A felicidade está relacionada com a gratuidade e com a gratidão

Lc 6,17.20-26
Naquele tempo, Jesus desceu da montanha com os discípulos e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judeia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai, pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”.

Reflexão: “Ser feliz”: não há outra meta mais importante na vida de todos nós. De fato, é tão importante que se converteu em um desejo que repetimos de maneira muito frequente e, de forma especial, para as pessoas que mais amamos. Proferimos os votos de felicidade em qualquer evento, em todos os aniversários, no início de cada ano… Não podemos desprezar o excesso de nossas felicitações, por mais rotineiras que nos pareçam. Elas expressam um desejo profundo, talvez o desejo mais íntimo de nós mesmos.

“Que sejas feliz!” Que melhor sentimento que isso podemos desejar a alguém, seja ele(ela) quem for?

A proposta evangélica de felicidade tem algo a nos dizer em nosso momento atual?

A impressão que temos é que a vivência de muitos cristãos está longe de apresentar a Deus como amigo da felicidade humana, fonte de vida, alegria, saúde; na experiência de fé de muitas pessoas, o seguimento de Jesus, muitas vezes, não se associa com a ideia de “felicidade”.  Predomina, em certos ambientes ou grupos cristãos, uma doutrina dolorida e uma catequese afastada da busca humana da felicidade. O cristianismo se apresentou, durante muito tempo, como a religião da cruz, da dor, do sofrimento, da renúncia, da repressão ao prazer e à felicidade neste mundo.

Diante de tal situação, Jesus, no Evangelho de hoje, afirma categoricamente: “Felizes sois vós!”. Jesus, ao “descer à planície”, promulga seu programa “com” vida, fundado não numa ética de “deveres e obrigações”, mas numa ética de “felicidade e ventura”. Aqui está a surpreendente novidade do projeto oferecido por Jesus. Sem sombra de dúvida, o significado das bem-aventuranças e, portanto, do programa de Jesus, é algo mais humano, mais próximo e mais ao alcance de ser entendido e vivido por qualquer pessoa de boa vontade.

O Evangelho, a “boa notícia”, é o tesouro que enche o ser humano de uma felicidade indescritível. Com efeito, a primeira característica que aparece nas bem-aventuranças é que o programa de Jesus para os seus é um programa de felicidade”. Cada afirmação de Jesus começa com a palavra “makárioi”, “ditosos”. Essa palavra, significa, em grego, a condição de quem está livre de preocupações e atribulações cotidianas.

As bem-aventuranças substituem os mandamentos que proíbem por um anúncio que atrai para a felicidade. E a promessa de felicidade não é para depois da morte. Jesus fala da felicidade nesta vida.

Conhecemos duas listas de Bem-aventuranças: a de Lucas e a de Mateus. São bastante distintas, porque uma fala dos pobres e a outra fala dos pobres “em espírito”; uma fala de fome e outra de fome de “justiça”… Costuma-se dizer que as Bem-aventuranças de Lucas são bem-aventuranças “de situação”, e as de Mateus são “de atitude”. Ou seja, enquanto Lucas diz: os que se encontram assim, os que estão nesta situação, são bem-aventurados (os que estão chorando, os que tem fome, os que são pobres…), Mateus diz: os que reagem desta maneira diante dos que choram, dos que são pobres, dos que tem fome… são bem-aventurados. É como a atitude que se toma frente aqueles que Lucas descreveu.

Antes de proclamá-las, Jesus vive intensamente as bem-aventuranças; elas são a expressão daquilo que é mais humano no seu interior; elas são seu auto-retrato. Jesus é o bem-aventurado. Ele personaliza tais atitudes: é o pobre, aquele que se comoveu diante da dor e misérias humanas, que expressa uma fome e sede de plenitude e humanização, que é incompreendido e perseguido por causa dos seus sonhos.

O Jesus que os Evangelhos nos apresentam deixa transparecer, permanentemente, um sentimento sereno e agradecido diante da vida. Ele vive apaixonado pelo Reino do Pai; Ele é um homem aberto e próximo das pessoas, com uma enorme capacidade de relação, de maneira especial diante dos mais pobres e excluídos. Mostra uma infinita confiança nas pessoas que encontra, seja qual for sua situação existencial. Ele é o portador definitivo de boas notícias. O evangelho da salvação chega até às barreiras e fronteiras humanas. Seu tempo é tempo de alegria; é a festa das bodas. Jesus nos convida a entrar na nova vida de felicidade e fraternidade. As bem-aventuranças são o caminho da felicidade.

