Procuremos fazer o bem e não acumular bens

Lucas 12,13-21
Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” E disse-lhes: “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens”. E contou-lhes uma parábola: “A terra de um homem rico deu uma grande colheita. Ele pensava consigo mesmo: ‘Que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita’. Então resolveu: ‘Já sei o que vou fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!’ Mas Deus lhe disse: ‘Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?’ Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”.

Reflexão: Na passagem do evangelho de hoje Jesus nos dá lição sobre como devemos nos comportar diante dos bens materiais. Essa lição nos mostra que nossa relação com as coisas não é de propriedade e sim de uso. Usaremos os bens materiais enquanto tivermos o direito de usufruí-los. Mas esse direito cessará assim que terminar nossa missão ou nossa existência neste mundo. Estejamos conscientes de que somos valorizados não pelos bens que possuímos ou pelo cargo que temos e sim pelos valores que vivemos.

“Atenção! Guardai-vos de todo tipo de ganância, pois mesmo que se tenha muitas coisas, a vida não consiste na abundância de bens”, alerta-nos Jesus no evangelho deste dia (Lc 12,15).

“Atenção! Guardai-vos de todo tipo de ganância”. Um dos sentidos lexicais da palavra “ganância” é a ambição exacerbada de ganho, de lucro. A ganância é um tipo de ambição violenta. Usam-se todos os meios, até os meios ilícitos para alcançar o que se deseja.

O homem é sempre tentado a buscar sua salvação nos bens, a pôr nas riquezas sua segurança. O cristão deve estar vigilante contra essa tentação insidiosa /cheia de ciladas. Os bens não asseguram nem a mesma vida, menos ainda a salvação. Num leito de morte toda riqueza e todo poder mundano caíram no chão. A felicidade não está nos bens e sim está no próprio homem e entre os homens numa convivência fraterna…

…Ser rico diante de Deus significa dar importância àquelas coisas que levaremos conosco na morte: as boas obras, a caridade praticada na verdade, a justiça e a honestidade que vivemos e assim por diante. É saber compartilhar com os outros nossos bens que é uma riqueza que vale a pena diante de Deus.

No fundo, Jesus quer nos dizer que nem o trabalho nem o capital (dinheiro) será a última palavra sobre o homem; tanto um como o outro fica sem resposta diante da morte, e a morte é a maior questão que persegue o homem. É preciso buscarmos as coisas do alto para superar esta questão, pois Deus rico em misericórdia, que vivificou Jesus, nos vivificará também.

Quase em toda a Bíblia se encontram termos que aludem à tensão em que vive o ser humano: graça e pecado, amor e desamor/ódio, verdade e mentira, autenticidade e falsidade, coerência e incoerência, generosidade e egoísmo, reconciliação e vingança, cautela e despreocupação e assim por diante. Em todo ser humano entram em luta permanente duas forças ou inclinações contrárias: o bem-virtude, e o mal-vício. O primeiro salva, e o segundo condena. Essas duas coisas nos acompanham diariamente. Cabe a cada um escolher, e aceitar as conseqüências dessa escolha. O alerta sobre a importância da vigilância vale para todo momento de nossa vida. Sem a vigilância nos deixaremos levar sem saber o destino final.

Fonte: http://vitus-passoadiante.blogspot.com

Fonte: http://vitus-passoadiante.blogspot.com/2016/07/domingo31072016-saberpartilhar-e-ser.html

ORAÇÃO

Pai Santo, dá-nos discernimento para fazermos a opção radical de vida pelo Amor. Ajuda-nos, Pai Querido, a superar a sedução do mundo, que nos oferece o brilho enganador de suas riquezas, para seguir o Cristo Jesus, teu Filho que nos ensinou a fazer o Bem e, ressuscitado, contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/10/homilia-comentario-e-reflexao-do_21.html

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Amar e lutar para construir um mundo mais justo e fraterno

Mt 24,42-51
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. Qual é o empregado fiel e prudente que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados para lhes dar alimento na hora certa? Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar. Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

Reflexão: A vigilância é a espiritualidade do cuidado, da diligência com a alma, com a vida e tudo aquilo que faz. Vigilante não é aquele que leva a sua vida de qualquer jeito, que não se prepara para as circunstâncias nem os imprevistos da vida.

