A felicidade está relacionada com a gratuidade e com a gratidão

Lc 6,17.20-26
Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

Reflexão: “Ser feliz”: não há outra meta mais importante na vida de todos nós. De fato, é tão importante que se converteu em um desejo que repetimos de maneira muito frequente e, de forma especial, para as pessoas que mais amamos. Proferimos os votos de felicidade em qualquer evento, em todos os aniversários, no início de cada ano… Não podemos desprezar o excesso de nossas felicitações, por mais rotineiras que nos pareçam. Elas expressam um desejo profundo, talvez o desejo mais íntimo de nós mesmos.

“Que sejas feliz!” Que melhor sentimento que isso podemos desejar a alguém, seja ele(ela) quem for?

A proposta evangélica de felicidade tem algo a nos dizer em nosso momento atual?

A impressão que temos é que a vivência de muitos cristãos está longe de apresentar a Deus como amigo da felicidade humana, fonte de vida, alegria, saúde; na experiência de fé de muitas pessoas, o seguimento de Jesus, muitas vezes, não se associa com a ideia de “felicidade”.  Predomina, em certos ambientes ou grupos cristãos, uma doutrina dolorida e uma catequese afastada da busca humana da felicidade. O cristianismo se apresentou, durante muito tempo, como a religião da cruz, da dor, do sofrimento, da renúncia, da repressão ao prazer e à felicidade neste mundo.

Diante de tal situação, Jesus, no Evangelho de hoje, afirma categoricamente: “Felizes sois vós!”. Jesus, ao “descer à planície”, promulga seu programa “com” vida, fundado não numa ética de “deveres e obrigações”, mas numa ética de “felicidade e ventura”. Aqui está a surpreendente novidade do projeto oferecido por Jesus. Sem sombra de dúvida, o significado das bem-aventuranças e, portanto, do programa de Jesus, é algo mais humano, mais próximo e mais ao alcance de ser entendido e vivido por qualquer pessoa de boa vontade.

O Evangelho, a “boa notícia”, é o tesouro que enche o ser humano de uma felicidade indescritível. Com efeito, a primeira característica que aparece nas bem-aventuranças é que o programa de Jesus para os seus é um programa de felicidade”. Cada afirmação de Jesus começa com a palavra “makárioi”, “ditosos”. Essa palavra, significa, em grego, a condição de quem está livre de preocupações e atribulações cotidianas.

As bem-aventuranças substituem os mandamentos que proíbem por um anúncio que atrai para a felicidade. E a promessa de felicidade não é para depois da morte. Jesus fala da felicidade nesta vida.

Conhecemos duas listas de Bem-aventuranças: a de Lucas e a de Mateus. São bastante distintas, porque uma fala dos pobres e a outra fala dos pobres “em espírito”; uma fala de fome e outra de fome de “justiça”… Costuma-se dizer que as Bem-aventuranças de Lucas são bem-aventuranças “de situação”, e as de Mateus são “de atitude”. Ou seja, enquanto Lucas diz: os que se encontram assim, os que estão nesta situação, são bem-aventurados (os que estão chorando, os que tem fome, os que são pobres…), Mateus diz: os que reagem desta maneira diante dos que choram, dos que são pobres, dos que tem fome… são bem-aventurados. É como a atitude que se toma frente aqueles que Lucas descreveu.

Antes de proclamá-las, Jesus vive intensamente as bem-aventuranças; elas são a expressão daquilo que é mais humano no seu interior; elas são seu auto-retrato. Jesus é o bem-aventurado. Ele personaliza tais atitudes: é o pobre, aquele que se comoveu diante da dor e misérias humanas, que expressa uma fome e sede de plenitude e humanização, que é incompreendido e perseguido por causa dos seus sonhos.

O Jesus que os Evangelhos nos apresentam deixa transparecer, permanentemente, um sentimento sereno e agradecido diante da vida. Ele vive apaixonado pelo Reino do Pai; Ele é um homem aberto e próximo das pessoas, com uma enorme capacidade de relação, de maneira especial diante dos mais pobres e excluídos. Mostra uma infinita confiança nas pessoas que encontra, seja qual for sua situação existencial. Ele é o portador definitivo de boas notícias. O evangelho da salvação chega até às barreiras e fronteiras humanas. Seu tempo é tempo de alegria; é a festa das bodas. Jesus nos convida a entrar na nova vida de felicidade e fraternidade. As bem-aventuranças são o caminho da felicidade.

