Vivemos em busca da verdade e ansiamos também por liberdade!

Jo 8,31-42

Naquele tempo, Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: “Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. Responderam eles: “Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?” Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Bem sei que sois descendentes de Abraão; no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai”. Eles responderam então: “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. Vós fazeis as obras do vosso pai”. Disseram-lhe, então: “Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus”. Respondeu-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso Pai, certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou”.

Reflexão: Neste Evangelho, Jesus nos afirma que, quem conhece a verdade é livre. Vivemos em busca da verdade e ansiamos também por liberdade! A palavra de Deus é a verdade, pois é Ela quem nos liberta de toda trama do inimigo que tenta extinguir a nossa identidade de filhos e filhas de Deus. Fomos criados para ser livres e a liberdade é um dom inerente a nossa condição de criaturas de Deus. O discípulo de Jesus, portanto estará livre de toda tentativa de escravidão do inimigo se permanecer na Palavra de Deus, pois é Ela quem dá testemunho de que Ele é o Filho de Deus. Permanecer na Palavra de Deus é conhecer a verdade que nos liberta, nos tira da ignorância, esclarece as nossas dúvidas e nos faz enxergar os sinais de esperança e de vida nova que o Senhor nos mostra. Jesus Cristo é a verdade do Pai para nós. Ele veio ao mundo para nos revelar a face de Deus e nos comunicar o jeito de ser do Pai, e, assim, nos fazer ambicionar imitá-Lo já que fomos feito à Sua imagem e semelhança. Conhecer a verdade é ter experiência com o amor de Deus e ter conhecimento profundo dos Seus mistérios para a nossa vida. Há muitas coisas que nós esperamos e aspiramos alcançar, mas não temos consciência de que é isto mesmo que o Pai almeja para nós. Somente Jesus, que conhece o Pai, pelo poder do Espírito Santo, pode nos ensinar as verdades que O Pai nos deseja transmitir. Assim, nós poderemos ser livres de nós mesmos (as), das nossas tendências pecaminosas e da nossa humanidade decaída pelo pecado. Em Jesus, fomos livres do pecado que antes nos escravizava. Deus tem um plano de amor para cada um de nós, pessoalmente, e na medida em que percebemos esse plano nós vamos nos tornando mais livres de nós mesmos (as), dos nossos projetos pessoais. Daí, então, poderemos afirmar com convicção: “somos filhos (as) de Abraão”, “somos filhos (as) da promessa de Deus!” Deus é o nosso Pai e, somos filhos livres, quando nos emancipamos de nós mesmos (as) para confiar somente em Jesus Cristo, que é CAMINHO, VERDADE E VIDA! – Qual é a imagem que você tem de Deus, Pai? – O que Jesus veio ensinar-lhe em relação ao Pai? – Você conhece a verdade sobre si mesmo (a)? – Você se considera uma pessoa livre? – Você já começa a ter entendimento da verdade de Deus para sua vida? – Você se sente livre de si mesmo (a) ou ainda é muito preso (a) aos seus planos e projetos pessoais?

Fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-jo-831-42-3/

16-03

Fonte: http://sousagradosoufeliz.com/jo-831-42-2.html

ORAÇÃO

Senhor Jesus, Palavra eterna do Pai, que é amor, ama-me com este amor eterno. Somente assim serei capaz de saborear a verdadeira liberdade de filho de Deus. Tu, Jesus, que me ensinaste a chamar a Deus de Pai, faze-me cada vez mais filho(a) querido(a) e obediente à Tua Palavra. Ajuda-me a permanecer nesta Palavra que me dá vida e me liberta. Não deixes, Jesus, que eu faça opções que me afastem do Teu amor que me fez existir. Sou fruto do Teu amor e quero continuar vivendo radicado neste amor. Que eu tenha a graça de decidir com liberdade, sempre iluminado pela luz resplandecente do Espírito Santo, que não me deixa errar o caminho. “Coloca, Jesus, Tua Lei Sagrada em meu peito e a escreve em meu coração. Assim serás o meu Deus e eu serei Teu(a) discípulo(a)”. Amém!
Fonte:http://ironispuldaro.com.br/site/evangelho-joao-831-42/

 

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O perdão mede a minha capacidade de amar

Mt 18,21–19,1

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna.

Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’.