Todos nós passamos por situações de imprevistos na vida em diversas circunstâncias, e o que é vigiar senão estar preparado, senão cuidar a cada dia de si mesmo? Cuidar dos pensamentos, dos sentimentos, daquilo que dentro de nós se torna bagunçado.

Às vezes, chegamos de surpresa na casa de alguém para fazer uma visita, e a pessoa não está nos esperando. Então, ela nos recebe somente na porta, porque a casa está bagunçada, as coisas não estão em ordem e, geralmente, se nos deixam entrar, ficam com receio de que olhemos para o restante da casa ou fecham as portas do quarto para que ninguém veja.

O nosso quarto, a nossa casa, tem de estar cuidada a cada dia; não somente quando alguém vem nos visitar, não somente quando sabemos que alguém vai chegar, porque o bom amigo, a boa visita é aquela que chega sem avisar e estamos sempre preparados para recebê-la.

Deus não marca hora para vir nos buscar, para estarmos com Ele, mas se temos vigilância com a nossa vida, estamos preparados para estar com o Senhor hoje, amanhã ou depois, não vamos dizer: “Espera Senhor, eu tenho que arrumar a minha casa”.

…Na prática essa vigilância significa cumprir o próprio dever. O servo fiel e prudente dá alimento ao pessoal da casa na hora certa. Cuidar da casa significa cuidar da própria casa, da Igreja, do bairro, da cidade, do país..(http://franciscanos.org.br/?p=169599)

Cuide sempre do seu coração, esteja sempre com ele em ordem. Estejamos com as coisas sempre bem cuidadas para que não sejamos surpreendidos pela vida. Quem se cuida a cada dia vive bem a vida, quem se descuida da vida é tomado pelos imprevistos que, muitas vezes, nos surpreendem.

Que Deus nos dê a espiritualidade da vigilância e cuidado da nossa vida a cada dia.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

sabor_300818fonte: http://franciscanos.org.br/?p=169599

ORAÇÃO

Senhor Jesus, que eu me prepare para o encontro contigo, amando meu próximo e lutando para construir um mundo mais justo e fraterno. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/08/homilia-comentario-e-reflexao-do_29.html

A grandeza está no servir

Mateus 20,20-28
Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

Reflexão: Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam aferrados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O intento dos filhos de Zebedeu foi uma prova disto.Fazendo ouvido de mercador, quando Jesus revelou seu destino de sofrimento e morte, estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado. Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade.No Reino almejado por Jesus, a grandeza consiste em pôr-se ao serviço do semelhante, de maneira despretensiosa, e o primeiro lugar será ocupado por quem se dispusera assumir a condição de servo. A tirania cede lugar ao serviço, e a opressão transforma-se em amor eficaz em benefício do próximo. Bastava contemplar o modo de proceder do Mestre Jesus que se autodenomina “Filho do Homem”. Jamais buscara ser servido, como se a sua condição de enviado do Pai lhe desse este direito; tampouco teve a arrogância de se considerar superior a quem quer que seja. Manteve sempre sua postura de servo, consciente da missão recebida do Pai, a ponto de entregar a sua própria vida para que toda a humanidade obtivesse salvação. Dera o exemplo no qual os discípulos deveriam inspirar-se.

Fonte: http://www.diocesedejiparana.org.br/noticias-det.php?cod=2469

ORAÇÃO

“Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/entre-vos-nao-devera-ser-assim-mt-2017-28/

 

Saibamos viver no amor e na fraternidade, sem dependência das coisas materiais que nos escravizam

Mc 6,7-13
Naquele tempo, Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando saírdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo.

