Se Cristo veio nos libertar não podemos continuar com as práticas que nos afastam do Salvador

Mc 9,38-43.45.47-48

Naquele tempo, João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”.

Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor.

Em verdade eu vos digo: quem vos der a beber um copo de água, porque sois de Cristo, não ficará sem receber a sua recompensa.

E, se alguém escandalizar um destes pequeninos que creem, melhor seria que fosse jogado no mar com uma pedra de moinho amarrada ao pescoço.

Se tua mão te leva a pecar, corta-a! É melhor entrar na Vida sem uma das mãos, do que, tendo as duas, ir para o inferno, para o fogo que nunca se apaga.

Se teu pé te leva a pecar, corta-o! É melhor entrar na Vida sem um dos pés, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno.

Se teu olho te leva a pecar, arranca-o! É melhor entrar no Reino de Deus com um olho só, do que, tendo os dois, ser jogado no inferno, ‘onde o verme deles não morre, e o fogo não se apaga’”.

 

Reflexão: Mais uma vez Jesus nos instrui a distinguir a diferença que há entre a mentalidade do mundo e o pensamento de Deus. Nós também, como os discípulos de Jesus, muitas vezes, entendemos que Jesus é de nossa propriedade exclusiva ou do movimento a que pertencemos. Diante do que Ele nos expõe, no entanto, concluímos que em nenhuma situação poderemos afirmar que alguém não está a serviço do reino somente porque não faz parte da nossa “turma”, da nossa religião ou da nossa comunidade. Jesus nos ensina a fazer todas as nossas ações em Seu Nome, isto é, por amor a Ele. Por isso, Ele acolhe de coração todas as pessoas que de uma maneira ou de outra trabalham com amor para a edificação da Sua Igreja. A Igreja é o Corpo de Cristo agindo no mundo. Porém, todo aquele que é de Cristo segue os seus ensinamentos. Deus quer salvar o homem do pecado e quem quiser seguir Jesus deve renunciar ao pecado mesmo que para isso tenha que renunciar a algo que muito lhe custa. Se Cristo veio nos libertar do pecado e da morte, não podemos continuar com as práticas que nos afastam do Salvador. Ninguém é Senhor de si mesmo, ninguém pode salvar-se por si só, por isso, Jesus, num sentido figurado nos manda arrancar a mão, o pé, isto é, cortar as ações que nos apartam da graça de Deus. – Você costuma desprezar as outras religiões ou pessoas de outras comunidades? – Você se considera dono (a) de Jesus? – A que ou a quem o seu pé ou a sua mão estão levando você? – Aquilo que você pratica, os lugares que você frequenta o (a) estão levando para Deus ou o (a) afastam Dele?

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-mc-938-43-45-47-48/

Fonte: https://cnbbne2.org.br/reflexao-xxvi-domingo-do-tempo-comum-ciume-invejoso-um-falso-zelo-que-escandaliza-mc-938-43-45-47-48/

ORAÇÃO

“Vem, Espírito Santo, faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/mestre-vimos-alguem-expulsar-demonios-em-teu-nome-mc-938-43-45-47-48/

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Para Deus a humildade é o trampolim para a glória

Mc 9,30-37
Naquele tempo, Jesus e seus discípulos atravessaram a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”. Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “Que discutíeis pelo caminho?” Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: “Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas aquele que me enviou”.

Reflexão: Os discípulos não compreendiam as palavras de Jesus e não queriam aprofundar-se no que Ele lhes revelava, porque tinham medo de enfrentar dificuldades. Assim eles achavam melhor conversar sobre quem seria o maior no reino que eles entendiam que Jesus viera instaurar. Fizeram como nós que, muitas vezes, não temos coragem de enfrentar assuntos, como morte, enfermidades, sofrimentos, desafios e preferimos divagar sobre assuntos de coisas que nem sabemos se irão acontecer. Fugimos da realidade e achamos que por acreditar em Jesus, estamos isentos de passar por dificuldades. Isto ocorre em vista da nossa fraca percepção humana, da nossa carne covarde que teme o sofrimento e não se apoia no Espírito que nos fortalece. Não admitimos a dificuldade, a luta, o esforço e queremos logo conquistar a vitória e ter a recompensa pelo nosso trabalho. Nós também, como eles, queremos ter o primeiro lugar, ser grandes, ser o maioral, ter sucesso aqui na terra e também no céu, mas não pensamos no ônus que tudo isto pode nos acarretar. Para cada um de nós que hoje nos propomos a ser Seus discípulos (as), Jesus também esclarece: para seguir os passos do Mestre nós precisamos acolher as dificuldades próprias da nossa missão, com humildade sem querermos ser distinguidos (as) dos outros visando ocupar postos mais elevados, como os discípulos pretenderam. Por isso, Jesus também nos ensina: “se alguém quiser ser o primeiro que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Para que sejamos grandes no céu e os maiores diante de Deus, nós temos que ser pequenos e humildes na terra, como uma criança que depende da força do Pai para caminhar. Devemos ter consciência de que para Deus a humildade é o trampolim para a glória.