O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias, tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’

O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

Reflexão: Jesus está nos ensinando como o perdão funciona em nossa vida. Não é um perdão humano, não é perdoar a dívida de alguém, uma situação que ficou mal resolvida. Trata-se do perdão divino, o perdão do coração de Deus, de alguém que pertence ao Reino do Senhor.

Para entrar no Reino de Deus, é necessário seguir Suas exigências, e uma das exigências fundamentais, para permanecer e crescer na adesão ao Reino, é saber perdoar. Isso é muito exigente; não que o perdão em si seja fácil, mas não estamos acostumados a perdoar.

Somos moldados por uma visão mundana, que nos formou para revidarmos e tratarmos as pessoas na mesma medida: se fui ofendido, eu tenho o direito de ofender, mas se fiquei ofendido, fico com minha mágoa, com ressentimento e assim por diante.

Estamos doentes e fraquejamos muito, por isso nossas relações estão contaminadas, azedas e amargas, porque o remédio que salva as relações humanas e o nosso coração, que nos dá a saúde de que tanto precisamos, chama-se perdão.

O perdão é uma medicina de vida, ele está na essência de Deus, que é amor misericordioso, por isso, nosso perdão não é humano, mas divino, e este é revestido de misericórdia.

Como aprendemos a perdoar? Fazendo como Deus faz conosco. Como Ele nos perdoa? De uma forma extremamente misericordiosa. O Senhor não põe limites no Seu perdão, Ele não limita a forma de nos perdoar. Todas as vezes que invocamos a misericórdia de Deus, com sinceridade, com verdade e arrependimento, a misericórdia divina nos perdoa, refaz-nos e levanta-nos.

O perdão de Deus é sem limites, e é assim que precisamos aprender a perdoar. Deus nos perdoa de todo coração; então, se quisermos e precisarmos perdoar alguém, nosso perdão precisa ser também de todo coração.

Precisamos decidir perdoar. Ou decidimos perdoar ou ficamos com a mágoa. Quando eu decido perdoar, decido ser saudável, decido ter um coração bom como o de Deus. Mas quando não decidimos perdoar, ficamos com o coração doente, amargurado, azedo, cheio de traças e ferido por dentro. Nós nos tornamos quem somos, porque, muitas vezes, acumulamos dentro de nós situações não resolvidas, não perdoadas, e fragilizamos a nossa vida.

Deus quer que tenhamos vida em plenitude. O princípio da vida nova, renovada e curada está na força do perdão.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com

Fonte: http://leituraorantedapalavra.blogspot.com.br/2011/08/mt-1821-191-so-perdoa-quem-ama.html

ORAÇÃO

Pai, predispõe meu coração para o perdão, e que eu esteja sempre disposto a perdoar e a querer viver reconciliado com meu semelhante. Amém!

Fonte: http://liturgia.catequisar.com.br/senhor-quantas-vezes-devo-perdoar-mt-1821-191/

A glória manifestada na transfiguração é a transparência do amor

Mt 17,1-9 

Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto brilhou como o sol e as suas roupas ficaram brancas como a luz. Nisto apareceram-lhes Moisés e Elias, conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse: “Senhor, é bom ficarmos aqui. Se queres, vou fazer aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias”. Pedro ainda estava falando, quando uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E da nuvem uma voz dizia: “Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo meu agrado. Escutai-o!” Quando ouviram isto, os discípulos ficaram muito assustados e caíram com o rosto em terra. Jesus se aproximou, tocou neles e disse: “Levantai-vos, e não tenhais medo”. Os discípulos ergueram os olhos e não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus. Quando desciam da montanha, Jesus ordenou-lhes: “Não conteis a ninguém esta visão até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos”.

Reflexão: Neste domingo, tivemos a graça de celebrar a Transfiguração do Senhor. O que é essa festa que nós celebramos com tanto amor? É a festa da Ressurreição antecipada, é a manifestação do Ressuscitado em meio ao caminho natural da vida humana, é a semente da ressurreição sendo manifestada a cada um de nós.

Cristo ainda vai passar pela Sua via crucis e pelo Calvário, mas Ele quer nos mostrar que, depois de toda cruz e via-sacra, o que nos espera é a vida nova, transformada e renovada. Do outro lado, a Festa da Transfiguração, onde nós contemplamos o Cristo glorioso e transfigurado na Sua aparência gloriosa acima de Moisés e Elias, n’Ele tudo se resume, completa-se e alcança a plenitude. É para Ele que nós devemos dirigir a nossa vida e o nosso coração.