Reflexão: As instruções que Jesus deu a Seus discípulos nos servem hoje como orientação para a trajetória da nossa vida aqui na terra. Jesus veio instaurar no mundo uma nova maneira de ser e de viver, no amor e na fraternidade sem dependência das coisas materiais que nos escravizam. Por isto, Ele nos ensina a caminhar em unidade com os irmãos, nunca seguindo sozinhos (as), e a nos desapossar de coisas que não são as essenciais para a nossa trajetória. E para que sejamos fiéis seguidores desse Projeto e obedientes ao Evangelho de Cristo nós também somos enviados (as) a caminhar aqui na terra tendo o nosso próximo como companheiro com a consciência de que não podemos viver isolados como uma ilha. Jesus enviou Seus discípulos, dois a dois, pelo mundo a fora levando a Sua paz e anunciando o Seu reino de amor, deu-lhes poder sobre os espíritos impuros e recomendou-lhes que não “levassem nada para o caminho, a não ser um cajado”. E ordenou-lhes: “nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura”, mas acrescentou “que andassem de sandálias e não levassem duas túnicas”.Jesus também nos dá consciência de que algumas coisas nos são necessárias, outras, são supérfluas. O cajado é a Sua Palavra posta em nossas mãos e acolhida no nosso coração. É Ela quem nos dá perseverança e nos sustenta, orienta os nossos passos e nos faz ir por caminho seguro. O pão, a sacola e o dinheiro são as nossas preocupações, apreensões e inquietações com a nossa sobrevivência, o nosso bem-estar, cuidados que mantemos com o alimento, vestimenta e necessidades do dia a dia. Jesus, no entanto, nos recomenda a usar “sandálias” para que os nossos pés não se machuquem com a dureza da estrada. Significa a vida de oração e adoração na intimidade do Espírito Santo que nos dá respaldo e firmeza para caminhar sem machucar os nossos pés e nos motiva a dar passos e a sair do lugar a fim de enfrentar a vida. Finalmente, Jesus nos diz para não levarmos “duas túnicas”, isto é, o que nós mantemos como reserva para quando nos faltar o principal. Todas estas recomendações nos levam à consciência de que a confiança na Providência do Pai é a melhor poupança que podemos nutrir em nós mesmos. Quando fazemos a experiência de depender completamente do Amor de Deus Pai que se manifestou por meio de Jesus Cristo, verificamos que nada trazemos nas mãos, no entanto, nada nos falta. Dessa forma, nós temos poder até sobre os espíritos impuros, pois a capacidade de Deus habita em nós. Não precisamos também ficar mudando de lugar a todo instante. Jesus nos recomenda para que tenhamos perseverança. Ele não nos envia para longe, Ele quer nos ensinar essa nova mentalidade a partir dos nossos relacionamentos familiares. – Como você tem feito a caminhada da sua vida? – Você tem se preocupado em levar, pão, sacola, dinheiro, duas túnicas? – A oração tem sido sandália para os seus pés? Em qual cajado você tem se apoiado? – Você acha que precisa de muitas coisas para viver e dar testemunho de Jesus? – Quais as armas que você está usando para conquistar a sua família? – Qual a impressão que você está deixando dentro da sua casa em relação à influência do Evangelho na sua vida?

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-mc-67-13-4/

Fonte: http://www.combonianos.pt/cgi-bin/getfromdb.pl?nid=EFAEylFkFpkBiAVEsk&offset=

ORAÇÃO

Pai Santo, a bagagem que levamos pela vida afora tenta compensar a nossa falta de fé e torna a caminhada pesada e cansativa. Liberta-nos, Pai amado, das nossas inseguranças, para que sejamos caminhantes leves e alegres nestas estradas que já são do teu reino de Amor, desde que nelas caminhou Jesus de Nazaré, o Cristo, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo.
Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/07/homilia-comentario-e-reflexao-do_14.html

A realização pessoal verdadeira é aquela que nos realiza como seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus

Mc 9,30-37
Naquele tempo, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”. Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “Que discutíeis pelo caminho?” Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: “Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”.