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-mc-930-37-2/

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Fonte: https://www.gruposdejesus.com/25-tempo-ordinario-b-marcos-930-37-2/

ORAÇÃO

Senhor Jesus, tira do meu coração todo ideal humano de grandeza, e faze-me compreender que ela consiste em fazer-me servidor. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/02/homilia-comentario-e-reflexao-do_21.html

Amar e lutar para construir um mundo mais justo e fraterno

Mt 24,42-51
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. Qual é o empregado fiel e prudente que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados para lhes dar alimento na hora certa? Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar. Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

Reflexão: A vigilância é a espiritualidade do cuidado, da diligência com a alma, com a vida e tudo aquilo que faz. Vigilante não é aquele que leva a sua vida de qualquer jeito, que não se prepara para as circunstâncias nem os imprevistos da vida.

Todos nós passamos por situações de imprevistos na vida em diversas circunstâncias, e o que é vigiar senão estar preparado, senão cuidar a cada dia de si mesmo? Cuidar dos pensamentos, dos sentimentos, daquilo que dentro de nós se torna bagunçado.

Às vezes, chegamos de surpresa na casa de alguém para fazer uma visita, e a pessoa não está nos esperando. Então, ela nos recebe somente na porta, porque a casa está bagunçada, as coisas não estão em ordem e, geralmente, se nos deixam entrar, ficam com receio de que olhemos para o restante da casa ou fecham as portas do quarto para que ninguém veja.

O nosso quarto, a nossa casa, tem de estar cuidada a cada dia; não somente quando alguém vem nos visitar, não somente quando sabemos que alguém vai chegar, porque o bom amigo, a boa visita é aquela que chega sem avisar e estamos sempre preparados para recebê-la.

Deus não marca hora para vir nos buscar, para estarmos com Ele, mas se temos vigilância com a nossa vida, estamos preparados para estar com o Senhor hoje, amanhã ou depois, não vamos dizer: “Espera Senhor, eu tenho que arrumar a minha casa”.

…Na prática essa vigilância significa cumprir o próprio dever. O servo fiel e prudente dá alimento ao pessoal da casa na hora certa. Cuidar da casa significa cuidar da própria casa, da Igreja, do bairro, da cidade, do país..(http://franciscanos.org.br/?p=169599)

Cuide sempre do seu coração, esteja sempre com ele em ordem. Estejamos com as coisas sempre bem cuidadas para que não sejamos surpreendidos pela vida. Quem se cuida a cada dia vive bem a vida, quem se descuida da vida é tomado pelos imprevistos que, muitas vezes, nos surpreendem.

Que Deus nos dê a espiritualidade da vigilância e cuidado da nossa vida a cada dia.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

sabor_300818fonte: http://franciscanos.org.br/?p=169599

ORAÇÃO

Senhor Jesus, que eu me prepare para o encontro contigo, amando meu próximo e lutando para construir um mundo mais justo e fraterno. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/08/homilia-comentario-e-reflexao-do_29.html

Os humildes se corrigem e se deixam corrigir

Mt 23,13-22
Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós porém não entrais, nem deixais entrar aqueles que o desejam. Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós percorreis o mar e a terra para converter alguém, e quando conseguis, o tornais merecedor do inferno, duas vezes pior do que vós. Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo Templo, não vale; mas, se alguém jura pelo ouro do Templo, então vale!’ Insensatos e cegos! O que vale mais: o ouro ou o Templo que santifica o ouro? Vós dizeis também: ‘Se alguém jura pelo altar, não vale; mas, se alguém jura pela oferta que está sobre o altar, então vale!’ Cegos! O que vale mais: a oferta, ou o altar que santifica a oferta? Com efeito, quem jura pelo altar jura por ele e por tudo o que está sobre ele. E quem jura pelo Templo jura por ele e por Deus que habita no Templo. E quem jura pelo céu, jura pelo trono de Deus e por aquele que nele está sentado”.