Jesus, ao proclamar “bem-aventurados” os pobres, os famintos, os que choram, os que são perseguidos… jamais quis sacralizar a dor humana. Ao contrário, são bem-aventurados, sim, os pobres, porque, vazios de apegos e cheios de esperança, anunciam o sonho de Deus para a humanidade, uma nova sociedade baseada na solidariedade e na partilha; são bem-aventurados, sim, os famintos, porque trazem nas entranhas a fome de liberdade e sabem que o ser humano e o mundo carregam infinitas possibilidades de crescimento; são bem-aventurados, sim, os que choram porque suas lágrimas demonstram que eles ainda não perderam a sensibilidade, que eles sentem o mundo como injusto e que, por isso, são verdadeiramente os únicos a sonharem, a buscarem e a lutarem por um mundo novo; são bem-aventurados, sim, os que são perseguidos porque seguem corajosamente a estrela do Reino e são sinal de grande transformação realizada por Deus.

As bem-aventuranças nos revelam que somos habitados por um impulso que nos torna “buscadores de felicidade”. A sociedade de consumo que invadiu tudo, realça a felicidade como a meta imediata de nossas buscas, algo ao qual temos direito e que depende de fatores externos. Esta felicidade é passageira, pois quando a alcançamos, invade de novo a insatisfação, a inquietude, o ressentimento, a inveja… e de novo empreendemos nossa busca. Assim, pois, a felicidade nos escapa quando a buscamos “fora”, como fim em si mesma, para saciar nosso ego insaciável.

A felicidade nasce dentro de nós: daquilo que sentimos, que valorizamos, que vivemos… Por isso, as bem-aventuranças não são algo externo, mas atitudes que plenificam nossos corações. A chave da felicidade está em permitir que se revele o sentido da luminosidade que se encontra no fundo de nosso ser. O que nos tira a energia e nos torna impotentes é afastar-nos desse princípio vital que é o Divino em cada ser.

Ser o que somos, em serenidade e profundo sentido. A felicidade, tal como a verdade e a beleza, ao se revelar a nós, desata a potencialidade daquilo que somos e de tudo o que é. Nesse sentido, felicidade pode ser entendida como um “estado de espírito”; felicidade é viver sem chegada, sem partida; é experimentar uma sensação de renascimento de satisfação interior… ou sentir despertar em si um potencial de bondade, de compaixão, de solidariedade…muitas vezes desconhecida.

A verdadeira felicidade coincide com a paz interior; é o prazer de descobrir, cada dia, que a vida se inicia novamente em cada amanhecer; é fazer da mesma vida uma grande aventura… Por isso, a felicidade está relacionada com a gratuidade e com a gratidão.

Fonte: https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1588-a-felicidade-escondida-nas-bem-aventurancas

Fonte: https://centroloyola.org.br/revista/outras-palavras/espiritualidade/1588-a-felicidade-escondida-nas-bem-aventurancas

ORAÇÃO

Pai, dá-me um coração sensível às carências do meu próximo, fazendo-me solidário com ele, a ponto de me desapegar do que tenho, para ajudá-lo em suas necessidades. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/felizes-vos-que-agora-estais-chorando-lc-617-20-26/

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Quando fazemos a experiência de depender completamente do Amor de Deus nada nos falta