Jesus, ao proclamar “bem-aventurados” os pobres, os famintos, os que choram, os que são perseguidos… jamais quis sacralizar a dor humana. Ao contrário, são bem-aventurados, sim, os pobres, porque, vazios de apegos e cheios de esperança, anunciam o sonho de Deus para a humanidade, uma nova sociedade baseada na solidariedade e na partilha; são bem-aventurados, sim, os famintos, porque trazem nas entranhas a fome de liberdade e sabem que o ser humano e o mundo carregam infinitas possibilidades de crescimento; são bem-aventurados, sim, os que choram porque suas lágrimas demonstram que eles ainda não perderam a sensibilidade, que eles sentem o mundo como injusto e que, por isso, são verdadeiramente os únicos a sonharem, a buscarem e a lutarem por um mundo novo; são bem-aventurados, sim, os que são perseguidos porque seguem corajosamente a estrela do Reino e são sinal de grande transformação realizada por Deus.

As bem-aventuranças nos revelam que somos habitados por um impulso que nos torna “buscadores de felicidade”. A sociedade de consumo que invadiu tudo, realça a felicidade como a meta imediata de nossas buscas, algo ao qual temos direito e que depende de fatores externos. Esta felicidade é passageira, pois quando a alcançamos, invade de novo a insatisfação, a inquietude, o ressentimento, a inveja… e de novo empreendemos nossa busca. Assim, pois, a felicidade nos escapa quando a buscamos “fora”, como fim em si mesma, para saciar nosso ego insaciável.

A felicidade nasce dentro de nós: daquilo que sentimos, que valorizamos, que vivemos… Por isso, as bem-aventuranças não são algo externo, mas atitudes que plenificam nossos corações. A chave da felicidade está em permitir que se revele o sentido da luminosidade que se encontra no fundo de nosso ser. O que nos tira a energia e nos torna impotentes é afastar-nos desse princípio vital que é o Divino em cada ser.

Ser o que somos, em serenidade e profundo sentido. A felicidade, tal como a verdade e a beleza, ao se revelar a nós, desata a potencialidade daquilo que somos e de tudo o que é. Nesse sentido, felicidade pode ser entendida como um “estado de espírito”; felicidade é viver sem chegada, sem partida; é experimentar uma sensação de renascimento de satisfação interior… ou sentir despertar em si um potencial de bondade, de compaixão, de solidariedade…muitas vezes desconhecida.

A verdadeira felicidade coincide com a paz interior; é o prazer de descobrir, cada dia, que a vida se inicia novamente em cada amanhecer; é fazer da mesma vida uma grande aventura… Por isso, a felicidade está relacionada com a gratuidade e com a gratidão.

Fonte: https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1588-a-felicidade-escondida-nas-bem-aventurancas

Fonte: https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1588-a-felicidade-escondida-nas-bem-aventurancas

ORAÇÃO

Pai, dá-me um coração sensível às carências do meu próximo, fazendo-me solidário com ele, a ponto de me desapegar do que tenho, para ajudá-lo em suas necessidades. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/felizes-vos-que-agora-estais-chorando-lc-617-20-26/

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A salvação está em aceitar Jesus Cristo e a felicidade é caminhar sempre com Deus

Mc 6,53-56
Naquele tempo, tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra de sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados.

Reflexão: Por onde quer que passe, Jesus desperta a curiosidade e, sobretudo, a fé na vida. Diante de Jesus as pessoas experimentam a salvação e a misericórdia de Deus. As pessoas buscam, por onde Jesus passa, tocar, ao menos, na franja do seu manto. Essa observação faz referência às quatro franjas coloridas colocadas na orla do manto (cf. Nm 15,38-39; Dt 22,12; cf. tb. Mc 5,28); a orla da veste representava simbolicamente a pessoa (cf. 1Sm 24,5-6). Cria-se que uma pessoa revestida de poder de curar alguém, como é o caso de Jesus, poderia fazê-lo também através de suas vestes (cf. At 19,11-12), e mesmo através de sua própria sombra (cf. At 5,15). Para o cristão que lê o evangelho importa saber e fazer, ele mesmo, a experiência de que a passagem de Jesus pela vida de alguém desperta a esperança e a fé na vida; permite que ele se encontre com o amor misericordioso de Deus, para quem tudo é possível. Ao se encontrar com o Senhor, cada pessoa experimenta a força da vida que emana dele.
Como é bonito ver a sede de cura que aquele povo tinha, carregavam os doentes acamados, coxos, paraplégicos, todos da forma que estivessem para onde fosse que Jesus estivesse passando e não encontravam dificuldades. Hoje temos tantas igrejas, tantas oportunidades, pessoas se dedicando servindo a DEUS, mesmo assim são poucos que procuram a salvação, por isso não podemos desanimar de ser canal de graça para os irmãos, levando a Palavra do Senhor a todos que tivermos chances mostrando que não adianta procurar refúgio, consolo, abrigo em nada deste mundo, porque a salvação está em aceitar Jesus Cristo e a felicidade é caminhar sempre com DEUS, com isso todas as perguntas e respostas da vida encontraremos na Santa Bíblia.