Reflexão:  No longo processo de sua formação, os discípulos foram sendo instruídos no modo de ser característico de quem aderiu ao Reino de Deus. Jesus ensinou-os a serem solidários, a cultivar a união fraterna, a estarem sempre prontos para servir. Não foram educados com critérios humanos de superioridade ou inferioridade, pois entre eles deveria reinar a igualdade.

As lições do Mestre nem sempre encontraram corações abertos para acolhê-las. Os discípulos mostravam-se reticentes em abrir mão de sua mentalidade. Daí, a preocupação em saber quem, dentre eles, seria o maior, ou seja, quem teria autoridade sobre os outros, quem seria o mais importante objeto da reverência e do respeito dos demais. Tudo ao inverso do que lhes fora ensinado pelo Senhor Jesus!

E então, Jesus resume, numa frase, um princípio de ação que deveria nortear a vida do discípulo: “Quem quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. Esta era Sua pauta de ação. Ele se apresentava como Servo. E Sua vida definia-se como serviço a todos, sem distinção.

Cristo nunca esteve em busca de grandezas, muito menos reduziu os discípulos à condição de escravos Seus. Não se preocupou em granjear a estima e a reverência alheias, a qualquer custo. Simplesmente seguiu o Seu caminho de servidor, esforçando-se por satisfazer as carências e os sofrimentos humanos. Apresentou-se como exemplo a ser imitado!

Vivemos dias de muita insegurança e decepções com respeito ao comportamento das pessoas. É muito comum, hoje – talvez muitos influenciados pelos meios de comunicação social em geral – a vontade incontestável de crescer socialmente, de “subir na vida”, mas não no sentido espiritual e sim material, para se tornar “celebridade”.

A busca de glória, fama, cargo. Tudo isso, porém, só se pode satisfazer plenamente quando for estruturado na sua raiz, pelo que é bom, pelo que é honesto, alicerçado em Deus.

Você que busca a glória humana, saiba que a celebridade social é muito falsa, fingida e cheia de interesses anexos que vão frustrando aqueles que a alcançam e alcançaram. Até porque num “piscar de olhos” se acaba e a pessoa se sente completamente só e ignorada por aqueles que a aplaudiam enquanto lhes interessava.

Nesse trecho do Evangelho de Marcos, Jesus adverte os apóstolos e lhes diz: “Se algum de vocês quer ser o maior, seja o menor, seja o último, seja aquele que serve.” Quando nos atemos às palavras de Jesus e procuramos segui-las , colocando-as em prática na nossa vida, descobrimos que servir é melhor do que ser servido.

Quando damos um presente como sinal de grande amizade sentimo-nos plenamente realizados só em sentir a alegria e contentamento de quem o recebeu. Ele será, certamente, algo que nunca nos deixará esquecidos por aquele amigo ou por aquela família.

A doação sincera – seja ela material ou espiritual – produz em nós uma alegria inigualável, fruto da presença do nosso Deus, que nos criou, principalmente, para amarmos a todos como Ele nos ama.

A realização pessoal verdadeira não é aquela que faz das pessoas celebridades sociais com um tempo muito curto de glória, mas sim é aquela que nos realiza como verdadeiros seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus.

Os apóstolos tornaram-se verdadeiras “celebridades” para as coisas de Deus. Todos simples, sem estudos e preparo, foram chamados por Jesus e capacitados para a missão de divulgar a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles são e serão até o fim dos tempos as verdadeiras “celebridades”: simples, sem arrogâncias e nunca esquecidas.

Somos também chamados a ser “celebridades”, desde que na humildade, simplicidade e sem aspiração de grandezas. Celebridades do bem!

Peçamos ao Pai celeste que tire do nosso coração os ideais mundanos de glória e nos coloquemos no verdadeiro caminho para sermos glorificados por Ele, fazendo-nos servos de todos.