Mc 6,7-13
Naquele tempo, Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando saírdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Reflexão: As instruções que Jesus deu a Seus discípulos nos servem hoje como orientação para a trajetória da nossa vida aqui na terra. Jesus veio instaurar no mundo uma nova maneira de ser e de viver, no amor e na fraternidade sem dependência das coisas materiais que nos escravizam. Por isto, Ele nos ensina a caminhar em unidade com os irmãos, nunca seguindo sozinhos (as), e a nos desapossar de coisas que não são as essenciais para a nossa trajetória. E para que sejamos fiéis seguidores desse Projeto e obedientes ao Evangelho de Cristo nós também somos enviados (as) a caminhar aqui na terra tendo o nosso próximo como companheiro com a consciência de que não podemos viver isolados como uma ilha. Jesus enviou Seus discípulos, dois a dois, pelo mundo a fora levando a Sua paz e anunciando o Seu reino de amor, deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e recomendou-lhes que não “levassem nada para o caminho, a não ser um cajado”. E ordenou-lhes: “nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura”, mas acrescentou “que andassem de sandálias e não levassem duas túnicas”. Jesus também nos dá consciência de que algumas coisas nos são necessárias, outras, são supérfluas. O cajado é a Sua Palavra posta em nossas mãos e acolhida no nosso coração. É Ela quem nos dá perseverança e nos sustenta, orienta os nossos passos e nos faz ir por caminho seguro. O pão, a sacola e o dinheiro são as nossas preocupações, apreensões e inquietações com a nossa sobrevivência, o nosso bem-estar, cuidados que mantemos com o alimento, vestimenta e necessidades do dia a dia. Jesus, no entanto, nos recomenda a usar “sandálias” para que os nossos pés não se machuquem com a dureza da estrada. Significa a vida de oração e adoração na intimidade do Espírito Santo que nos dá respaldo e firmeza para caminhar sem machucar os nossos pés e nos motiva a dar passos e a sair do lugar a fim de enfrentar a vida. Finalmente, Jesus nos diz para não levarmos “duas túnicas”, isto é, o que nós mantemos como reserva para quando nos faltar o principal. Todas estas recomendações nos levam à consciência de que a confiança na Providência do Pai é a melhor poupança que podemos nutrir em nós mesmos. Quando fazemos a experiência de depender completamente do Amor de Deus Pai que se manifestou por meio de Jesus Cristo, verificamos que nada trazemos nas mãos, no entanto, nada nos falta. Dessa forma, nós temos poder até sobre os espíritos impuros, pois a capacidade de Deus habita em nós. Não precisamos também ficar mudando de lugar a todo instante. Jesus nos recomenda para que tenhamos perseverança. Ele não nos envia para longe, Ele quer nos ensinar essa nova mentalidade a partir dos nossos relacionamentos familiares.

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-mc-67-13-4/

Fonte: http://terapiadecristo.com.br/caminhando-entre-amigos/

ORAÇÃO

Pai Santo, a bagagem que levamos pela vida a fora tenta compensar a nossa falta de fé e torna a caminhada pesada e cansativa. Liberta-nos, Pai amado, das nossas inseguranças, para que sejamos caminhantes leves e alegres nestas estradas que já são do teu reino de Amor, desde que nelas caminhou Jesus de Nazaré, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/07/homilia-comentario-e-reflexao-do_14.html

 

Que no novo ano que está começando a graça do amor seja a graça mais sublime e importante de toda a nossa vida

Jo 1,1-18
No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. No princípio, estava ela com Deus. Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. Mas, a todos os que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornar filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, pois estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo. E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer.

Reflexão: Olha que graça sublime Deus nos deu: a graça de nos tornarmos seus filhos, uma vez que Ele verbo, palavra eterna de Deus, veio até nós para nos conceder tamanha graça.

A graça mais sublime que Deus nos deu foi porque o pecado arrancou de nós a condição filial, a condição de filhos. Deus, no entanto, é bom, é amor, é sublime; e a forma como Ele nos ama é nos resgatando, salvando-nos e trazendo para nós essa condição de sermos seus filhos.

Hoje é o último dia do ano de 2018. Há a expectativa por um novo ano, por um novo tempo, por um novo governo, por uma vida nova. Surgem propósitos e anseios de viver isso e aquilo. Não há um propósito maior na nossa vida do que sermos filhos de Deus, de levarmos a vida em nome do Senhor Nosso Deus.

A primeira coisa necessária é o nosso exame de consciência. No ano que se passou, como vivemos como filhos de Deus? Como a graça de Deus esteve presente em nossa vida em tudo aquilo que realizamos?

Em muitas coisas, não nos portamos como filhos do Senhor: quando preferimos o pecado, quando preferimos a nós mesmos; e quando a força do egoísmo, do orgulho, da soberba tomaram conta de nós, deixamos a graça do filho de Deus ficar para trás. O grande propósito que deve iluminar a nossa vida, o nosso coração, e tudo aquilo que queremos viver no ano que estamos começando é sermos filhos de Deus.