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2015/02/homilia-comentario-e-reflexao-do.html
http://oratoriosaoluiz.com.br/evangelho-do-dia-jesus-cura-em-genesare-mc-653-56/

Fonte: http://ivandecolombo.com.br/momento-reflexao-com-beto-moreira/

ORAÇÃO

Jesus, Mestre divino, vós sois a vida, o amor. Nós vos louvamos, Senhor, pela vida que nos dais!
Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2015/02/homilia-comentario-e-reflexao-do.html

Temos de concretizar com obras o nosso amor a Deus e aos irmãos

Lc 1,1-4;4,14-21

Muitas pessoas já tentaram escrever a história dos acontecimentos que se realizaram entre nós, como nos foram transmitidos por aqueles que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da palavra.

Assim sendo, após fazer um estudo cuidadoso de tudo o que aconteceu desde o princípio, também eu decidi escrever de modo ordenado para ti, excelentíssimo Teófilo. Deste modo, poderás verificar a solidez dos ensinamentos que recebeste.

Naquele tempo, Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza.

Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam.

E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga, no sábado, e levantou-se para fazer a leitura.

Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”.

Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.

Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”.

Reflexão: Hoje, começamos a ouvir a voz de Jesus através do evangelista São Lucas. Que «conheças a solidez dos ensinamentos que recebeste» (Lc 1,4), escreve Lucas ao seu amigo Teófilo. Se é esta a finalidade do que escreve, devemos tomar consciência da importância que tem o fato de meditar todos os dias o Evangelho do Senhor – palavra viva e, portanto, sempre nova.Como Palavra de Deus, Jesus nos é apresentado hoje como um Mestre, já que «ia ensinando nas sinagogas deles» (Lc 4,15). Começa como qualquer outro pregador: lendo um texto da Escritura, que se cumpre precisamente nesse momento… Está a cumprir-se a palavra do profeta Isaías; mais ainda: toda a palavra, todo o conteúdo das Escrituras, tudo o que os profetas tinham anunciado se concretiza e se cumpre em Jesus. Acreditar ou não em Jesus não é indiferente, porque é o próprio “Espírito do Senhor” que O ungiu e enviou.A mensagem que Deus quer transmitir à humanidade através da Sua Palavra é uma boa nova para os abandonados, um anúncio de liberdade para os cativos e oprimidos, uma promessa de salvação. Uma mensagem que enche de esperança toda a humanidade. Nós, filhos de Deus em Cristo através do sacramento do batismo, também recebemos esta unção e participamos na Sua missão: levar esta mensagem de esperança a toda a humanidade.Meditando o Evangelho que dá solidez à nossa fé, vemos que Jesus pregava de um modo diferente dos outros mestres. Pregava como quem tem autoridade (cf. Lc 4,32). E isto porque pregava principalmente com obras, com o exemplo, dando testemunho, entregando até a Sua própria vida. Assim temos de fazer nós, não podemos ficar só pelas palavras: temos de concretizar com obras o nosso amor a Deus e aos irmãos. Podem ajudar-nos as Obras de Misericórdia – sete espirituais e sete corporais – que nos propõe a Igreja, que, como uma mãe, orienta o nosso caminho.

Fonte: http://evangeli.net/evangelho/feria/IV_2

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Fonte:http://caminhoscarmelitas.com/XjdeZ/QXSoZ/TMLmZ/i_58/?paged=81

ORAÇÃO

Espírito missionário, conforma minha vida com a de Jesus, colocando-me a serviço da libertação dos mais pobres e sofredores. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2013/01/homilia-comentario-e-reflexao-do_26.html

Ao entregar nossas vidas para Deus nos conduzir, deixamos ser transformados por Sua misericórdia

Mc 16,15-18
Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”

Reflexão: Aí esta a esperança de Jesus para com cada um de nós, depois de todos ensinamentos testemunhados com a própria vida:“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Ele é claro e direto, afirmando as palavras do Pai:Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado.Está muito bem explicado em todas as passagens bíblicas que o que nos salva, é a nossa fé, a nossa decisão de aceitar Jesus e a busca constante da Sabedoria do Evangelho, continuar caminhando sempre para estar mais íntimos com DEUS, buscando fidelidade a toda prova, deixando a cada comunicação com o Pai o Espírito Santo abrir nossos corações e entregar nossas vidas para Ele nos conduzir, assim deixarmos ser transformados por Sua misericórdia, lapidados como um novo homem e uma nova mulher, com a fé renovada e fortalecida em cada comunhão Eucarística, recebemos toda proteção divina e vencemos os desafios e as tribulações diárias.

