É preciso esforçar-se por conseguir o alimento que sacia a fome de vida

Jo 6,24-35
Naquele tempo, quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum. Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”. Eles perguntaram: “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

Reflexão: Jesus apresenta-Se como o “pão” da vida que desceu do céu para dar vida ao mundo. Aos que O seguem, Jesus pede que aceitem esse “pão” – isto é, que escutem as palavras que Ele diz, que as acolham no seu coração, que aceitem os seus valores, que adiram à sua proposta. A cena inicial  parece sugerir, à primeira vista, que a pregação de Jesus alcançou um êxito total: a multidão está entusiasmada, procura Jesus com afã e segue-O para todo o lado. Aparentemente, a missão de Jesus não podia correr melhor. Contudo, Jesus percebe facilmente que a multidão está equivocada e que O procura pelas razões erradas. Na verdade, a multiplicação dos pães e dos peixes pretendeu ser, por parte de Jesus, uma lição sobre amor, partilha e serviço; mas a multidão não foi sensível ao significado profundo do gesto, ficou-se pelas aparências e só percebeu que Jesus podia oferecer-lhe, de forma gratuita, pão em abundância. Assim, o fato de a multidão procurar Jesus e Se dirigir ao seu encontro não significa que tenha aderido à sua proposta; significa, apenas, que viu em Jesus um modo fácil e barato de resolver os seus problemas materiais. Na verdade, o gesto de repartir pela multidão os pães e os peixes gerou um perigoso equívoco. Jesus está consciente de que é preciso desfazer, quanto antes, esse mal-entendido. Por isso, nem sequer responde à pergunta inicial que Lhe põem (“Mestre, quando chegaste aqui?”); mas, mal se encontra diante da multidão, procura esclarecer coisas bem mais importantes do que a hora da sua chegada a Cafarnaum… As palavras que Jesus dirige àqueles que O rodeiam põem o problema da seguinte forma: eles não procuram Jesus, mas procuram a resolução dos seus problemas materiais . Trata-se de uma procura interesseira e egoísta, que é absolutamente contrária à mensagem que Jesus procurou passar-lhes. Depois de identificar o problema, Jesus deixa-lhes um aviso: é preciso esforçar-se por conseguir, não só o alimento que mata a fome física, mas sobretudo o alimento que sacia a fome de vida que todo o homem tem. A multidão, ao preocupar-se apenas com a procura do alimento material, está a esquecer o essencial – o alimento que dá vida definitiva. Esse alimento que dá a vida eterna é o próprio Jesus que o traz . O que é preciso fazer para receber esse pão? – pergunta-se a multidão. A resposta de Jesus é clara: é preciso aderir a Jesus e ao seu projeto. Na cena da multiplicação dos pães, a multidão não aderiu ao projeto de Jesus (que falava de amor, de partilha, de serviço); apenas correu atrás do profeta milagreiro que distribuía pão e peixes gratuitamente e em abundância… Mas, para receber o alimento que dá vida eterna e definitiva, é preciso, que a multidão acolha as propostas de Jesus e aceite viver no amor que se faz dom, na partilha daquilo que se tem com os irmãos, no serviço simples e humilde aos outros homens. É acolhendo e interiorizando esse “pão” que se adquire a vida que não acaba. Os interlocutores de Jesus não estão, no entanto, convencidos de que esse “pão” garanta a vida definitiva. Custa-lhes a aceitar que a vida eterna resulte do amor, do serviço, da partilha. O que é que garante, perguntam eles, que esse seja um caminho verdadeiro para a vida definitiva? Qual a prova de que a realização plena do homem passe pelo dom da própria vida aos demais? Porque é que Jesus não realiza um gesto espetacular – como Moisés, que fez chover do céu o maná, não apenas para cinco mil pessoas, mas para todo o Povo e de forma continuada – para provar que a proposta que Ele faz é verdadeiramente uma proposta geradora de vida? Jesus responde pondo a questão da seguinte forma: o maná foi um dom de Deus para saciar a fome material do seu Povo; mas o maná não é esse “pão” que sacia a fome de vida eterna do homem. Só Deus dá aos homens, de forma contínua, a vida eterna; e esse dom do Pai não veio ao encontro dos homens através de Moisés, mas através de Jesus. Portanto, o importante não é testemunhar gestos espetaculares, que deslumbram e impressionam mas não mudam nada; mas é acolher a proposta que Jesus faz e vivê-la nos gestos simples de todos os dias. A última frase do nosso texto identifica o próprio Jesus, já não com o “portador” do pão, mas como o próprio pão que Deus quer oferecer ao seu Povo para lhe saciar a fome e a sede de vida. “Comê-lo” será escutar a sua Palavra, acolher a sua proposta, assimilar os seus valores, interiorizar o seu jeito de viver, fazer da vida (como Jesus fez) um dom total de amor aos irmãos. Seguindo Jesus, acolhendo a sua proposta no coração e deixando que ela se transforme em gestos concretos de amor, de partilha, de serviço, o homem encontrará essa “qualidade” de vida que o leva à sua realização plena, à vida eterna.