Ninguém é filho de Deus se não vive com os outros filhos d’Ele, ou seja, não assumem diante de Deus que são irmãos uns dos outros.

Fala-se tanto em fraternidade universal, em amor e assim por diante, mas vivemos uma crise de amor profunda. O amor se tornou seletivo e enganoso, selecionamos quem queremos amar, e esse amor seletivo nos leva a ter preconceito, discriminação e a deixarmos de lado as pessoas que mais merecem ser amadas.

Todos nós merecemos amor. É verdade que o coração de Deus veio para os pecadores e não para os justos. É preciso que o coração humano se arme do coração de Deus, porque o amor humano está fracassado, limitado, está excluindo as pessoas d’Aquele que é o amor que Deus nos trouxe.

Que no novo ano que está começando a graça do amor seja a graça mais sublime e importante de toda a nossa vida.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

Fonte: https://liturgiadiariadapalavra.blogspot.com/2014/12/liturgia-e-homilia-diaria-jo-11-18.html

ORAÇÃO

Senhor Deus Pai Todo Poderoso,
Agradeço a riqueza da Palavra de Deus e os ensinamentos escondidos em cada palavra. Agradeco os convites, os apelos, os desafios que o Senhor me convida a viver neste dia. Agradeço ao Senhor sua fidelidade e seu amor que sempre nos acompanham, mesmo quando temos dificuldades de reconhecê-lo. Agradeço por todo bem realizado ao longo do ano e pelas graças recebidas. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/a-palavra-estava-junto-de-deus-e-a-palavra-era-deus-jo-11-18/

Procuremos fazer o bem e não acumular bens

Lucas 12,13-21
Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. Então resolveu: ‘Já sei o que vou fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.

Reflexão: Na passagem do evangelho de hoje Jesus nos dá lição sobre como devemos nos comportar diante dos bens materiais. Essa lição nos mostra que nossa relação com as coisas não é de propriedade e sim de uso. Usaremos os bens materiais enquanto tivermos o direito de usufruí-los. Mas esse direito cessará assim que terminar nossa missão ou nossa existência neste mundo. Estejamos conscientes de que somos valorizados não pelos bens que possuímos ou pelo cargo que temos e sim pelos valores que vivemos.

“Atenção! Guardai-vos de todo tipo de ganância, pois mesmo que se tenha muitas coisas, a vida não consiste na abundância de bens”, alerta-nos Jesus no evangelho deste dia (Lc 12,15).

“Atenção! Guardai-vos de todo tipo de ganância”. Um dos sentidos lexicais da palavra “ganância” é a ambição exacerbada de ganho, de lucro. A ganância é um tipo de ambição violenta. Usam-se todos os meios, até os meios ilícitos para alcançar o que se deseja.

O homem é sempre tentado a buscar sua salvação nos bens, a pôr nas riquezas sua segurança. O cristão deve estar vigilante contra essa tentação insidiosa /cheia de ciladas. Os bens não asseguram nem a mesma vida, menos ainda a salvação. Num leito de morte toda riqueza e todo poder mundano caíram no chão. A felicidade não está nos bens e sim está no próprio homem e entre os homens numa convivência fraterna…

…Ser rico diante de Deus significa dar importância àquelas coisas que levaremos conosco na morte: as boas obras, a caridade praticada na verdade, a justiça e a honestidade que vivemos e assim por diante. É saber compartilhar com os outros nossos bens que é uma riqueza que vale a pena diante de Deus.

No fundo, Jesus quer nos dizer que nem o trabalho nem o capital (dinheiro) será a última palavra sobre o homem; tanto um como o outro fica sem resposta diante da morte, e a morte é a maior questão que persegue o homem. É preciso buscarmos as coisas do alto para superar esta questão, pois Deus rico em misericórdia, que vivificou Jesus, nos vivificará também.

Quase em toda a Bíblia se encontram termos que aludem à tensão em que vive o ser humano: graça e pecado, amor e desamor/ódio, verdade e mentira, autenticidade e falsidade, coerência e incoerência, generosidade e egoísmo, reconciliação e vingança, cautela e despreocupação e assim por diante. Em todo ser humano entram em luta permanente duas forças ou inclinações contrárias: o bem-virtude, e o mal-vício. O primeiro salva, e o segundo condena. Essas duas coisas nos acompanham diariamente. Cabe a cada um escolher, e aceitar as conseqüências dessa escolha. O alerta sobre a importância da vigilância vale para todo momento de nossa vida. Sem a vigilância nos deixaremos levar sem saber o destino final.