Reflexão : Toda e qualquer hipocrisia deve ser condenada e combatida. Jesus não está combatendo os homens, pelo contrário, Ele está combatendo a hipocrisia reinante nos homens religiosos da sua época. Nós, que somos pessoas religiosas por vocação, pelo batismo, pela graça de servirmos a Deus, precisamos estar sempre vigilantes contra a tentação da hipocrisia.

O que é a hipocrisia? Sabemos o que é certo e o que é errado, temos uma facilidade para condenar o erro e a fraqueza dos outros, apontar quem está certo ou errado, mas temos uma facilidade ainda maior para absolvermos nossos próprios erros. Temos até uma postura sempre de desculpa com as nossas falhas e com os nossos limites.

Não é que precisamos ter uma postura de aceitar tudo que está errado no mundo, pelo contrário, não podemos cair num modo de vida farisaico, que tem, realmente, a capacidade de apontar o dedo, de ver que o erro é esse ou aquele e dizer: “Eu não cometo aquilo que os outros cometem, mas eu cometo outros erros e pecados”. O que precisamos fazer? Precisamos nos corrigir, deixar-nos converter a cada dia, colocar-nos numa atitude de vigilância, e colocar a nossa “barba de molho” a cada dia, sem jamais levantar o dedo para condenar essa ou aquela pessoa.

Não vejo o Mestre Jesus condenando nem discriminando ninguém. Eu vejo o Mestre Jesus amando os pecadores que acharíamos os piores pecadores da sua época. Contudo, eu vejo Jesus condenando qualquer hipocrisia.

Não podemos ser diferentes, temos de prestar atenção no que fazemos, no que falhamos, como nos portamos diante dos outros, porque a hipocrisia vai ser sempre uma tentação para a nossa vida.

Os humildes se corrigem e se deixam corrigir; os hipócritas e orgulhosos se fecham e não são corrigidos. Que Deus nos mostre a via da humildade que nos santifica sempre.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

 

Fonte: https://mensajealosamigos.wordpress.com/2016/08/21/tiempo-ordinario-lunes-21-ciclo-c/

ORAÇÃO

Pai Santo, o primeiro anúncio que nós fazemos do teu Reino de Amor é com o nosso jeito de viver. Só a nossa vida nos fará arautos confiáveis perante os irmãos. Dá-nos, Pai Amado, sabedoria e coragem para seguir o Cristo Jesus, teu Filho e nosso Irmão, que contigo reina na unidade do Espírito Santo. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/08/homilia-comentario-e-reflexao-do_26.html

É preciso esforçar-se por conseguir o alimento que sacia a fome de vida

Jo 6,24-35
Naquele tempo, quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