Fonte: http://paroquiadapiedade.com.br/category/homilia-da-semana/

 
Fonte: http://www.pascommipibu.com/2015/08/evangelho-do-dia.html

ORAÇÃO

Pai, dá-me sensibilidade para perceber que a presença de Jesus, na nossa história, é a grande obra que realizaste: dar-nos a vida eterna. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/jesus-realiza-muitos-sinais-jo-630-35/

Anúncios

A grandeza está no servir

Mateus 20,20-28
Naquele tempo, a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”.Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”.Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.

Reflexão: Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam aferrados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O intento dos filhos de Zebedeu foi uma prova disto.Fazendo ouvido de mercador, quando Jesus revelou seu destino de sofrimento e morte, estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado. Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade.No Reino almejado por Jesus, a grandeza consiste em pôr-se ao serviço do semelhante, de maneira despretensiosa, e o primeiro lugar será ocupado por quem se dispusera assumir a condição de servo. A tirania cede lugar ao serviço, e a opressão transforma-se em amor eficaz em benefício do próximo. Bastava contemplar o modo de proceder do Mestre Jesus que se autodenomina “Filho do Homem”. Jamais buscara ser servido, como se a sua condição de enviado do Pai lhe desse este direito; tampouco teve a arrogância de se considerar superior a quem quer que seja. Manteve sempre sua postura de servo, consciente da missão recebida do Pai, a ponto de entregar a sua própria vida para que toda a humanidade obtivesse salvação. Dera o exemplo no qual os discípulos deveriam inspirar-se.

Fonte: http://www.diocesedejiparana.org.br/noticias-det.php?cod=2469

ORAÇÃO

“Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.”

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/entre-vos-nao-devera-ser-assim-mt-2017-28/

 

Quando deixamos Cristo ser tudo em nós, certamente a vida tem outro sabor

Mc 10,28-31
Naquele tempo, começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho, receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna. Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

Reflexão:  Pedro, ao contrário do jovem rico que fez a péssima troca de Jesus por coisas materiais, vai logo dizendo: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”. E Jesus também não deixa por menos quando explica a recompensa para aqueles que forem capazes de fazer uma opção radical diante dos bens deste mundo… A recompensa será cem vezes mais, já aqui. Portanto ninguém que radicaliza na opção por Cristo vai sair perdendo. Tudo será cem vezes mais: casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos… E precisamos mais? Uma das virtudes de Deus é a abundância generosa… Deixar tudo, não significa negar tudo ou acabar com tudo o que foi alcançado com tanto suor, dedicação, empenho, retidão e honestidade. Deixar tudo é o mesmo que dizer que Deus tem a primazia em nossa vida; que nada deve ocupar em nossos corações, o lugar que pertence a Ele. Deixar tudo é deixar Deus ser o Grande tudo. Quando crescermos numa espiritualidade consistente, deixando de verdade Cristo ser tudo em nós, certamente a vida terá outro sabor. Acredito que não podemos dar um sentido mais bonito à própria vida do que oferecê-la, sem reservas, ao próprio Criador e, por causa d’Ele, entregá-la sem medida, aos outros. Se isso acontecesse de verdade dentro de nossas casas, no trabalho e na sociedade, certamente as relações interpessoais teriam consequências bem diferentes. Todavia, a causa maior de todas as renúncias, não pode ser outra senão Jesus Cristo e seu Evangelho. Esta renúncia de nós mesmos em benefício dos outros, de modo totalmente desinteressado, gerará interiormente grande satisfação e alegria. Precisamos ainda crescer muito na virtude da gratuidade, isto é, no serviço desinteressado.

