao curar. O amor trabalha sempre e não mede esforços para realizar o que deve ser realizado!

Para nós hoje, este é o grande convite à oração: O que nos tem feito desistir de fazer o bem?

Muitas vezes, conseguimos ficar em paz com nossa consciência porque não fazemos mal a ninguém. Contudo, hoje Jesus nos cobra um pouco mais que isso. Ele não para de trabalhar, assim como o Pai também não. E nós? Paramos por quê? Por que desistimos do outro?

Mesmo que estejamos trabalhando constantemente para o bem da comunidade, de nossos queridos familiares, das pessoas mais necessitadas, enfim, que estejamos buscando, com empenho, imitar Jesus em nossas ações e comportamentos, ainda precisamos cuidar para não fazermos julgamentos indevidos. O julgamento justo só é possível quando não buscamos o que nos é vantajoso, quando conseguimos olhar para o outro com o olhar de Deus, quando levamos em consideração o sábio conselho do Meste: “Não julguem, e vocês não serão julgados. De fato, vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que vocês julgarem, e serão medidos com a mesma medida com que vocês medirem” (Mt 7,1-2).

Achou que seria fácil ser cristão? Fácil não é, mas Deus está conosco neste caminho.

Fonte: http://www.lectionautas.com.br/2015/amor-incansavel-jo-517-30/

Fonte: https://estudos.gospelmais.com.br/boa-perfeita-e-agradavel-vontade-de-deus.html

ORAÇÃO

Queremos que tu Senhor, definas os contornos de

Nossos caminhos,

As cores de nossas palavras e gestos,

A dimensão de nossos projetos,

O calor de nossos relacionamentos e o

Rumo de nossa vida.

Podes entrar, Senhor!

Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós. Amém!
Fonte:http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br/2013/03/jo-517-30-quem-cre-tem-vida-eterna.html

Vivemos o amor de Cristo e trabalhamos para construir um mundo melhor?

Mt 22,34-40
Naquele tempo, os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36”Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.

Reflexão: De que modo nós amamos a Deus? Rezando lendo o evangelho, indo à missa aos domingos e dias santos de guarda, pensando nas três pessoas da Santíssima Trindade, ouvindo e divulgando a sua palavra, acreditando em Jesus… etc.

De que modo nós amamos as pessoas que fazem parte do nosso dia a dia na família, na escola e que são próximas a nós?

Respeitando, evitando uma briga, não roubando, não prejudicando, sorrindo, cumprimentando, perdoando, tolerando, ajudando, demonstrando interesse, compreendendo, falando bem, mostrando seus erros, corrigindo, não sendo falso, mas amigo de verdade, não fazendo fofoca, não estragando as coisas dos outros, não fazendo bagunça durante às aulas, não tendo inveja e não desejando o mal a ninguém, não fazendo brincadeiras de mal gosto, obedecendo os professores e os pais, tendo pena e ajudando: Os cegos, mendigos, paralíticos e outros deficientes, etc. Sendo honesto, dando esmola a um pobre, não mentindo, não sendo fingido, não caluniando, não guardando rancor, não tendo ódio, não sendo preguiçoso, não divulgando os defeitos dos outros, não ofendendo, não fazendo gozação, em fim, procurando acertar mais e errar menos, querendo para os outros exatamente o que desejamos para nós.

Cristão é aquele que vive o amor de Cristo e trabalha para construir um mundo melhor, combatendo as coisas erradas, por exemplo. O cristão cresce, ou se valoriza como pessoa, quando ele se preocupa com o verdadeiro desenvolvimento dos outros. Quando procura viver como irmãos. E é esse amor fraterno que dá sentido a nossa vida e à vida das outras pessoas. Mas será que vivemos sempre esse amor fraterno? Será que no nosso dia-a-dia na família, na escola, no trabalho, nós nos esforçamos realmente para que este mundo seja melhor?

Somos pessoas, e por isso nos relacionamos uns com os outros. Este relacionamento acontece ou é feito de várias maneiras: numa festa de aniversário, num jogo de bola, numa brincadeira etc. tudo é manifestação deconvivência. E conviver é viver com os outros, como amigos, isto é, demonstrando amizade sincera, Isto é, desejando e fazendo para os outros exatamente aquilo que desejamos para nós, tratando os demais como nós gostaríamos de ser tratados também por eles.

Todas leis que existem no mundo feitas pelo homem, são cópias (disfarçadas ou não) deste segundo mandamento, que nos manda amar o próximo . Mas como grande parte das pessoas ignora o primeiro mandamento( amar a Deus), elas tentam distorcer as leis, fazendo-as funcionar em defesa apenas dos seus interesses pessoais. Por causa disso, a sociedade precisa de: cadeia, polícia, exércitos, precisa usar a violência, processos, julgamentos, armas etc.

Quando na verdade, uma única coisa substituiria tudo isso e traria a felicidade para nós todos: Amar a Deus e amar o próximo.

Fonte: http://reflexaoliturgiadiaria.blogspot.com.br/2009/08/qual-o-maior-mandamento-mt-2234-40.html

Fonte: http://catequesederendufinho.blogspot.com.br/2014/10/

ORAÇÃO

Pai, que o meu amor a ti se manifeste na solidariedade para com o meu próximo. E que a comunhão com o meu próximo expresse meu profundo amor por ti. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/qual-e-o-maior-mandamento-da-lei/