Reflexão: Jesus apresenta-Se como o “pão” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo. Aos que O seguem, Jesus pede que aceitem esse “pão” – isto é, que escutem as palavras que Ele diz, que as acolham no seu coração, que aceitem os seus valores, que adiram à sua proposta. A cena inicial  parece sugerir, à primeira vista, que a pregação de Jesus alcançou um êxito total: a multidão está entusiasmada, procura Jesus com afã e segue-O para todo o lado. Aparentemente, a missão de Jesus não podia correr melhor. Contudo, Jesus percebe facilmente que a multidão está equivocada e que O procura pelas razões erradas. Na verdade, a multiplicação dos pães e dos peixes pretendeu ser, por parte de Jesus, uma lição sobre amor, partilha e serviço; mas a multidão não foi sensível ao significado profundo do gesto, ficou-se pelas aparências e só percebeu que Jesus podia oferecer-lhe, de forma gratuita, pão em abundância. Assim, o fato de a multidão procurar Jesus e Se dirigir ao seu encontro não significa que tenha aderido à sua proposta; significa, apenas, que viu em Jesus um modo fácil e barato de resolver os seus problemas materiais. Na verdade, o gesto de repartir pela multidão os pães e os peixes gerou um perigoso equívoco. Jesus está consciente de que é preciso desfazer, quanto antes, esse mal-entendido. Por isso, nem sequer responde à pergunta inicial que Lhe põem (“Mestre, quando chegaste aqui?”); mas, mal se encontra diante da multidão, procura esclarecer coisas bem mais importantes do que a hora da sua chegada a Cafarnaum… As palavras que Jesus dirige àqueles que O rodeiam põem o problema da seguinte forma: eles não procuram Jesus, mas procuram a resolução dos seus problemas materiais . Trata-se de uma procura interesseira e egoísta, que é absolutamente contrária à mensagem que Jesus procurou passar-lhes. Depois de identificar o problema, Jesus deixa-lhes um aviso: é preciso esforçar-se por conseguir, não só o alimento que mata a fome física, mas sobretudo o alimento que sacia a fome de vida que todo o homem tem. A multidão, ao preocupar-se apenas com a procura do alimento material, está a esquecer o essencial – o alimento que dá vida definitiva. Esse alimento que dá a vida eterna é o próprio Jesus que o traz . O que é preciso fazer para receber esse pão? – pergunta-se a multidão. A resposta de Jesus é clara: é preciso aderir a Jesus e ao seu projeto. Na cena da multiplicação dos pães, a multidão não aderiu ao projeto de Jesus (que falava de amor, de partilha, de serviço); apenas correu atrás do profeta milagreiro que distribuía pão e peixes gratuitamente e em abundância… Mas, para receber o alimento que dá vida eterna e definitiva, é preciso, que a multidão acolha as propostas de Jesus e aceite viver no amor que se faz dom, na partilha daquilo que se tem com os irmãos, no serviço simples e humilde aos outros homens. É acolhendo e interiorizando esse “pão” que se adquire a vida que não acaba. Os interlocutores de Jesus não estão, no entanto, convencidos de que esse “pão” garanta a vida definitiva. Custa-lhes a aceitar que a vida eterna resulte do amor, do serviço, da partilha. O que é que garante, perguntam eles, que esse seja um caminho verdadeiro para a vida definitiva? Qual a prova de que a realização plena do homem passe pelo dom da própria vida aos demais? Porque é que Jesus não realiza um gesto espetacular – como Moisés, que fez chover do céu o maná, não apenas para cinco mil pessoas, mas para todo o Povo e de forma continuada – para provar que a proposta que Ele faz é verdadeiramente uma proposta geradora de vida? Jesus responde pondo a questão da seguinte forma: o maná foi um dom de Deus para saciar a fome material do seu Povo; mas o maná não é esse “pão” que sacia a fome de vida eterna do homem. Só Deus dá aos homens, de forma contínua, a vida eterna; e esse dom do Pai não veio ao encontro dos homens através de Moisés, mas através de Jesus. Portanto, o importante não é testemunhar gestos espetaculares, que deslumbram e impressionam mas não mudam nada; mas é acolher a proposta que Jesus faz e vivê-la nos gestos simples de todos os dias. A última frase do nosso texto identifica o próprio Jesus, já não com o “portador” do pão, mas como o próprio pão que Deus quer oferecer ao seu Povo para lhe saciar a fome e a sede de vida. “Comê-lo” será escutar a sua Palavra, acolher a sua proposta, assimilar os seus valores, interiorizar o seu jeito de viver, fazer da vida (como Jesus fez) um dom total de amor aos irmãos. Seguindo Jesus, acolhendo a sua proposta no coração e deixando que ela se transforme em gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, o homem encontrará essa “qualidade” de vida que o leva à sua realização plena, à vida eterna.