Fonte: http://ironispuldaro.com.br/site/evangelho-marcos-1028-31/

 

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/geral/evangelho-de-hoje-marcos-1028-31-3/

ORAÇÃO

Senhor Jesus, motivo maior da minha opção fundamental, vem em meu socorro. Faze que Te ame mais do que as coisas materiais ou, até mesmo, do que os meus familiares. Educa-me para que, com o dom precioso da sabedoria, iluminada pela luz resplandecente de Teu Espírito, eu possa fazer a opção mais radical de minha vida: amar-Te sobre todas as coisas. Tira, Jesus, minhas vestes de orgulho, poder, vaidade e egoísmo. Reveste-me com Tua graça santificante. Torna-me forte na luta contra o mal. Que todas as perseguições sejam por mim enfrentadas com coragem e bravura. Faze-me vitorioso no Teu poder de amor, de perdão e de misericórdia. Concede-me o dom do desprendimento. Nada em mim seja mais importante do que a primazia da Tua sagrada presença em minha vida. Amém!

Fonte: http://ironispuldaro.com.br/site/evangelho-marcos-1028-31/

A realização pessoal verdadeira é aquela que nos realiza como seres humanos criados à imagem e semelhança de Deus

Mc 9,30-37
Naquele tempo, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão, mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”. Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “Que discutíeis pelo caminho?” Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior.Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: “Quem acolher em meu nome uma dessas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me enviou”.

Reflexão:  No longo processo de sua formação, os discípulos foram sendo instruídos no modo de ser característico de quem aderiu ao Reino de Deus. Jesus ensinou-os a serem solidários, a cultivar a união fraterna, a estarem sempre prontos para servir. Não foram educados com critérios humanos de superioridade ou inferioridade, pois entre eles deveria reinar a igualdade.

As lições do Mestre nem sempre encontraram corações abertos para acolhê-las. Os discípulos mostravam-se reticentes em abrir mão de sua mentalidade. Daí, a preocupação em saber quem, dentre eles, seria o maior, ou seja, quem teria autoridade sobre os outros, quem seria o mais importante objeto da reverência e do respeito dos demais. Tudo ao inverso do que lhes fora ensinado pelo Senhor Jesus!

E então, Jesus resume, numa frase, um princípio de ação que deveria nortear a vida do discípulo: “Quem quiser ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. Esta era Sua pauta de ação. Ele se apresentava como Servo. E Sua vida definia-se como serviço a todos, sem distinção.

Cristo nunca esteve em busca de grandezas, muito menos reduziu os discípulos à condição de escravos Seus. Não se preocupou em granjear a estima e a reverência alheias, a qualquer custo. Simplesmente seguiu o Seu caminho de servidor, esforçando-se por satisfazer as carências e os sofrimentos humanos. Apresentou-se como exemplo a ser imitado!

Vivemos dias de muita insegurança e decepções com respeito ao comportamento das pessoas. É muito comum, hoje – talvez muitos influenciados pelos meios de comunicação social em geral – a vontade incontestável de crescer socialmente, de “subir na vida”, mas não no sentido espiritual e sim material, para se tornar “celebridade”.

A busca de glória, fama, cargo. Tudo isso, porém, só se pode satisfazer plenamente quando for estruturado na sua raiz, pelo que é bom, pelo que é honesto, alicerçado em Deus.