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/02/homilia-comentario-e-reflexao-do_21.html
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Fonte: http://www.jardinierdedieu.com/article-mc-9-30-37-25eme-dimanche-du-temps-ordinaire-b-110219671.html

ORAÇÃO

Senhor Jesus, tira do meu coração todo ideal humano de grandeza, e faze-me compreender que ela consiste em fazer-me servidor. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/02/homilia-comentario-e-reflexao-do_21.html

De que modo podemos traduzir em gestos concretos o lava-pés na nossa vida cotidiana e o amar até o fim?

Jo 13,1-15
Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.

Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”.

Reflexão: Quando pegou uma toalha e aplicou-se a lavar e enxugar os pés dos seus discípulos Jesus nos mostrou que o verdadeiro amor nos motiva a servir, a estar à disposição, a solidarizar-se fraternalmente com as pessoas. Jesus é o Mestre e nós somos Seus discípulos e sabemos que só Ele tem as palavras de vida eterna para nós. Por essa razão todo discípulo deve imitar o Mestre e mesmo que não compreenda bem o porquê dos seus ensinamentos, precisa obedecê-lo. Jesus aproveitou os últimos momentos antes de ser levado para o Calvário para nos ensinar a vivenciar o verdadeiro amor despojando-se de si mesmo tirando o manto da realeza, da autoridade e da dignidade de ser Filho de Deus e abaixando-se para servir aos Seus amigos. A Pedro, que não compreendeu o sentido da ação do Mestre e tentou dissuadi-Lo do Seu propósito de lavar os pés dos discípulos, Jesus replicou com uma afirmação que é muito importante para todos nós, hoje: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo.” Os pés significam o nosso caminhar, nossas ações, nossas escolhas, nossas preferências. Dessa maneira, Jesus deseja nos purificar e usa os nossos irmãos como Seus instrumentos. Por meio do nosso próximo mais próximo Jesus nos ampara, nos lava e nos purifica para que possamos também fazer o mesmo com outros. Portanto, todas as vezes em que acolhemos com humildade o auxílio de alguém que se oferece para nos ajudar, estamos nos deixando lavar por Jesus. Quando não admitimos ser “lavados” é porque entendemos que somos muito perfeitos e não carecemos da ajuda de ninguém. Da mesma forma, seguindo o exemplo do Mestre nós necessitamos lavar os pés das pessoas que surgem no nosso caminho e que precisam do nosso amor e da nossa atenção. Só quando nos deixarmos lavar é que iremos compreender a profundidade do gesto de Jesus. Por isso, Ele nos deu a seguinte explicação: “compreendeis o que acabo de fazer?… Se eu, o Senhor e mestre vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros”.

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-jo-131-15-5/

Neste dia celebramos também o dia da instituição da eucaristia. Em Jo não se fala da instituição da eucaristia. No lugar disto, ele coloca um discurso longo sobre o Pão da vida(veja Jo 6).
Jesus certamente instituiu a eucaristia dentro de uma refeição, a ceia. Na ceia Jesus não somente oferece alimento, mas deu-se como comida e bebida sagradas: seu Corpo e Sangue. Sabemos que a vida é uma caminhada para a casa do Pai onde participaremos do banquete do Reino eternamente(cf.Lumen Gentium VII, 48-50; SC 8). Se a nossa vida é uma peregrinação rumo à casa do Pai, necessitamos de duas coisas: o caminho e o alimento. Jesus certamente é o Caminho(Jo 14,6). Ele se faz o caminho para que não fiquemos perdidos no mundo cheio de outros caminhos que nos levam à perdição. Além do caminho, para que possamos chegar à casa do Pai nesta peregrinação precisamos também de alimento. Quem quiser andar longe com força necessária, precisa ter alimento suficiente para não morrer de fome no meio do caminho. Jesus sabe disto e por isso ele se faz alimento para todos os peregrinos desta vida: “Tomam e comam, isto é o meu corpo que é dado por vocês” (Mt 26,26;Lc 22,19). Com Jesus que é o Caminho e o alimento chegaremos até a casa do Pai.