Caminhando em meio às cruzes da vida, nos sofrimentos, nos desalentos que todos nós enfrentamos no dia a dia, não podemos tirar d’Ele o nosso olhar. Quando nós contemplamos o Cristo, como o Senhor e a razão da nossa vida, Ele mesmo transfigura aquilo que vivemos.

Transfigurar não é viver de aparências, pelo contrário, a transfiguração tira aquilo que é aparente, que nos deixa transfigurados ao mal, ao pecado e nos dá a verdadeira face do homem e da mulher de Deus configurados e semelhantes ao Cristo. Permite-nos, em meio às realidades humanas que nós vivemos e passamos, contemplar a glória que nos espera.

O caminho para sermos transfigurados, a cada dia, é o da contemplação. Contemplar o Cristo nos transfigura e nos transforma; contemplar o Cristo vivo e real no meio de nós transforma os nossos sentidos. Os nossos olhos contemplam a Sua glória, os nossos ouvidos escutam a Sua Palavra, a nossa boca proclama: “Senhor, é bom estarmos aqui, é bom estarmos na Sua presença”. O nosso corpo, o nosso ser, a nossa sensibilidade são transfigurados. Já não somos movidos pelos impulsos da carne, da nossa humanidade que, muitas vezes, nos impulsiona para o mal e para o pecado, mas em nós o desejo divino, o gosto pelo Céu, o gosto pela Palavra de Deus, o gosto pelos sacramentos e pela oração tomam conta de todo o nosso ser.

Permitamo-nos ser transfigurados pela presença de Jesus no meio de nós.

Fonte: https://homilia.cancaonova.com/homilia/o-cristo-transfigura-nossa-vida/

Fonte: http://www.senhoradasgracas.org/category/materias/

ORAÇÃO

Ó Deus, que na gloriosa Transfiguração de vosso Filho confirmastes os mistérios da fé pelo testemunho de Moisés e Elias, e manifestastes de modo admirável a nossa glória de filhos adotivos, concedei aos vossos servos e servas ouvir a voz do vosso Filho amado, e compartilhar da sua herança. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

Neste caminho da transfiguração acontece quando caminhamos com Jesus no caminho de nossa existência, ao longo da imitação de Cristo vamos nos transfigurando aos poucos com o Mestre.

Mestre, bom é estarmos aqui, reunidos bem perto de ti, no silêncio e na paz.Mestre, reunidos no amor, nós viemos ao Monte Tabor para em Ti repousar.E nós cantaremos a mesma canção, unidos no mesmo coração.E nós cantaremos a mesma canção, unidos no mesmo coração.

Fonte: https://blog.cancaonova.com/oracao/2012/08/06/oracao-da-festa-da-transfiguracao-de-nosso-senhor/

O amor que se traduz em partilha

Jo 6,1-15
Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

Reflexão: Jesus no evangelho de hoje nos propõe algo de realmente novo: propõe uma lógica de partilha. Diante de uma sociedade marcada pelo individualismo e pelo capitalismo selvagem, a Palavra de Deus oferece-nos outra direção. Um caminho alternativo que é multiplicar o amor e o pão. O evangelho nos fornece alguns elementos importantes para nossa reflexão. Tais como: Jesus que foi para o outro lado do mar; subiu ao monte; a proximidade da páscoa; a multiplicação dos pães. Esses elementos são importantes para entendermos o evangelho de João.

A passagem do mar remete-nos a passagem do povo hebreu da terra da escravidão (Egito) para a liberdade (deserto). A referência ao “monte” leva-nos ao contexto da Aliança do Sinai e ao monte onde Deus ofereceu ao Povo, através de Moisés, os mandamentos. Dizer que Jesus subiu ao “monte” significa dizer que é através de Jesus que se vai realizar a nova Aliança entre Deus e esse Povo de gente livre que, com Jesus, “atravessou o mar” em direção à terra da liberdade. O texto do evangelho diz que estava próxima a páscoa. A páscoa era também a festa que anunciava esse tempo futuro em que o Messias ia libertar definitivamente o Povo de Deus. Nesta altura, o Povo devia subir a Jerusalém para, no “monte” do Templo, celebrar a libertação; em contrapartida, a multidão segue Jesus para um outro “monte”, do outro lado do mar. O Povo começa a libertar-se do jugo das instituições judaicas e a perceber que é em Jesus que se vão inaugurar os tempos novos da liberdade e da paz. No deserto o povo é alimentado pelo pão do céu. Jesus é quem vai oferecer ao povo faminto o pão da vida, pão do amor que sacia e mata a fome. O evangelho lança um questionamento:“onde vamos comprar pão para que eles possam comer?”Diante da impossibilidade humana de resolver o problema da fome, um dos discípulos apresenta uma solução que perante o olhar meramente humano, parece insolúvel. “Esta aqui um menino com cinco pães e dois peixes!”Porém a duvida é cruel. “o que é isto para tanta gente?”. Jesus da-lhes um lição. Não é pouco o pão. O que falta é solidariedade, amor que se traduza em PARTILHA.