Fonte: http://vitus-passoadiante.blogspot.com

Fonte: http://vitus-passoadiante.blogspot.com/2016/07/domingo31072016-saberpartilhar-e-ser.html

ORAÇÃO

Pai Santo, dá-nos discernimento para fazermos a opção radical de vida pelo Amor. Ajuda-nos, Pai Querido, a superar a sedução do mundo, que nos oferece o brilho enganador de suas riquezas, para seguir o Cristo Jesus, teu Filho que nos ensinou a fazer o Bem e, ressuscitado, contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/10/homilia-comentario-e-reflexao-do_21.html

Amar e lutar para construir um mundo mais justo e fraterno

Mt 24,42-51
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. Qual é o empregado fiel e prudente que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados para lhes dar alimento na hora certa? Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar. Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

Reflexão: A vigilância é a espiritualidade do cuidado, da diligência com a alma, com a vida e tudo aquilo que faz. Vigilante não é aquele que leva a sua vida de qualquer jeito, que não se prepara para as circunstâncias nem os imprevistos da vida.

Todos nós passamos por situações de imprevistos na vida em diversas circunstâncias, e o que é vigiar senão estar preparado, senão cuidar a cada dia de si mesmo? Cuidar dos pensamentos, dos sentimentos, daquilo que dentro de nós se torna bagunçado.

Às vezes, chegamos de surpresa na casa de alguém para fazer uma visita, e a pessoa não está nos esperando. Então, ela nos recebe somente na porta, porque a casa está bagunçada, as coisas não estão em ordem e, geralmente, se nos deixam entrar, ficam com receio de que olhemos para o restante da casa ou fecham as portas do quarto para que ninguém veja.

O nosso quarto, a nossa casa, tem de estar cuidada a cada dia; não somente quando alguém vem nos visitar, não somente quando sabemos que alguém vai chegar, porque o bom amigo, a boa visita é aquela que chega sem avisar e estamos sempre preparados para recebê-la.

Deus não marca hora para vir nos buscar, para estarmos com Ele, mas se temos vigilância com a nossa vida, estamos preparados para estar com o Senhor hoje, amanhã ou depois, não vamos dizer: “Espera Senhor, eu tenho que arrumar a minha casa”.

…Na prática essa vigilância significa cumprir o próprio dever. O servo fiel e prudente dá alimento ao pessoal da casa na hora certa. Cuidar da casa significa cuidar da própria casa, da Igreja, do bairro, da cidade, do país..(http://franciscanos.org.br/?p=169599)

Cuide sempre do seu coração, esteja sempre com ele em ordem. Estejamos com as coisas sempre bem cuidadas para que não sejamos surpreendidos pela vida. Quem se cuida a cada dia vive bem a vida, quem se descuida da vida é tomado pelos imprevistos que, muitas vezes, nos surpreendem.

Que Deus nos dê a espiritualidade da vigilância e cuidado da nossa vida a cada dia.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

sabor_300818fonte: http://franciscanos.org.br/?p=169599

ORAÇÃO

Senhor Jesus, que eu me prepare para o encontro contigo, amando meu próximo e lutando para construir um mundo mais justo e fraterno. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/08/homilia-comentario-e-reflexao-do_29.html

A grandeza está no servir

Mateus 20,20-28
Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

Reflexão: Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam aferrados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O intento dos filhos de Zebedeu foi uma prova disto.Fazendo ouvido de mercador, quando Jesus revelou seu destino de sofrimento e morte, estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado. Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade.No Reino almejado por Jesus, a grandeza consiste em pôr-se ao serviço do semelhante, de maneira despretensiosa, e o primeiro lugar será ocupado por quem se dispusera assumir a condição de servo. A tirania cede lugar ao serviço, e a opressão transforma-se em amor eficaz em benefício do próximo. Bastava contemplar o modo de proceder do Mestre Jesus que se autodenomina “Filho do Homem”. Jamais buscara ser servido, como se a sua condição de enviado do Pai lhe desse este direito; tampouco teve a arrogância de se considerar superior a quem quer que seja. Manteve sempre sua postura de servo, consciente da missão recebida do Pai, a ponto de entregar a sua própria vida para que toda a humanidade obtivesse salvação. Dera o exemplo no qual os discípulos deveriam inspirar-se.