Fonte: https://www.trendsmap.com/twitter/tweet/979441988826226688

ORAÇÃO

 

Senhor Jesus, Pão Sagrado descido do céu, alimenta-me cada vez mais com teu Corpo dado e Teu Sangue derramado, por amor. Santifica-me com a força deste alimento de Salvação. Pela comunhão Eucarística, elimina em mim todo desejo de vingança, todo ódio, raiva, amargura e ressentimentos. Que a Sagrada Eucaristia, alimento de amor, me robusteça e fortifique cada vez mais, afim de ser capaz de promover a vida de meus semelhantes. Faze-me, pelo poder sagrado da Eucaristia, encontrar forças para enfrentar e sublimar todas as cruzes da vida. Elimina, Jesus, da minha vida, toda e qualquer resistência ao entendimento do que efetivamente é a Sagrada Eucaristia. Ajuda-me, com a Tua graça, a transformar a Eucaristia em ação concreta na vida de meus semelhantes. Amém.

Fonte: http://ironispuldaro.com.br/site/evangelho-joao-131-15/

Missionários do Amor de Deus

Lucas 10,1-9
Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’ ”.

Reflexão: A paz de Deus excede a todo o conhecimento humano! Jesus é a paz, por isso, deseja através de nós, entrar em toda casa, em todo o coração, para manifestar Sua misericórdia, compaixão e amor. Cada um de nós é chamado a ser mensageiro da paz de Jesus deixando de lado todas as coisas que pesam e complicam a nossa vida. Anunciar o reino de Deus é anunciar o próprio Jesus que permanece muito próximo de cada um de nós. Assim como mandou Seus discípulos, Ele hoje nos manda ir à Sua frente preparar o caminho para que possa chegar perto de todos aqueles (as) que ainda não O perceberam na sua vida. Deus providencia a paz para quem anuncia que o reino está próximo, porque o trabalhador é digno do seu salário Quem encontrou o reino de Deus, não precisa “preocupar-se” em levar bolsa, sandália, sacola, quando sair em Nome Dele, mas somente apossar-se da paz que é fruto da justiça de Deus para com o homem. Bolsa, sacola, sandálias significam as coisas que acumulamos dentro de nós e que prejudicam o nosso relacionamento com Deus e com os irmãos: ódio, ressentimento, discriminação, julgamentos, riquezas, apegos etc. A nossa missão é muito importante: somos trabalhadores da messe do Senhor, missionários do Seu amor. Ele nos envia e nos orienta a fim de que o nosso trabalho seja frutuoso e não nos percamos no meio do caminho. É por meio do nosso testemunho de vida com o irmão (ã) que podemos anunciar a proximidade do reino, por isso, Jesus nos mandar ir dois a dois. Os nossos relacionamentos, a nossa convivência fraterna, a unidade com que vivenciamos as nossas diferenças, darão testemunho ao mundo de que já vivemos o reino, aqui, desde já. Reflita – Você já sente no seu coração a paz dos que vivem o reino de Deus? – Você tem dificuldades de relacionamento? – Você precisa do irmão, da irmã de comunidade para viver, ou pode passar sem eles? – Será que não existe aí perto de você alguém que precisa conhecer a Salvação e a cura? – Para você é difícil falar de Jesus para alguém?- Você tem medo de evangelizar as pessoas?

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-lucas-101-9-5/

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Fonte: https://vidaenoracion.com/2017/02/14/evangelio-segun-san-lucas-10-1-9-3/

ORAÇÃO

Pai Santo, aumenta a nossa fé! Faze de nós sinais vivos do teu Reino de Amor. Que o nosso testemunho mostre aos irmãos gratidão pelo Reino que, ainda não em plenitude, já nos ofereces nesta terra abençoada. E que sejamos fontes da Paz. Por Jesus, teu Filho e nosso Irmão, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Fonte: http://www.arquidiocesebh.org.br/mdo/pg06.php