O problema não é a escassez de alimento ou oportunidade, mas sim falta de amor, falta de solidariedade, falta de compromisso, falta de organização social. Esquecemos que a ação de Deus passa pela ação do homem. Deus faz o milagre, mas quer precisar da colaboração humana. Deus multiplica o pão, porém precisa que as pessoas se disponham a partilha-lo com os outros. A partilha é o milagre, é o amor em ação que multiplica o pão e sacia a fome da humanidade sedenta de verdadeiros gestos de amor e solidariedade.

A figura do “menino” no evangelho é muito significativa: quer pela idade, quer pela condição, é um “débil”, física e socialmente. Representa a debilidade da comunidade de Jesus face às enormes carências do mundo. A comunidade dos seguidores Jesus, representada nesse “menino”, apresenta-se diante do mundo como um grupo socialmente humilde, sem pretensão alguma de poder e de domínio, dedicada ao serviço dos homens. É essa comunidade simples e humilde, vocacionada para o serviço, que é chamada a resolver a questão da necessidade dos pobres e a instaurar um novo sistema libertador.A “fome” de pão é um símbolo da fome de vida que faz sofrer tantos dos nossos irmãos. Os que têm “fome” são aqueles que são explorados e injustiçados e que não conseguem libertar-se. “São os que vivem na solidão, sem família, sem amigos e sem amor, são os que têm que deixar a sua terra e enfrentar uma cultura, uma língua, um ambiente estranho para poderem oferecer condições de subsistência à sua família. São os marginalizados, abandonados, segregados por causa da cor da sua pele, por causa do seu estatuto social ou econômico, ou por não terem acesso à educação e aos bens culturais de que a maioria desfruta, são as crianças vítimas da violência e da exploração; são as vítimas da economia global, cuja vida dança ao sabor dos interesses das multinacionais, são as vítimas do imperialismo e dos interesses dos grandes do mundo”.

Os discípulos de Jesus são convidados a reconhecer que os bens são um dom de Deus para todos os homens e que pertencem a todos. São convidados a quebrar a lógicaegoísta da sociedade de consumo, e a pôr os dons de Deus ao serviço de todos. A tarefa dos discípulos de Jesus é uma tarefa nunca acabada, que deverá recomeçar em qualquer tempo e em qualquer lugar onde haja um irmão “com fome”.Não tenhamos dúvidas: Deus preocupa-se, todos os dias, em oferecer aos seus filhos vida em abundância. É Deus que nos dá, dia a dia, o pão que mata a nossa fome de vida.

Fonte: http://catedraldeguaxupe.com.br/palavra-do-padre/multiplicar-o-amor-e-o-pao-jo-6-1-15/

Imagem fonte: http://catedraldeguaxupe.com.br/palavra-do-padre/multiplicar-o-amor-e-o-pao-jo-6-1-15/

ORAÇÃO

Espírito de partilha arranca do meu coração toda tentação egoísta de usufruir sozinho os bens deste mundo, sensibilizando-me para a pobreza dos meus irmãos. Amém!
Fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2014/05/homilia-diaria-comentario-e-reflexao-do_2.html

Cristo, nossa Páscoa é a nossa paz!

Lc 24,35-48

Naquele tempo, os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!”Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”.E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado. Ele o tomou e comeu diante deles. Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava con­vosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

Reflexão: O dom do Ressuscitado que queremos contemplar no dia de hoje, é o dom da paz que vem do coração de Deus, a paz que nossa alma tanto precisa que é, acima de tudo, o consolo, o conforto, a presença de Deus no meio de nós. Ele é a nossa paz!