Você que busca a glória humana, saiba que a celebridade social é muito falsa, fingida e cheia de interesses anexos que vão frustrando aqueles que a alcançam e alcançaram. Até porque num “piscar de olhos” se acaba e a pessoa se sente completamente só e ignorada por aqueles que a aplaudiam enquanto lhes interessava.

Nesse trecho do Evangelho de Marcos, Jesus adverte os apóstolos e lhes diz: “Se algum de vocês quer ser o maior, seja o menor, seja o último, seja aquele que serve.” Quando nos atemos às palavras de Jesus e procuramos segui-las , colocando-as em prática na nossa vida, descobrimos que servir é melhor do que ser servido.

Quando damos um presente como sinal de grande amizade sentimo-nos plenamente realizados só em sentir a alegria e contentamento de quem o recebeu. Ele será, certamente, algo que nunca nos deixará esquecidos por aquele amigo ou por aquela família.

A doação sincera – seja ela material ou espiritual – produz em nós uma alegria inigualável, fruto da presença do nosso Deus, que nos criou, principalmente, para amarmos a todos como Ele nos ama.

A realização pessoal verdadeira não é aquela que faz das pessoas celebridades sociais com um tempo muito curto de glória, mas sim é aquela que nos realiza como verdadeiros seres humanos, criados à imagem e semelhança de Deus.

Os apóstolos tornaram-se verdadeiras “celebridades” para as coisas de Deus. Todos simples, sem estudos e preparo, foram chamados por Jesus e capacitados para a missão de divulgar a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles são e serão até o fim dos tempos as verdadeiras “celebridades”: simples, sem arrogâncias e nunca esquecidas.

Somos também chamados a ser “celebridades”, desde que na humildade, simplicidade e sem aspiração de grandezas. Celebridades do bem!

Peçamos ao Pai celeste que tire do nosso coração os ideais mundanos de glória e nos coloquemos no verdadeiro caminho para sermos glorificados por Ele, fazendo-nos servos de todos.

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/02/homilia-comentario-e-reflexao-do_21.html
enfant_et_J_sus_Christ.jpg

Fonte: http://www.jardinierdedieu.com/article-mc-9-30-37-25eme-dimanche-du-temps-ordinaire-b-110219671.html

ORAÇÃO

Senhor Jesus, tira do meu coração todo ideal humano de grandeza, e faze-me compreender que ela consiste em fazer-me servidor. Amém!

Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2012/02/homilia-comentario-e-reflexao-do_21.html

Por meio do nosso trabalho louvamos a Deus o próprio dom que Ele nos deu

Mt 13,54-58
Naquele tempo, dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé.

Reflexão: Temos a graça de celebrar, no dia de hoje, São José Operário. O pai de Jesus era um trabalhador. Hoje, lembramos, no mundo inteiro, de todos os trabalhadores. Cada um na sua missão cumpre a sua tarefa, faz do seu trabalho dom e dádiva para a transformação do mundo.

O Pai Criador de todas as coisas trabalhou seis dias para criar e cuidar da obra da Sua criação e responsabilizou o homem de cultivar e cuidar da criação que vem das Suas mãos.

Somos continuadores da missão divina com o nosso trabalho, com a criatividade que colocamos a serviço da humanidade e da sociedade. Devemos, por meio do nosso trabalho, transformar o mundo em que vivemos, transformá-lo para melhor, para aprimorar a criação de Deus, tornar as relações humanas mais saudáveis, permitir que todos os avanços científicos e tecnológicos estejam a serviço do bem, da verdade e do progresso do ser humano.

Todo trabalho, realizado com dignidade, é abençoado e santificado. Por meio do nosso trabalho, louvamos, bendizemos, agradecemos e oferecemos a Deus o próprio dom que Ele nos deu. É muito importante termos isso no nosso coração.