Fonte: http://paroquiadapiedade.com.br/category/homilia-da-semana/

 
Fonte: http://www.pascommipibu.com/2015/08/evangelho-do-dia.html

ORAÇÃO

Pai, dá-me sensibilidade para perceber que a presença de Jesus, na nossa história, é a grande obra que realizaste: dar-nos a vida eterna. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/jesus-realiza-muitos-sinais-jo-630-35/

A grandeza está no servir

Mateus 20,20-28
Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

Reflexão: Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam aferrados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O intento dos filhos de Zebedeu foi uma prova disto.Fazendo ouvido de mercador, quando Jesus revelou seu destino de sofrimento e morte, estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado. Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade.No Reino almejado por Jesus, a grandeza consiste em pôr-se ao serviço do semelhante, de maneira despretensiosa, e o primeiro lugar será ocupado por quem se dispusera assumir a condição de servo. A tirania cede lugar ao serviço, e a opressão transforma-se em amor eficaz em benefício do próximo. Bastava contemplar o modo de proceder do Mestre Jesus que se autodenomina “Filho do Homem”. Jamais buscara ser servido, como se a sua condição de enviado do Pai lhe desse este direito; tampouco teve a arrogância de se considerar superior a quem quer que seja. Manteve sempre sua postura de servo, consciente da missão recebida do Pai, a ponto de entregar a sua própria vida para que toda a humanidade obtivesse salvação. Dera o exemplo no qual os discípulos deveriam inspirar-se.

Fonte: http://www.diocesedejiparana.org.br/noticias-det.php?cod=2469

ORAÇÃO

“Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/entre-vos-nao-devera-ser-assim-mt-2017-28/

 

Quando deixamos Cristo ser tudo em nós, certamente a vida tem outro sabor

Mc 10,28-31
Naquele tempo, começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

Reflexão:  Pedro, ao contrário do jovem rico que fez a péssima troca de Jesus por coisas materiais, vai logo dizendo: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. E Jesus também não deixa por menos quando explica a recompensa para aqueles que forem capazes de fazer uma opção radical diante dos bens deste mundo… A recompensa será cem vezes mais, já aqui. Portanto ninguém que radicaliza na opção por Cristo vai sair perdendo. Tudo será cem vezes mais: casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos… E precisamos mais? Uma das virtudes de Deus é a abundância generosa… Deixar tudo, não significa negar tudo ou acabar com tudo o que foi alcançado com tanto suor, dedicação, empenho, retidão e honestidade. Deixar tudo é o mesmo que dizer que Deus tem a primazia em nossa vida; que nada deve ocupar em nossos corações, o lugar que pertence a Ele. Deixar tudo é deixar Deus ser o Grande tudo. Quando crescermos numa espiritualidade consistente, deixando de verdade Cristo ser tudo em nós, certamente a vida terá outro sabor. Acredito que não podemos dar um sentido mais bonito à própria vida do que oferecê-la, sem reservas, ao próprio Criador e, por causa d’Ele, entregá-la sem medida, aos outros. Se isso acontecesse de verdade dentro de nossas casas, no trabalho e na sociedade, certamente as relações interpessoais teriam consequências bem diferentes. Todavia, a causa maior de todas as renúncias, não pode ser outra senão Jesus Cristo e seu Evangelho. Esta renúncia de nós mesmos em benefício dos outros, de modo totalmente desinteressado, gerará interiormente grande satisfação e alegria. Precisamos ainda crescer muito na virtude da gratuidade, isto é, no serviço desinteressado.

Fonte: http://ironispuldaro.com.br/site/evangelho-marcos-1028-31/

 

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/geral/evangelho-de-hoje-marcos-1028-31-3/

ORAÇÃO

Senhor Jesus, motivo maior da minha opção fundamental, vem em meu socorro. Faze que Te ame mais do que as coisas materiais ou, até mesmo, do que os meus familiares. Educa-me para que, com o dom precioso da sabedoria, iluminada pela luz resplandecente de Teu Espírito, eu possa fazer a opção mais radical de minha vida: amar-Te sobre todas as coisas. Tira, Jesus, minhas vestes de orgulho, poder, vaidade e egoísmo. Reveste-me com Tua graça santificante. Torna-me forte na luta contra o mal. Que todas as perseguições sejam por mim enfrentadas com coragem e bravura. Faze-me vitorioso no Teu poder de amor, de perdão e de misericórdia. Concede-me o dom do desprendimento. Nada em mim seja mais importante do que a primazia da Tua sagrada presença em minha vida. Amém!

Fonte: http://ironispuldaro.com.br/site/evangelho-marcos-1028-31/