Todos passamos por muitos conflitos na vida, vivemos situações de desgaste. Muitas vezes, encontramo-nos num estado de inquietação muito profunda na alma, no coração, na cabeça e assim por diante. Inquietamo-nos com muitas coisas e no meio destas inquietações, que fazem parte da nossa vida e da nossa existência, mistura-se uma dose de dúvida, incerteza; cresce em nós uma confusão interior que gera perturbação e tira a nossa paz.

Por este motivo, o Ressuscitado traz como dom da vida nova que conquistou para nós, o dom supremo da paz! A paz que vem d’Ele vence o medo, as aflições, angústias, preocupações, tensões e tudo aquilo que deixa o nosso coração tantas vezes desolado.

Encontrar com o Cristo Ressuscitado é mergulhar profundamente na Sua paz, é deixar o coração encontrar um estado de espírito no qual ele esteja refrigerado, consolado, abençoado e restaurado. Porque, o Cristo Ressuscitado nos traz a paz que vem do coração de Deus!

Não quer dizer que não teremos mais perturbações e inquietações. Mas iremos encarar as situações e inquietações da vida de outra forma. Nós quem estaremos à frente das preocupações e elas não tomarão conta de nós. Tomaremos conta dos nossos problemas, entregando-os no coração e nas mãos de Deus e não permitiremos que eles tomem conta da nossa vida e roubem a paz deste dom tão precioso e necessário para a nossa vida.

Permitamos que a paz do Ressuscitado invada nossa mente, nosso coração, tome conta de todo o nosso ser. Permitamos que a paz do encontro com Cristo traga-nos refrigério, consolo e a paz que nosso coração tanto necessita. Cristo, nossa Páscoa é a nossa paz!

Que a paz de Cristo esteja sempre em nosso coração!

Fonte: http://homilia.cancaonova.com/homilia/o-ressuscitado-traz-a-paz-que-nosso-coracao-necessita/

Tiempo litúrgico

ORAÇÃO

Senhor,

Também a nós Tu dizes: «Vós sois as testemunhas destas coisas.»

Não por termos visto, mas porque acreditamos pelo dom da fé que nos concedeste.

Ajuda-nos, Senhor, a ser verdadeiras testemunhas “destas coisas”, em palavras, em atos, em coerência de vida.

Amém!

Fonte: http://apenasoracao.blogspot.com.br/2013/04/rezando-o-evangelho-de-hoje-lc-2435-48.html

Em busca de dar um sentido melhor à nossa vida

Jo 14,1-6

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.
Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.

Reflexão: Jesus vem hoje consolar, orientar e direcionar os nossos corações. Primeiro, Ele nos consola para que não nos deixemos perturbar, para que nenhuma perturbação tome conta da nossa mente, do nosso coração e da nossa alma.

Sabemos que, muitas vezes, ficamos atormentados, basta sermos contrariados ou enfrentarmos as contradições e contrariedades da vida que perdemos o sossego, a retidão, a serenidade e a reta em que devemos caminhar. Basta que passemos por situações de aflições ou coisas perturbadoras para que o nosso coração perca a paz.

Permita que a Palavra de Deus caia em seu coração e que Deus tome conta de sua alma e de todo o seu ser!

Quando coisas negativas nos perturbam, não podemos nos alimentar delas; pelo contrário, precisamos nos alimentar e nos encher de fé, precisamos que a oração, contemplação, meditação, intercessão, comunhão e tudo aquilo que são elementos essenciais para nossa fé e que alimentam nossa alma possam nutrir nosso coração, para não sermos perturbados pelas contrariedades deste mundo.

Que dentro de nós cresça a convicção de que Cristo é a estrada por onde devemos andar. Ele é a seta, a direção que nos conduz à vida.

Quando nos encontrarmos perdidos, desorientados e sem saber o que fazer na vida, respiremos fundo, voltemos para Ele e não desviemos de forma alguma o olhar d’Ele.

Por mais difíceis e complicadas que sejam as coisas, a mão de Deus e a luz de Cristo nos conduzem, porque Ele é a verdade. Em um mundo com tantas confusões, meias verdades e mentiras ditas como verdades, há uma única verdade, de que Deus é Cristo, Aquele que nos salva, redime, restaura e dá a vida nova.