Deus abençoa o nosso trabalho, Ele abençoa o nosso esforço humano, a nossa luta, para nos aprimorarmos e buscarmos, a cada dia, o pão para nossa casa e para nossa família. Em hipótese nenhuma, podemos ficar sem trabalhar, pois a ociosidade é inimiga da verdade, da caridade, dos dons e talentos que Deus nos deu. A falta de trabalho nunca pode ser desculpa para não trabalharmos, porque a criatividade humana vai funcionar quando colocarmos nossos dons para realizarmos outros trabalhos, ainda que não seja daquela profissão que temos, ainda que não seja para o específico no qual nos especializamos. É importante saber que não temos apenas um dom; e ainda que tenhamos somente um dom, quando o colocamos a serviço, eles se multiplicam e a capacidade também.

Deus abençoe todos os trabalhadores e coloque, no coração deles, a disposição de aprimorar os dons que Ele nos concedeu para o mundo ser melhor e para que a nossa vida progrida.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

 
Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2017_05_01_archive.html

ORAÇÃO

Senhor, nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.”

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/os-ensinamentos-de-jesus-mt-1354-58/

 

De que modo podemos traduzir em gestos concretos o lava-pés na nossa vida cotidiana e o amar até o fim?

Jo 13,1-15
Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: “Senhor, tu me lavas os pés?” Respondeu Jesus: “Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.

Disse-lhe Pedro: “Tu nunca me lavarás os pés!” Mas Jesus respondeu: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo”. Simão Pedro disse: “Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”. Jesus respondeu: “Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos”. Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: “Nem todos estais limpos”. Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: “Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz”.

Reflexão: Quando pegou uma toalha e aplicou-se a lavar e enxugar os pés dos seus discípulos Jesus nos mostrou que o verdadeiro amor nos motiva a servir, a estar à disposição, a solidarizar-se fraternalmente com as pessoas. Jesus é o Mestre e nós somos Seus discípulos e sabemos que só Ele tem as palavras de vida eterna para nós. Por essa razão todo discípulo deve imitar o Mestre e mesmo que não compreenda bem o porquê dos seus ensinamentos, precisa obedecê-lo. Jesus aproveitou os últimos momentos antes de ser levado para o Calvário para nos ensinar a vivenciar o verdadeiro amor despojando-se de si mesmo tirando o manto da realeza, da autoridade e da dignidade de ser Filho de Deus e abaixando-se para servir aos Seus amigos. A Pedro, que não compreendeu o sentido da ação do Mestre e tentou dissuadi-Lo do Seu propósito de lavar os pés dos discípulos, Jesus replicou com uma afirmação que é muito importante para todos nós, hoje: “Se eu não te lavar, não terás parte comigo.” Os pés significam o nosso caminhar, nossas ações, nossas escolhas, nossas preferências. Dessa maneira, Jesus deseja nos purificar e usa os nossos irmãos como Seus instrumentos. Por meio do nosso próximo mais próximo Jesus nos ampara, nos lava e nos purifica para que possamos também fazer o mesmo com outros. Portanto, todas as vezes em que acolhemos com humildade o auxílio de alguém que se oferece para nos ajudar, estamos nos deixando lavar por Jesus. Quando não admitimos ser “lavados” é porque entendemos que somos muito perfeitos e não carecemos da ajuda de ninguém. Da mesma forma, seguindo o exemplo do Mestre nós necessitamos lavar os pés das pessoas que surgem no nosso caminho e que precisam do nosso amor e da nossa atenção. Só quando nos deixarmos lavar é que iremos compreender a profundidade do gesto de Jesus. Por isso, Ele nos deu a seguinte explicação: “compreendeis o que acabo de fazer?… Se eu, o Senhor e mestre vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros”.