Fonte: http://oratoriosaoluiz.com.br/evangelho-do-dia-missao-dada-aos-apostolos-mc-1615-18/

Fonte: http://combonianos.pt/cgi-bin/getfromdb.pl?nid=EuVFZEVVpyCTokgtaC&offset=0

ORAÇÃO

Pai, livra-me da incredulidade que me impede de ser proclamador da ressurreição de teu Filho Jesus, por quem nos é oferecida a tua salvação. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2013/01/homilia-comentario-e-reflexao-do_24.html

O Senhor nos quer de pé e não paralisados na vida

Mc 2,1-12
Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. Reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ele ao paralítico: eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”.

Reflexão: Uma grande multidão está aglutinada em torno de Jesus, essa multidão queria ouvi-Lo, queria tocar em Jesus e ser tocada por Ele. Outros, no meio daquela multidão, estavam em busca de novidade, em busca de uma palavra para a sua vida e assim por diante.

O paralítico não podia chegar até Jesus, ele não tinha mobilidade. Por isso, quatro homens de fé e convicção pegaram aquele paralítico e deram um jeito de levá-lo até Jesus. Eles passaram por meio daquela multidão, mas não conseguiram entrar na casa, então, eles deram um jeito de entrar pelo teto daquela casa, para que o paralítico pudesse ir ao encontro de Jesus.

Esses homens são exemplos do que nós devemos ser. Precisamos ir até Jesus! Esses homens foram ao encontro de Jesus e foram tocados, transformados por Ele, e com a fé que tinham, levaram aqueles que não podiam chegar até Jesus.

Seja um instrumento, um canal da graça, seja o meio para levar a Jesus, esse mundo tão paralisado. Leve a Ele, aquelas pessoas que estão paralisadas nas diversas situações da vida, e que não podem chegar até a Jesus. Precisamos dar o melhor de nós, o nosso esforço, o nosso tempo, a nossa dedicação, e em muitas situações precisamos pegar a pessoa pela mão, pelos braços e até mesmo pelo colo, mas levá-las para que sejam tocadas por Jesus.

A graça que Jesus trouxe para aquele homem, não foi somente de libertá-lo da paralisia física, Jesus o libertou daquilo que paralisava a sua vida, por isso Ele disse: “Os teus pecados estão perdoados”.

Precisamos ter consciência da forma como o pecado paralisa a nossa vida, como ele deixa a nossa vida realmente parada. Não nos permite ir para frente, de irmos para as águas mais profundas. O pecado vai criando um embaraço em nossas pernas, em nossa mobilidade; o pecado vai criando em nós, uma situação onde tudo se embaralha e fica confuso. Muitos dizem: “Eu quero colocar ordem na minha vida. Eu quero que a minha vida vá para frente”. Mas, não é possível uma vida ir “pra frente” paralisada em meio ao pecado.

Eu não sei qual é o pecado que nós temos, mas, humildemente, reconhecemos que nós temos pecados e, mas muitas vezes, nos conformamos com nossos pecados, paramos ou nos deparamos com ele, e dizemos assim: “Eu sou assim. É assim que eu quero viver”; e não saímos do pecado e ele também não sai de nós. E quando o pecado não sai de nós, ele nos embaraça, prende; e proclama-nos reféns dele. Posso dizer no plural, porque, todos nós, nos tornamos reféns dos “pecados”.

Diante de Jesus que perdoa os nossos pecados, nos liberta de nossas paralisias, busquemos ir ao encontro d’Ele, para renunciarmos ao pecado, nos purificarmos dele e sermos renovados e curados por Ele.

Levanta-te e anda, porque, o Senhor, nos quer de pé, Ele não nos quer paralisados na vida.

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2018/01/homilia-diaria-cancao-nova-mc-21-12.html

ORAÇÃO

Senhor Jesus, cura-me de minhas deficiências espirituais, pela força de tua graça, para que eu possa caminhar sempre no amor. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/levanta-te-pega-tua-maca-e-vai-para-casa-mc-21-12/

O Espírito Santo é o agente pelo qual Deus se manifesta para realizar as Suas obras em nós e através de nós

Mt 10,17-22
Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: “Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo”.