Em busca de dar um sentido melhor à nossa vida, de encontrarmos uma razão para viver, podemos buscar muitas coisas para alimentá-la, mas a vida plena e abundante é a que Cristo nos trouxe, que nos preenche e alimenta todo o nosso ser.

fonte: http://homilia.cancaonova.com/homilia/cristo-e-a-direcao-que-nos-conduz-a-vida/

imagem fonte: http://blogs.diariodonordeste.com.br/egidio/fe-em-deus/evangelho-de-hoje-joao-141-6-5/

ORAÇÃO

Pai, meu coração anseia por estar em comunhão contigo, em tua casa, lugar que Jesus preparou para mim. Que eu persevere sempre no caminho que me leva a ti. Amém!

fonte: http://www.cristominhacerteza.com/2013/04/homilia-comentario-e-reflexao-do_25.html

Podemos perder as batalhas, mas a guerra já foi vencida!

João 20,11-18
Naquele tempo, 11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isso, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste, dize-me onde o colocaste e eu o irei buscar”. 16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabuni” (que quer dizer mestre). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!” e contou o que Jesus lhe tinha dito.

Reflexão: Podemos perder as batalhas, mas a guerra já foi vencida! Cristo está vivo e ressuscitado, está no meio de nós para levantar nosso ânimo e confiança.

Em nossa vida, encontramos, muitas vezes, situações onde choramos por tristezas e decepções, porque algo não está bem dentro de nós. Choramos por derrotas e angústias; choramos, porque colocamos nossa esperança onde nos decepcionamos, porque perdemos alguém muito querido ou, então, porque recebemos uma má notícia.

Há aqueles para os quais as lágrimas correm pelos olhos, e também aqueles que, talvez, não as deixem cair, mas estão chorando por dentro. Há um choro que é de tristeza, de saudade, necessidade e consolo.

Uma coisa muito importante: o Cristo ressuscitado vem para enxugar todas as nossas lágrimas e para nos perguntar: “Por que choram? Por que estão tristes e desanimados? Por que estão com a alma tão abatida?”. Precisamos responder o porquê.

Maria disse que estava chorando, porque o seu Senhor havia sido roubado, não estava lá. E por que nós choramos? Por que a tristeza bate à nossa porta? Precisamos colocar para fora, desabafar e deixar sair de nós as razões que entristecem o nosso coração e nos fazem chorar na vida.

Jesus vivo e ressuscitado é o consolo da nossa alma e do nosso coração! Podemos perder as batalhas, mas a guerra já foi vencida e Cristo está vivo e ressuscitado, está no meio de nós para levantar o nosso ânimo, a nossa confiança e não nos permitir jamais perder a esperança, seja qual for a situação, seja qual for a tribulação ou angústia que passamos nesta vida.

Não desanime, não entregue sua alma ao desânimo e ao desespero, não entregue seu coração ao fracasso. A nossa vitória definitiva já foi proclamada e está entre nós! Por isso, se temos mil motivos para estarmos tristes, temos um único que alegra definitivamente nossa alma e nosso coração.

Seja o consolo de quem chora, o ânimo de quem está desanimado, a esperança de quem a perdeu. Seja testemunha de que Cristo está vivo, testemunhe que se encontrou com Ele e que isso fez toda a diferença em sua vida. Não leve desânimo, desespero, não crie pânico entre as pessoas. Não use a expressão “Não tem mais jeito!”. Tem jeito, porque, para a morte que parecia não ter mais jeito, Cristo trouxe a vida.

Quando uma situação na vida de quem quer que seja parecer totalmente desesperadora, semeie a semente da ressurreição. Por pior e maior que seja o Calvário, de lá irá brotar a vida nova!

fonte: http://homilia.cancaonova.com/homilia/jesus-e-o-consolo-de-que-nossa-alma-necessita/

imagem fonte: http://www.franciscanos.org.br/?p=34291

ORAÇÃO

Espírito de júbilo, que a alegria proveniente da ressurreição do Cristo me ajude a superar todo pranto causado pela frustração e pelo vazio da vida. Amém!

fonte: http://www.domtotal.com/religiao/meudiacomdeus.php?data=2016-3-29

 

 

O Ponto Afinal

O ponto esclarece ao final ou provocar se faz necessário ?

O eu insólito ...

Jaqueline Bastos

Letra em Flor

Por Vanessa Veloso

Deixando Deus falar...

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar." (Mateus 24:35)

Doando Amor

Faça mais do que existir !