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-jo-131-15-5/

Neste dia celebramos também o dia da instituição da eucaristia. Em Jo não se fala da instituição da eucaristia. No lugar disto, ele coloca um discurso longo sobre o Pão da vida(veja Jo 6).
Jesus certamente instituiu a eucaristia dentro de uma refeição, a ceia. Na ceia Jesus não somente oferece alimento, mas deu-se como comida e bebida sagradas: seu Corpo e Sangue. Sabemos que a vida é uma caminhada para a casa do Pai onde participaremos do banquete do Reino eternamente(cf.Lumen Gentium VII, 48-50; SC 8). Se a nossa vida é uma peregrinação rumo à casa do Pai, necessitamos de duas coisas: o caminho e o alimento. Jesus certamente é o Caminho(Jo 14,6). Ele se faz o caminho para que não fiquemos perdidos no mundo cheio de outros caminhos que nos levam à perdição. Além do caminho, para que possamos chegar à casa do Pai nesta peregrinação precisamos também de alimento. Quem quiser andar longe com força necessária, precisa ter alimento suficiente para não morrer de fome no meio do caminho. Jesus sabe disto e por isso ele se faz alimento para todos os peregrinos desta vida: “Tomam e comam, isto é o meu corpo que é dado por vocês” (Mt 26,26;Lc 22,19). Com Jesus que é o Caminho e o alimento chegaremos até a casa do Pai.

Fonte: https://www.trendsmap.com/twitter/tweet/979441988826226688

ORAÇÃO

 

Senhor Jesus, Pão Sagrado descido do céu, alimenta-me cada vez mais com teu Corpo dado e Teu Sangue derramado, por amor. Santifica-me com a força deste alimento de Salvação. Pela comunhão Eucarística, elimina em mim todo desejo de vingança, todo ódio, raiva, amargura e ressentimentos. Que a Sagrada Eucaristia, alimento de amor, me robusteça e fortifique cada vez mais, afim de ser capaz de promover a vida de meus semelhantes. Faze-me, pelo poder sagrado da Eucaristia, encontrar forças para enfrentar e sublimar todas as cruzes da vida. Elimina, Jesus, da minha vida, toda e qualquer resistência ao entendimento do que efetivamente é a Sagrada Eucaristia. Ajuda-me, com a Tua graça, a transformar a Eucaristia em ação concreta na vida de meus semelhantes. Amém.

Fonte: http://ironispuldaro.com.br/site/evangelho-joao-131-15/

O fruto que a comunidade é chamada a produzir é o amor

Jo 12,20-33
Naquele tempo: Havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa.Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e disseram: ‘Senhor, gostaríamos de ver Jesus.’ Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus. Jesus respondeu-lhes: ‘Chegou a horaem que o Filho do Homem vai ser glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre,ele continua só um grão de trigo; mas se morre, então produz muito fruto. Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. Agora sinto-me angustiado. E que direi? `Pai, livra-me desta hora!’? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim.Pai, glorifica o teu nome!’ Então, veio uma voz do céu: ‘Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!’ a multidão que lá estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: ‘Foi um anjo que falou com ele.’ Jesus respondeu e disse: ‘Esta voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim.’ Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer.

Reflexão : Se o grão de trigo quer dar fruto, é preciso que ele passe pela terra onde vai apodrecer, mas o seu percurso não pára aí, o fruto brotará. Jesus quer dar a vida, Ele escolhe passar pela morte, dando então a maior prova de amor. Mas a sua missão não pára aí, a vida brotará: a sua própria vida é a ressurreição; e a vida da humanidade é a salvação. “Não era necessário que Cristo sofresse tudo isto para entrar na sua glória?”, dirá Ele aos discípulos no caminho de Emaús. Se queremos que os outros vivam, é preciso que passemos por um certo número de renúncias, de esquecimentos de nós próprios, e isto através do serviço, do acolhimento, do perdão. Mas a nossa relação com os outros não pára aí, a alegria brota nos rostos e no nosso próprio rosto. A morte é uma passagem obrigatória para aquele que ama e quer amar até ao fim.
Fonte: http://www.paroquiadivino.org.br/index.php/se-a-semente-que-cai-na-terra-nao-morrer-jo-1220-33/

29

Fonte: http://franciscanos.org.br/?p=107370

ORAÇÃO

Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a Ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de Vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por Vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus e buscar, em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.
Fonte:http://liturgia.catequisar.com.br/senhor-queremos-ver-jesus-jo-1220-33/