Reflexão:  Enviando os doze apóstolos em missão, Jesus lhes fala sobre as possíveis tribulações por que passarão e então os instruía como eles deveriam agir quando fossem levados diante dos homens e dos tribunais em defesa do reino de Deus. Já de antemão Ele os advertia e lhes abria os olhos em relação às coisas que poderiam acontecer, mas principalmente, Ele lhes dava a chave para que fossem bem sucedidos na sua missão: estar abertos ao poder do Espírito Santo. O Espírito Santo é o agente pelo qual Deus se manifesta para realizar as Suas obras em nós e através de nós. Isto serve também para nós, hoje: não precisamos fazer cálculos, nem planos, mas apenas nos deixar conduzir pelo Espírito de Deus e perseverar. A perseverança será a parte que nos compete. Nunca desistir, não perder a esperança nem a fé. No momento exato, nós perceberemos que a vontade de Deus prevaleceu e que tudo foi realizado conforme o seu querer.

Fonte:http://homiliadopebantu.blogspot.com/2009/04/perseguicoes-e-sofrimentos-mt-1017-22.html

Fonte:http://www.franciscanasmissionarias.org.br/index.php/noticia/naeo-tenhas-medo-reflexaeo-sobre-o-evangelho-do-12-domingo-comum

 

ORAÇÃO

Pai Santo, nós somos tentados a buscar segurança, conforto e prazer no mundo do consumo e do individualismo. Inspira-nos, Pai amado, por teu Espírito, a escolher o caminho heróico dos Santos, para chegarmos ao Teu Reino juntos com o Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2013/12/homilia-diaria-comentario-e-reflexao-do_26.html

 

E preciso ter fé confiante, orante e verdadeira

Mt 8,5-11
Naquele tempo, quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: “Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. Pois eu também sou subordinado e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!, e ele vai; e a outro: ‘Vem!, e ele vem; e digo a meu escravo: ‘Faze isto!, e ele o faz”.Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, e se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó”.

Reflexão: Jesus está louvando com muita admiração a fé desse oficial romano. É muito importante prestar atenção neste detalhe: ele não é um judeu, não é um homem que frequenta a sinagoga, não é um homem de religiosidade ou que faz parte da religião oficial. Pelo contrário, ele faz parte do império romano, daquilo que é o domínio do império romano sobre Israel. Mas é um homem de fé e foi com essa fé que ele clamou a Jesus pela cura do seu empregado, pelo restabelecimento do seu empregado.

A fé desse homem tem muito a nos ensinar. Primeiro, é uma fé movida por um amor. Ele não vai ali buscar uma cura, um milagre para si, ele vai buscar para o seu empregado. Ele poderia ter recorrido à medicina, a todo dinheiro que ele tinha, mas recorre a fé, porque ele sabe quem é Jesus, ele sabe que Jesus pode curá-lo, sabe que Jesus pode por ele. Por isso, deposita toda a sua fé em Jesus. Não deposita na sua autoridade de oficial romano, não deposita no dinheiro que ele tem e nem no prestígio que ele pode ter enquanto oficial.

É uma fé confiante e humilde; é uma fé de súplica; é uma fé de quem acredita que Jesus pode fazer. Por isso, Jesus exclama: “Eu nunca encontrei em Israel alguém de tamanha fé”.

Ora, se em Israel o povo escolhido não teve tamanha fé em Jesus, um oficial pagão teve. Por isso, Jesus está afirmando que muitos virão do Oriente e do Ocidente para se sentarem com os nossos pais na fé, Abraão, Isaac e Jacó.

Abraão, Isaac e Jacó não são pais somente do povo de Israel, mas são os patriarcas de toda a fé espalhada pela face da Terra. Somos a feliz descendência de Abraão, por isso, todos aqueles que tem fé única, verdadeira, singular e sincera no Senhor, há de sentar-se à mesa do Reino dos Céus.

Todos os povos, todas as pessoas são convidadas para participar da mesa do Senhor, mas é preciso ter fé confiante, orante e verdadeira. Fé que faz desprender-se de si mesmo, do seu orgulho, da sua autossuficiência, da sua soberba, do confiar em si mesmo para confiar no Senhor e saber que Ele tudo pode. Que a fé do oficial romano nos ensine que independente do que somos e de onde viemos é no Senhor que está a nossa confiança.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

ORAÇÃO

Pai Santo, aumenta a nossa fé! Ainda que não compreendamos o Mistério da Encarnação do teu Verbo, dá-nos coragem para nos lançarmos confiantes em teus braços, proclamando ao mundo que o Reino de Amor já chegou, trazido pelo Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/12/homilia-comentario-e-reflexao-do_2.html