Fonte: http://www.diocesedejiparana.org.br/noticias-det.php?cod=2469

ORAÇÃO

“Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/entre-vos-nao-devera-ser-assim-mt-2017-28/

 

Saibamos viver no amor e na fraternidade, sem dependência das coisas materiais que nos escravizam

Mc 6,7-13
Naquele tempo, Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando saírdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Reflexão: As instruções que Jesus deu a Seus discípulos nos servem hoje como orientação para a trajetória da nossa vida aqui na terra. Jesus veio instaurar no mundo uma nova maneira de ser e de viver, no amor e na fraternidade sem dependência das coisas materiais que nos escravizam. Por isto, Ele nos ensina a caminhar em unidade com os irmãos, nunca seguindo sozinhos (as), e a nos desapossar de coisas que não são as essenciais para a nossa trajetória. E para que sejamos fiéis seguidores desse Projeto e obedientes ao Evangelho de Cristo nós também somos enviados (as) a caminhar aqui na terra tendo o nosso próximo como companheiro com a consciência de que não podemos viver isolados como uma ilha. Jesus enviou Seus discípulos, dois a dois, pelo mundo a fora levando a Sua paz e anunciando o Seu reino de amor, deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e recomendou-lhes que não “levassem nada para o caminho, a não ser um cajado”. E ordenou-lhes: “nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura”, mas acrescentou “que andassem de sandálias e não levassem duas túnicas”.Jesus também nos dá consciência de que algumas coisas nos são necessárias, outras, são supérfluas. O cajado é a Sua Palavra posta em nossas mãos e acolhida no nosso coração. É Ela quem nos dá perseverança e nos sustenta, orienta os nossos passos e nos faz ir por caminho seguro. O pão, a sacola e o dinheiro são as nossas preocupações, apreensões e inquietações com a nossa sobrevivência, o nosso bem-estar, cuidados que mantemos com o alimento, vestimenta e necessidades do dia a dia. Jesus, no entanto, nos recomenda a usar “sandálias” para que os nossos pés não se machuquem com a dureza da estrada. Significa a vida de oração e adoração na intimidade do Espírito Santo que nos dá respaldo e firmeza para caminhar sem machucar os nossos pés e nos motiva a dar passos e a sair do lugar a fim de enfrentar a vida. Finalmente, Jesus nos diz para não levarmos “duas túnicas”, isto é, o que nós mantemos como reserva para quando nos faltar o principal. Todas estas recomendações nos levam à consciência de que a confiança na Providência do Pai é a melhor poupança que podemos nutrir em nós mesmos. Quando fazemos a experiência de depender completamente do Amor de Deus Pai que se manifestou por meio de Jesus Cristo, verificamos que nada trazemos nas mãos, no entanto, nada nos falta. Dessa forma, nós temos poder até sobre os espíritos impuros, pois a capacidade de Deus habita em nós. Não precisamos também ficar mudando de lugar a todo instante. Jesus nos recomenda para que tenhamos perseverança. Ele não nos envia para longe, Ele quer nos ensinar essa nova mentalidade a partir dos nossos relacionamentos familiares. – Como você tem feito a caminhada da sua vida? – Você tem se preocupado em levar, pão, sacola, dinheiro, duas túnicas? – A oração tem sido sandália para os seus pés? Em qual cajado você tem se apoiado? – Você acha que precisa de muitas coisas para viver e dar testemunho de Jesus? – Quais as armas que você está usando para conquistar a sua família? – Qual a impressão que você está deixando dentro da sua casa em relação à influência do Evangelho na sua vida?

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-mc-67-13-4/

Fonte: http://www.combonianos.pt/cgi-bin/getfromdb.pl?nid=EFAEylFkFpkBiAVEsk&offset=

ORAÇÃO

Pai Santo, a bagagem que levamos pela vida afora tenta compensar a nossa falta de fé e torna a caminhada pesada e cansativa. Liberta-nos, Pai amado, das nossas inseguranças, para que sejamos caminhantes leves e alegres nestas estradas que já são do teu reino de Amor, desde que nelas caminhou Jesus de Nazaré, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/07/homilia-comentario-e-reflexao-do_14.html